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Politécnicos europeus recomendam uniformização dos ciclos de estudos, com a atribuição do grau de doutoramento

      
Foto: 25.ª Conferência da EURASHE
Foto: 25.ª Conferência da EURASHE

AEuropean Association of Institutions in Higher Education (EURASHE) defende a extensão dos ciclos de estudo dos politécnicos e universidades de ciências aplicadas até ao grau de doutoramento, assim como a uniformização e reconhecimento dos ciclos de estudos a nível internacional, apontando para a denominação dos politécnicos portugueses de Universidades de Ciências Aplicadas, tal como acontece na Europa. Estas são algumas recomendações a apresentar aos ministros da Educação europeus que se reunirão em Yerevan (Arménia), no próximo mês de maio, e são algumas das medidas defendidas pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), já há vários anos, para o ensino superior em Portugal, e que agora são formalizadas pelo representante europeu do ensino superior politécnico.

As recomendações da EURASHE foram conhecidas na sua 25.ª Conferência Anual, que decorre por estes dias (16 e 17 de abril) em Lisboa, e que é coorganizada pelo CCISP e pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL). Este evento, o maior a nível europeu que reúne instituições de ensino superior com uma oferta de ensino de cariz profissionalizante, realiza-se na ESTeSL e conta com cerca de 200 participantes de toda a Europa.

A EURASHE aconselha igualmente o fomento e incremento do investimento em investigação, nomeadamente da investigação aplicada, como parte integrante da formação superior; o incremento da aposta nas parcerias entre as instituições de ensino e as empresas, como forma de aproximar o ensino das necessidades do mercado de trabalho; a promoção da empregabilidade dos recém-graduados, assim como a formação ao longo da vida, de forma a garantir profissionais competentes e adaptados às necessidades do mercado; a uniformização e reconhecimento dos ciclos de estudos a nível internacional; ou a integração das novas tecnologias como ferramenta de ensino.

Na abertura da Conferência, Andreas Orphanides, presidente da EURASHE, referia que «a Europa atravessa uma crise económica, mas também moral e social. Com a indefinição da sociedade e a redução do crescimento económico, é importante definir o futuro, com investigação e criatividade, de forma a identificar soluções. Nesta conferência pretendemos partilhar boas práticas e recomendações, analisar temas como a governança, a educação, a investigação e a empregabilidade, e potenciar uma participação interdisciplinar».

Já Joaquim Mourato, presidente do CCISP, salientou que «temos expectativas elevadas neste evento, com a discussão de temas da maior importância no âmbito do ensino superior de cariz profissionalizante, como pilar essencial para o desenvolvimento da sociedade, na Europa e no mundo», acrescentando que «o CCISP e os seus membros se reveem nos desafios escolhidos para esta conferência. São desafios de todos e para todos. As instituições de ensino superior são organizações predispostas à inovação, à adaptação e à abertura para a sociedade sempre em mudança e globalizada».

«As instituições politécnicas portuguesas são responsáveis por 37% do ensino superior público, com mais de 110.000 estudantes e com mais de 3.000 doutorados e especialistas no seu corpo docente. Anualmente cooperam com mais de 50 países e têm em programas de mobilidade internacional (in e out), cerca de 5.000 estudantes e 1.000 professores. Estes dados ilustram bem o desenvolvimento e a maturidade do ensino superior Politécnico em Portugal. Por isso estamos prontos para partilhar com as demais instituições europeias o nosso trajeto, os nossos sucessos, as nossas dificuldades e os nossos desafios», referiu Joaquim Mourato.

«A EURASHE é um foro privilegiado para o aprofundamento das parcerias e para o desenvolvimento de projetos. Reafirmamos hoje a nossa vontade e disponibilidade para continuarmos a pertencer a esta família europeia de ensino superior que é a EURASHE», declarou Joaquim Mourato.

José Ferreira Gomes, secretário de Estado do Ensino Superior, destacou a importância do tema do ensino superior de cariz profissionalizante, em foco na 25.ª Conferência daEURASHE, nomeadamente a preparação para iniciar uma profissão. «O desafio de tornar a instituição de referência na preparação dos estudantes, não só na qualidade do ensino e da aprendizagem, mas também a qualidade na educação que liga os estudantes a uma atividade profissional», afirmou o secretário de Estado.

«Temos que garantir que cada um dos estudantes encontra as melhores condições para preparar a sua profissão. É ainda importante que esteja feliz com a experiência na sua instituição de ensino, e que contribua com essa felicidade para a sociedade. Enfrentamos um grande desafio da transição do mundo da educação para ficar mais próximo da profissão. A partilha de práticas neste evento é muito importante para aprender mais com os países envolvidos e contribuir para uma melhor educação», salientou José Ferreira Gomes.

Durante esta conferência anual, os oradores falam de competências, destacam práticas de instituições vocacionadas para uma profissão, com abordagens inovadoras no ensino, havendo igualmente testemunhos de empresas ligadas através de parcerias com programas de ensino de cariz profissionalizante.

O tema em destaque nesta conferência é “Professional higher education more relevant than ever – challenges for the future”, e foca-se na forte relevância do ensino superior de cariz profissionalizante, como pilar essencial na sociedade e na economia, no desenvolvimento futuro da sociedade, na Europa e no mundo. A EURASHE representa as instituições europeias de ensino superior com oferta de cariz profissionalizante e investigação nesta área, quer sejam associações nacionais, como o CCISP, ou individuais (como universidades e universidades de ciências aplicadas – congéneres dos politécnicos portugueses), assim como associações profissionais ou outras organizações ligadas ao ensino superior, contabilizando ao todo mais de mil associados de todo o mundo.

A EURASHE considera que, embora vivendo em contextos diferentes, as instituições de ensino superior com formação de cariz profissionalizante enfrentam desafios semelhantes. São organizações abertas, que se ajustam aos desenvolvimentos da sociedade, não só de forma reativa, mas também como trendsetters e key players na inovação em áreas críticas da estratégia institucional: governança, educação, investigação, desenvolvimento, empregabilidade.


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