text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Ana Botín pede mais protagonismo para a educação e mais recursos públicos e privados

      
Ana Botín: “Juntos podemos ter um grande impacto e sermos catalisadores da mudança
Ana Botín: “Juntos podemos ter um grande impacto e sermos catalisadores da mudança"
  • Ana Botín: “Nos próximos três anos, mais de 200.000 estudantes receberão uma Bolsa Santander, obterão um estágio numa PME ou participarão em programas de empreendedorismo apoiados pelo Santander.”
  • Ana Botín: “Da educação nascem a igualdade e a liberdade, o pensamento livre e crítico. Derruba preconceitos e abre as mentes, afasta-nos de extremismos e populismos, de pós-verdades ou de tentativas de manipulação da opinião pública.”
  • “Os partidos deveriam privilegiar a educação como um espaço de entendimento, de procura de acordos, em prol do interesse comum e do conjunto da sociedade, segundo a presidente da Universia e do Banco Santander.

Ana Botín, presidente da Universia e do Banco Santander, encerrou hoje em Salamanca o IV Encontro Internacional de Reitores Universia, com um discurso no qual reivindicou maior protagonismo para a educação porque é “a principal resposta e a melhor ferramenta para enfrentar os grandes desafios e combater os problemas de hoje e de amanhã”.

Num ato que contou com a presença do presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, a Secretária-Geral Iberoamericana, Rebeca Grynspan, o presidente de Castela e León, Juan Vicente Herrera; e o presidente da Câmara de Salamanca, Alfonso Fernández Mañueco. Ana Botín sublinhou que “é necessário que a educação conte com mais recursos públicos e privados”, porque dela “nascem a igualdade e a liberdade, o pensamento livre e crítico. Derruba preconceitos e abre as mentes, afasta-nos de extremismos e populismos, de pós-verdades e de tentativas de manipulação da opinião pública”.

O encontro, cuja realização coincide com o VIII Centenário da Universidade de Salamanca, reuniu durante dois dias 600 reitores de 26 países, que representam 10 milhões de estudantes de universidades de todo o mundo, num debate que, sob o lema “Universidade, Sociedade e Futuro”, aprofundou os desafios que a Universidade enfrenta. As conclusões estão reunidas na "Declaração de Salamanca", um documento que “reitera o compromisso das universidades para se reinventarem e se transformarem para continuarem a liderar o progresso”, segundo Ana Botín.

Ana Botín anunciou que a Universia e o Banco Santander participam nestes objetivos através de três linhas de atuação na colaboração com o mundo universitário:

  • Potenciar o capital humano das universidades para garantir maior equidade no acesso a oportunidades e o desenvolvimento em competências técnicas e transversais, como o sentido crítico e ético, o empreendedorismo e a mobilidade intercultural e digital.
  • Fomentar as alianças e o trabalho em rede entre universidades e com outros agentes. 
  • Contribuir para a transformação digital e para a gestão do seu impacto na sociedade para garantir um crescimento inclusivo e sustentável.

“A nossa aliança com as universidades é uma prova fidedigna deste compromisso. Como prova disso, nos próximos três anos, mais de 200.000 estudantes receberão uma Bolsa Santander, obterão um estágio numa PME ou participarão em programas de empreendedorismo liderados pelas vossas universidades e apoiados pelo Santander”, assinalou Ana Botín.

“Temos novos desafios que requerem ações decididas rumo ao futuro”, afirmou Botín, e, por isso, considerou importante evitar que a educação fosse objeto de confronto político, incentivando os partidos a “privilegiá-la como um espaço de entendimento, de busca de acordos, em prol do interesse comum e do conjunto da sociedade”.

Entre esses desafios, destacou o poder transformador da tecnologia e mostrou ser uma “firme defensora da inovação e do progresso tecnológico e, em igual medida, do crescimento sustentável e inclusivo”. Não obstante, assinalou que as grandes plataformas têm de contar com uma visão humanista da sua função e alertou para a falta de “contrapesos internos e externos que permitam antecipar e gerir o impacto das inovações”.

Para Ana Botín, “são necessárias ações decisivas rumo ao futuro”, como as que derivam da Declaração de Salamanca, apresentada hoje e que incentivem a “continuar a trabalhar por uma Universidade melhor num mundo melhor”, por “uma visão de futuro na qual a inclusão, a igualdade de oportunidades e a sustentabilidade, todas elas num âmbito de procura da excelência, serão as prioridades que guiam todas as nossas decisões.” Em jeito de conclusão, “juntos podemos ter um grande impacto e sermos catalisadores da mudança.


Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.