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Cuba foi o único país latino americano capaz de cumprir os objetivos propostos para educação, segundo relatório da Unesco

      
Fonte: Shutterstock
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Na passada quarta-feira (8), foi divulgado pela Unesco o Relatório deMonitorização Global de Educação para Todos 2015, um documento que apresenta os dados da educação no mundo e que avalia o impacto dos esforços para ampliar o acesso e melhorar o nível de qualidade do ensino em escala global nos últimos 15 anos, após a assinatura do Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo os nossos Compromissos Coletivos pelos 164 países participantes do Fórum Mundial de Dakar, no Senegal.

 

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Ao todo, foram estabelecidos 6 objetivos educacionais que deveriam ser perseguidos pelas nações e 12 estratégias de alcance para a sua realização. No entanto, apenas um terço dos signatários conseguiu cumprir todas as metas, enquanto apenas metade foi bem sucedida em universalizar o acesso ao ensino primário, principal intenção do Marco de Ação de Dakar. Na América Latina, o destaque vai para Cuba, o único país que atingiu plenamente os resultados esperados pelas Nações Unidas.

 

De maneira geral, a região apresentou alguns resultados positivos como o aumento de 75% no número de matrículas na educação pré-primária, o crescimento de 56% para 63% no total de países que realizam as avaliações de aprendizagem nacionais. Também se destaca o crescimento de 14% no número de professores do ensino primário, que somavam 3 milhões de pessoas em 2012. A paridade de género, outro grande desafio, foi alcançada por 60% dos países para alunos deste nível de ensino.

 

No entanto, ainda há muitos desafios a serem alcançados, como criar vagas para os 3,7 milhões de crianças que ainda não frequentam a escola na educação primária e a alta taxa de abandono nesta faixa etária, que chega a um quinto dos estudantes – especialmente meninos. Há ainda 33 milhões de adultos analfabetos, dos quais 55% são mulheres, apesar da redução de 26% na taxa de analfabetismo - número muito abaixo da diminuição de 50% estipulada em 2000.

 

Alguns dados também mostram que há um esforço por parte dos governos locais para aumentar os investimentos: ao todo, em 12 países da América Latina, os investimentos em educação superaram o crescimento económico. Neste ponto, destacam-se o Belize e a Venezuela, que gastam mais de 20% de seus orçamentos nacionais nessa área. Ainda assim, o relatório aponta que, para garantir o cumprimento das metas em 2030, é preciso um afluxo extra de capital de 22 bilhões de dólares por ano.

 

A próxima conferência da ONU para o tema será o novo Fórum Mundial de Educação, que acontecerá em Incheon, na Coreia do Sul, em maio deste ano.

 

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