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Os cursos que mais contribuem para o desenvolvimento social

      
Os cursos das universidades viradas para o futuro devem ser capazes de refletir e responder aos grandes desafios do milénio
Os cursos das universidades viradas para o futuro devem ser capazes de refletir e responder aos grandes desafios do milénio
  • Programas universitários com cursos construídos "à la carte" com possibilidade de internacionalização são as apostas para uma universidade mais moderna.
  • A universidade deve ser capaz de formar estudantes preparados para intervir nos grandes problemas sociais do mundo, como os fluxos de refugiados.
  • A inovação no ensino universitário é também encarada como relevante para o desenvolvimento social.

As universidades devem oferecer cursos que correspondam às necessidades de um mundo digital e globalizado. Para que possam modernizar-se é importante que a inovação seja encarada como uma forma de estar.

“A inovação é uma mentalidade, uma mentalidade sem aversão ao risco, uma mentalidade de alguma forma inclusiva, uma mentalidade de não estar apenas à procura de benefício e retorno imediato, mas uma forte vontade de perpetuar uma forma de liderar universidades que deem os frutos às gerações futuras”, defendeu Samuel Martín-Barbero, o reitor da Universidade Camilo José Cela (Madrid, Espanha), durante o IV Encontro Internacional de Reitores Universia, que decorreu nos dias 21 e 22 de maio, em Salamanca. 

Os programas académicos devem basear-se na ideia de que as universidades correspondem atualmente a um modelo massivo como a televisão e rádio, plural e aberto a todos.

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Universidade deve saber responder aos desafios do milénio

Os cursos das universidades viradas para o futuro devem ser capazes de refletir e responder aos grandes desafios do milénio como as catástrofes naturais, pandemias, fluxos migratórios, o envelhecimento da população e o ciberterrorismo.

Martín-Barbero, no final da sua intervenção deixou uma ideia para reflexão dos reitores: “Um aluno de enfermagem, de psicologia clínica, de cooperação internacional, de direito que nos dias de hoje esteja interessado ou sensibilizado para a temática dos refugiados o que preferirá: práticas profissionais no centro corporativo, nos organismos centrais de um organismo multilateral, um intercâmbio com uma universidade para estudar direito internacional dentro da mesma região em que se encontra ou uma experiência num campo de refugiados na Jordânia? O perfil dos alunos que estamos a receber prefere esta última.”

“A única garantia de futuro que temos é a mudança”

A frase de João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra e moderador do painel “A inovação e a internacionalização na formação universitária: exigência da oferta académica, do currículo e do programa de estudos?” sintetizou a posição dos reitores.

Como afirmou Enrique Graue Wiecher, Reitor da Universidade Autónoma do México, estamos perante um “desafio imenso” de modernização das universidades num mundo globalizado, em que ficámos todos interconectados na chamada sociedade do conhecimento.

Para este responsável é agora necessário ser capaz de inovar e internacionalizar numa “época de mudanças, volatilidade e incerteza, num mundo profundamente desigual, que se apresenta muitas vezes intolerante, com uma precarização do salário laboral e estragos provocados ao meio ambiente que urge restaurar.”

Enrique Graue Wiecher lembrou que estamos a viver a 4ª revolução industrial na era das novas tecnologias, da ciência dos grandes atos, inteligência artificial, da robótica, da nanotecnologia, dos novos materiais, das novas energias e dos novos modelos económicos e laborais.

Para dar resposta aos desafios é necessário “inovar em matéria educativa mudando esquemas, instrumentos e tecnologias”.

Currículos flexíveis e interdisciplinares

O reitor da Universidade do México defende currículos flexíveis e interdisciplinares orientados para as competências e necessidades do mercado laboral. “O problema que de alguma forma havemos de resolver é o velho problema: ensinamos hoje o que aprendemos ontem para quem vai viver no futuro. E este é um futuro incerto.”

A mesma ideia é defendida por Hans-Jochen Schiewer, reitor da Universidade Albert-Ludwig (Alemanha), que referiu a importância da internacionalização, de oferecer aos estudantes novos formatos, dando por exemplo a oportunidade de estudar em três ou quatro universidades internacionais com um programa “à la carte”.

O reitor defendeu que deve ser dado espaço para os estudantes usufruírem, durante um ano, de múltiplas disciplinas de diferentes áreas e só depois decidem a área específica que pretendem seguir. Para Hans-Jochen Schiewer os programas de ensino que mais podem contribuir para um desenvolvimento social futuro “abordam os problemas de distintas perspetivas e disciplinas”.

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