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Fundação norte-americana atribui quatro prémios a grupo de investigadores da Universidade de Coimbra que busca novas terapias para a doença de Machado-Joseph

      
Fundação norte-americana atribui quatro prémios a grupo de investigadores da Universidade de Coimbra que busca novas terapias para a doença de Machado-Joseph - Fuente: Flickr-digitalbob8
Fundação norte-americana atribui quatro prémios a grupo de investigadores da Universidade de Coimbra que busca novas terapias para a doença de Machado-Joseph - Fuente: Flickr-digitalbob8
Esta patologia cerebral provoca a perda de coordenação motora, acabando por confinar os doentes a uma cadeira de rodas e até ao momento é incurável. Tem uma prevalência significativa em Portugal, especialmente nos Açores.

Luís Pereira de Almeida foi premiado com o financiamento “Pioneer SCA Translational Grant Award”, no valor de 100 mil dólares (73.500 euros), que visa investigar a “Ativação farmacológica da autofagia para aliviar a doença de Machado-Joseph”. A autofagia consiste na “limpeza” das células, e os investigadores vão aprofundar os estudos em animais transgénicos (modelos da doença) que têm mostrado possíveis efeitos benéficos de fármacos, aprovados pela FDA - US Foodand Drug Administration e pela Agência Europeia do Medicamento - no atraso na progressão e alívio dos sintomas da doença.

Ao mesmo grupo, foram ainda atribuídos três prémios de 15 mil dólares cada, que permitirão avançar na investigação da mesma doença: Liliana Mendonça está a realizar o transplante de células estaminais neurais em animais transgénicos numa área cerebral afetada pela doença de Machado-Joseph, o cerebelo. Os resultados preliminares já obtidos sugerem que esta poderá constituir uma “promissora” estratégia terapêutica.

Rui Nobre tem estado envolvido no desenvolvimento de uma estratégia terapêutica promissora associada a uma forma inovadora de administração periférica. Este projeto poderá dar um contributo importante para o uso de terapia génica nesta doença.

Por fim, Clévio Nóbrega tem investigado a possibilidade de outra molécula estar a contribuir para a doença - a ataxina-2. Neste projeto, o investigador pretende esclarecer o possível mecanismo patogénico e validar a ataxina-2 como potencial alvo terapêutico desta doença.

Fundada em 1957, a NAF financia estudos altamente promissores na área das doenças degenerativas que provocam ataxia (descoordenação de movimento), em todo o mundo. E neste ano, a NAF, pela primeira vez em quadruplicado, galardoou a investigação desenvolvida pelo grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, liderados pelo investigador Luís Pereira de Almeida.

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