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O mundo lê mais por causa dos telemóveis, diz estudo da Unesco

      
Fonte: Shutterstock
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O estudo Reading in the Mobile Era, divulgado na passada quarta-feira (23) pela UNESCO, aponta para que as pessoas que não têm fácil acesso a livros estejam a ler mais recorrendo aos seus telemóveis. O estudo foi efetuado com base em 5.000 entrevistas a indivíduos na Etiópia, Gana, Quénia, Nigéria, Paquistão e Índia. Segundo este estudo, 62% dos participantes leram mais através dos telemóveis do que através de livros físicos.

 

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O estudo foi feito através de uma parceria da UNESCO com a Worldreader, uma organização global sem fins lucrativos que investe no alcance de livros digitais para países nos quais a população não possui hábitos de leitura, e a Nokia.

 

Além do aumento considerável de pessoas que adquiriram o hábito de ler, o estudo também veio revelar que a leitura efetuada através de telemóveis é mais agradável e fácil. Além disso, ficou comprovado que os pais têm o hábito de ler livros aos seus filhos utilizando o telemóvel.

 

Um dos motivos para o aumento do nível de leitura é que as pessoas perceberam a panóplia de possibilidades que o seu telefone agora lhes oferece. Em vez de utilizarem o aparelho apenas para falar com outras pessoas e mandar mensagens, podem transformá-lo também numa biblioteca móvel e compacta.

 

A outra razão para este fenómeno é o preço dos livros físicos quando comparado com o dos digitais. No Zimbabué, por exemplo, o custo de um livro digital é de 5 a 6 cêntimos, enquanto que o de um livro físico é de 13 dólares. O elevado valor dos livros, que antigamente era proibitivo para cultivar hábitos de leitura, é atualmente facilmente contornado pelos baixos preços dos livros digitais.

 

Um professor em Zimbabué, Charles, disse que passou a utilizar o seu telemóvel como fonte primária de leitura devido à falta de papel no país, que encarece a produção de livros. Este professor tem passado esta ideia aos seus alunos que, agora, podem facilmente ler as obras por ele indicadas.

 

O estudo revelou também que dos 7 bilhões de pessoas no mundo, 6 bilhões já têm fácil acesso a um telemóvel. Ou seja: a tendência é para que a percentagem de pessoas que utilizam o aparelho para efetuar as suas leituras venha a aumentar, em todos os continentes do mundo.

 


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