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IPLeiria presta apoio técnico especializado no primeiro crash test automóvel público em Portugal

      
Fonte: Shutterstock
“No Limite!” é o primeiro crash test automóvel aberto ao público em Portugal, e do primeiro car lift público do mundo, um evento único que visa a promoção da segurança rodoviária. Neste evento que se vai realizar no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria a partir das 15h de domingo, dia 25 de setembro, vai ser testada a capacidade do para-brisas na proteção dos ocupantes da viatura em caso de acidente.

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Esta é uma oportunidade de ver em primeira mão como se testa, em todo o mundo, a segurança dos veículos automóveis. Recorrendo a técnicas usadas em todo o mundo para testar a segurança dos automóveis como o crash test, que consiste no embate do veículo numa parede de betão, e o car lift consiste na suspensão da viatura apenas pelo para-brisas, este evento promete surpreender os mais céticos.

No decorrer do evento vai ainda ser apresentada uma solução inovadora para substituição de vidros para-brisas, o adesivo Sika Tack Elite. “No Limite!” envolve dois crash tests, que serão realizados em “tempo recorde”, apenas 30 minutos após a substituição do para-brisas, e o car lift acontece uma hora após a colagem do vidro com a mesma solução.

Promovido pela Glassdrive com o apoio da Sika, e com aorganização técnica do Politécnico de Leiria, este evento conta ainda com o apoio da Câmara Municipal de Leiria, e insere-se no evento “Leiria Sobre Rodas 2016”, que durante uma semana leva a Leiria os entusiastas, os colecionadores e os especialistas em veículos automóveis – carros, motos e bicicletas. Deste programa consta ainda o Passeio dos Clássicos, com um desfile de centenas de relíquias pelas ruas da cidade.

No âmbito desta iniciativa o Universia entrevistou o Professor João Fonseca Pereira, docente do Politécnico de Leiria, coordenador do Departamento de Engenharia Mecânica e o responsável do Laboratório de Engenharia Automóvel da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.

Da experiência já adquirida nos crash tests que têm vindo a fazer, quais as conclusões mais chocantes a que já chegaram?Qual a conclusão mais surpreendente com que já se depararam?

A experiencia em crash test não é muita pois são ensaios muito onerosos, no entanto permitem aferir as técnicas que utilizamos na reconstituição científica de acidentes. Portanto, em cada crash test que fazemos, os dados medidos na realidade são comparados com dados obtidos por simulação. Quando as pessoas são confrontadas com a reconstituição dos acidentes em que participaram, principalmente quando a sua conduta está na origem do acidente, quase não acreditam no que vêm.

Quais os maiores perigos e os mais frequentes nas estradas portuguesas?

Conjugação de carência de civismo com deficiências nas infraestruturas rodoviárias.

• carência de civismo: velocidade desadequada (excesso/défice), manutenção dos veículos, desatenção à atitude dos outros condutores, etc.

• deficiências nas infraestruturas rodoviárias: sinalização inexistente ou desadequada, mau estado de estradas e sinalização, etc.

Consideram que o condutor português em geral, e os passageiros, têm noção dos perigos que enfrentam no dia-a-dia?

Têm a noção mas acham que os acidentes só acontecem aos outros, porque os outros é que são maus condutores.

Podem indicar-nos 2 ou 3 situações concretas e com resultados chocantes mas que passam despercebidos à grande maioria das pessoas?

A maioria dos acidentes com impacto mediático, porque são chocantes, são analisados por nós a pedido de uma das partes. Uma situação preocupante e que se verifica frequentemente nas nossas estradas, por exemplo, é a colisão de dois veículos com grande diferença de idade em que o mais recente causa danos significativos ao mais antigo e consequentemente aos seus passageiros.

Qual a importância de se apostar neste tipo de investigação em Portugal?

Estes métodos ajudam a encontrar o verdadeiro responsável ou pelo menos a excluir responsabilidade em acidentes complexos.

Quais os principais apoios que o IPLeiria tem atualmente para a realização destes estudos?

No caso deste evento concreto, “NO LIMITE!”, os apoios são da SAINT GOBAIN (Glassdrive) e da SIKA.

Significa isto que não há qualquer apoio específico para esta secção?

Os apoios são escaços, burocraticamente difíceis de obter, e de valores muito baixos face aos custos associados a este tipo de investigação.

Existe algum fundo (por exemplo europeu) que apoie estes estudos?

Especificamente para o tipo de estudos que realizamos desconhecemos, embora fosse importante existirem, dados os elevados custos envolvidos e as implicações que os seus resultados podem ter na segurança de todos nós.

Conseguem também receitas próprias através dos estudos que faz para os tribunais?

Sim, estes estudos e outras ações são total ou parcialmente pagos pelas entidades requerentes e contribuem para investimento nesta área (reconstituição científica de acidentes).


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