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Praxes académicas: É preciso promover práticas positivas na Universidade?

      
É necessário lembrar a necessidade de as praxes ajudarem à integração dos novos alunos de forma positiva
É necessário lembrar a necessidade de as praxes ajudarem à integração dos novos alunos de forma positiva
  • As práticas positivas nas praxes devem ser promovidas por todos: dirigentes, estudantes, professores, famílias e amigos
  • As praxes têm como objetivo ajudar a integrar novos alunos, facilitando a socialização
  • Os estudantes devem conhecer os limites das brincadeiras para que não existam casos que possam levar à humilhação

Os governantes e os responsáveis das instituições de ensino superior como os reitores estão empenhados em que as praxes académicas possam acontecer de forma saudável e sem incidentes depois de alguns escândalos que marcaram estas práticas no passado.

"É um combate que temos de encarar todos, os dirigentes, os estudantes, as famílias, os amigos, os vizinhos dos vizinhos, porque é um processo social e temos de encará-lo ano após ano”, afirmou o ministro do Ensino Superior aos jornalistas neste arranque do ano letivo. 

O responsável governamental considerou que nunca é demais alertar para a necessidade de existirem práticas positivas na praxes, embora admita que “há sensibilização” para esta forma de encarar estes rituais nas universidades e politécnicos.

Para Manuel Heitor esta prática que visa ajudar à integração dos novos alunos deve identificar “o ensino superior como um espaço de tolerância e de diálogo aberto”.

É necessário repudiar as praxes que "levam à humilhação" e ainda persistem na sociedade portuguesa quer aconteçam dentro ou fora das portas das faculdades. “E, por isso, temos de as combater diariamente. É para isso que cá estamos, para não arredar pé neste combate de dar a volta às praxes”, realçou Manuel Heitor, para quem uma atitude positiva deve ser da "responsabilidade de todos".

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Já sobre a preocupação das instituições de ensino superior e do Governo quanto à forma como decorrem as praxes, o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC) afirmou que não vê "com bons olhos" o que considerou ser a intromissão na integração dos estudantes e criticou a tentativa de se "policiar" a praxe.

Estudo defende medidas para garantir práticas positivas

Para evitar comportamentos abusivos, o estudo “A praxe como Fenómeno Social”, promovido pela Direção-Geral do Ensino Superior e elaborado por uma equipa conjunta de investigadores das mais diversas instituições considerou que o Governo deve garantir o acompanhamento jurídico e a isenção de custas judiciais de todos os estudantes que pretendam recorrer à justiça para denunciar situações passiveis de serem consideradas crime.

O Governo também deveria criar uma linha gratuita e permanente de apoio a vítimas de violência no contexto das praxes académicas que garanta aconselhamento jurídico.

A linha, referem os investigadores, deverá encaminhar as denúncias de situações de abuso e violência nas praxes académicas para as entidades judiciais competentes.

Por outro lado, adiantam, deveria ser feita uma distribuição no início de todos os anos letivos, no ato da matrícula, de um folheto informativo produzido pela Direção-Geral do Ensino Superior, sobre a realidade da praxe, das consequências disciplinares e penais das situações de violência e onde se realce que ninguém é obrigado a participar em qualquer atividade de praxe.

Este folheto deve conter informação sobre todos os mecanismos de denúncia e os contactos das autoridades.

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