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Como estudar arte ajuda os médicos?

      
O estudo da arte ajuda a desenvolver a capacidade de empatia dos médicos
O estudo da arte ajuda a desenvolver a capacidade de empatia dos médicos
  • Dezenas de escolas de medicina já incluem programas de arte.
  • Estudar arte pode ajudar os estudantes de medicina a pensar de forma mais cuidadosa.
  • O estudo da arte também ajuda a desenvolver a capacidade de empatia dos médicos.

Medicina e arte podem estar relacionadas? Podem e devem. O ensino da medicina fica a ganhar se forem introduzidos conceitos de arte.

Dezenas de escolas de medicina já têm programas de arte através dos quais ensinam aos alunos não apenas habilidades de observação, mas também conceitos relacionados com a ambiguidade. Lidar com a incerteza é uma parte essencial da prática da medicina.

Mesmo em condições aparentemente simples, como ataques cardíacos, derrames ou pneumonia, podem existir formas invulgares que levam a erros de diagnóstico. Estudar arte pode ajudar os estudantes de medicina a pensar de forma ampla e a ponderar várias possibilidades antes de se decidirem por uma interpretação final.

A experiência de um estudante de medicina

O médico residente do Massachutetts General Hospital e da Harvard Medical School fala da experiência de ter visitado o Museu Britânico de Arte no âmbito do curso de medicina.

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“Olhei para a pintura, estudei cuidadosamente cada rosto. Tomei nota da intensidade dos profundos olhos azuis de uma mulher, as manchas de cinza nas costeletas espessas de um homem. Notei detalhes de um modo que eu apenas fingia quando passeava pelos museus com amigos mais sofisticados. Pela primeira vez, não olhei apenas - vi”, explica Dhruv Khullar.

Depois da visita, os estudantes de medicina reuniram-se em pequenos grupos e trocaram impressões com os colegas. O objetivo era que o exercício os ajudasse a serem observadores mais cuidadosos e meticulosos, uma habilidade que, talvez mais do que qualquer outra, estabelece as bases para se ser um bom médico.

Dhruv Khullar conta ainda que as lições daquele exercício prático surgiriam na sua mente a propósito das mais variadas situações por exemplo quando observava a assimetria no rosto de um velho ou os contornos sombrios de uma pneumonia no raio X. “Uma imagem realmente valeu mais do que mil palavras”, considera.

Para este médico a aprendizagem pela arte é subtil e indireta, mas é capaz de imprimir perceções profundas na nossa consciência. Por isso, as escolas de medicina estão cada vez mais a usar a arte para ensinar os estudantes de saúde. Os professores têm constatado que os alunos que têm lidado com esta realidade têm menos apetência para tirar conclusões precipitadas ou confiar na tecnologia para fazer os diagnósticos.

Observar melhor os detalhes com a ajuda da arte

A arte funciona como um elemento positivo na aprendizagem da medicina. Irwin Braverman, professor de dermatologia em Yale, pediu aos alunos que descrevessem como algo não médico, tal como a arte, os podia ajudar a reunir e transmitir informações visuais. A conclusão a que chegou é que os alunos que tiveram contato com a arte tinham 10% mais hipóteses de perceber detalhes importantes nos seus doentes.

Esta descoberta chamou a atenção de outros educadores ligados à área médica como o Dr. Joel Katz, em Harvard, que co-criou um curso de nove semanas em 2003 chamado “Training the Eye: Improving the Art of Physical Diagnosis” dirigido aos estudantes de medicina do primeiro e segundo ano. Neste âmbito, os alunos reúnem-se todas as semanas com curadores de museus em Boston para estudar conceitos que variam na simetria e textura, na forma e movimento. Depois aplicam estes ensinamentos na sala de aula ao examinar os pacientes.

Numa sessão os alunos estudam uma escultura de calcário que parece diferente quando vista de vários ângulos. E mais tarde vão observar os padrões respiratórios de pessoas com doenças respiratórias em diferentes posições para determinar se o problema está nos músculos, coluna, pulmões ou em qualquer outro lugar.

Noutra sessão, os alunos examinam "The Jaleo", de John Singer Sargent, uma pintura que retrata uma dançarina em movimento. Depois, examinam os pacientes com problemas de marcha e avaliam o seu equilíbrio, postura e passo. Os estudantes de medicina que fizeram o curso obtiveram 38% mais observações em exames de habilidades visuais ao analisar pacientes do que aqueles que não o fizeram.

A arte também pode ajudar os médicos a entender como os doentes estão a sentir-se, estabelecendo desta forma uma maior empatia. Pesquisas descobriram que os estudantes de medicina que estudam arte são mais capazes de interpretar as expressões emocionais nos rostos dos pacientes.

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