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A internacionalização no mundo universitário, um novo conceito de ensino

      
Argawal propõe três maneiras de modernizar as universidades: educação modular, educação omnichannel e educação continuada
Argawal propõe três maneiras de modernizar as universidades: educação modular, educação omnichannel e educação continuada
  • Reitores de universidades de todo o mundo reuniram-se neste evento dinamizado pelo Santander Universidades e pelo Universia.
  • O primeiro eixo de debate abordou a formação e a aprendizagem no mundo digital.
  • Sob o lema "Inovação e internacionalização na Universidade", a apresentação orbitou em torno da obrigação de mudar os atuais programas de ensino.

As jornadas, realizadas nos dias 21 e 22 de maio, tiveram três eixos de debate regidos pelo compromisso com o futuro e o serviço à sociedade que as universidades devem exercer. O primeiro eixo foi protagonizado por Anant Agarwal, CEO edX e professor do MIT e Samuel Martin-Barbero, Reitor da Universidade Camilo José Cela (Espanha). Os reitores Enrique Graue Wiechers, da Universidade Autónoma do México; Álvaro Rojas Marín, da Universidade de Talca e Hans-Jochen Schiewer, da Universidade de Freiburg, também intervieram neste debate.

João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, moderou a apresentação, destacando a necessidade de uma formação superior que possa responder aos desafios da complexa sociedade atual, e deu a palavra em primeiro lugar a Anant Agarwal, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). No seu discurso, o docente enfatizou a necessidade de mudar o status quo das universidades através de uma requalificação constante, que se afaste dos atuais quatro anos de graduação.

Como adaptar a universidade à sociedade atual?

A partir da plataforma edX, Argawal propõe três formas de modernizar as universidades: a educação modular, para aglomerar conteúdo; a educação omnicanal, que adapta a Universidade ao mercado e à educação contínua, uma requalificação constante através de "micromaster", ou seja, masters de curto prazo adaptados a uma era digital em constante mudança. "Se não nos adaptarmos a esses três elementos, surgirão empresas com fins lucrativos que farão a mesma coisa que a Uber fez com as empresas de táxi convencionais", adverte.

Enrique G. Wiechers e Rojas Marín também contribuíram para estas ideias, defendendo um método de ensino inclusivo que ofereça ferramentas para que os estudantes se desenvolvam em ambientes incertos.

Por outro lado, S. Barbero, fez uma breve incursão pela história das universidades, criticando o conservadorismo que caracteriza essas instituições e é incompatível com o ritmo em que o mundo muda. O reitor considera vital a implantação de um modelo aberto de classes médias. "A internacionalização envolve a abordagem de um programa de intercâmbio real, apoiado por variáveis como a mobilidade não apenas de alunos, mas também de professores. Viajar não implica internacionalização”, sugere.

O debate concluiu com uma série de perguntas e respostas entre os oradores e o público, que defendeu a  necessária criação de métodos de ensino que enfrentam a rápida obsolescência tecnológica e a globalização, e que estimulam o multiculturalismo.


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