text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Doctor IA: os chatbots aterram na consulta médica

      
A opinião humana prevalece sempre face ao machine learning
A opinião humana prevalece sempre face ao machine learning
  • A grande maioria dos médicos considera a sua carga de trabalho excessiva e isso tem um impacto direto na qualidade.
  • Quando a aplicação começou a aconselhar sobre formas de autotratamento, metade dos pacientes parou de pedir consultas.
  • Para libertar ainda mais o tempo do médico, a inteligência artificial também pode gerir documentos e prescrições.

"Tenho muita dor de estômago!"

"Sinto muito ouvir isso", diz uma voz feminina. "Importaria-se de responder a algumas perguntas?"

E assim começa a consulta. Onde lhe dói? Quanto lhe dói? A dor é constante? Depois de um pouco de deliberação, uma opinião é recebida. "Isto parece-me dispepsia. A dispepsia é o termo médico para indigestão".

A voz feminina é da Babylon, que faz parte de uma onda de novas aplicações de inteligência artificial (IA) projetada para aliviar os médicos quando se trata de papelada desnecessária e visitas à consulta, e também reduzir o tempo que temos de esperar para receber aconselhamento médico. Desta forma, se não estivermos bem, podemos falar ao telefone com um IA em vez de chamar um médico.

A ideia é que a procura por conselhos sobre um problema de saúde seja tão simples quanto procurar sintomas no Google, mas com muitos mais benefícios. Ao contrário do autodiagnóstico online, estas aplicações guiam-nos através de um processo de classificação de nível clínico: informarão se os nossos sintomas precisam de atenção urgente ou se podemos apenas utilizar o ibuprofeno e repouso na cama.

A tecnologia é baseada numa série de técnicas de IA: processamento de linguagem para permitir aos utilizadores descreverem os seus sintomas de maneira informal, sistemas especialistas para explorar enormes bases de dados médicas e aprendizagem automática para estabelecer correlações entre sintomas e doenças.

Gostava de tirar um curso de inteligência artificial?

Procure na Universia

Saúde acessível e realizável

A Babylon Health, a primeira provedora de assistência médica digital com sede em Londres, tem uma missão ambiciosa que gosta de partilhar: colocar um serviço de saúde acessível e realizável nas mãos de todas as pessoas do mundo. A melhor maneira de fazer isso é evitar que as pessoas tenham que ir a um médico, de acordo com o fundador da empresa, Ali Parsa.

Em caso de dúvida, as aplicações recomendam sempre procurar uma segunda opinião humana. Mas ao estarem entre nós e os profissionais médicos, mudam a primeira linha de assistência médica. Quando a aplicação Babylon Health começou a aconselhar sobre o autotratamento, metade dos pacientes da empresa parou de pedir consultas, ao perceberem que não precisavam delas.

A Babylon não é a única app deste tipo: existem outras como a Ada, Your.MD e Dr. AI. Mas a Babylon é a favorita porque foi integrada no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), o que demonstra como esta tecnologia pode mudar a forma como o serviço de saúde é gerido e financiado. No ano passado, a Babylon começou um teste num hospital em Londres, no qual as ligações para a linha de aconselhamento (não emergência) são parcialmente geridas pela inteligência artificial da Babylon. Àqueles que ligam perguntam-lhes se querem esperar que um humano os atenda ou se preferem baixar a aplicação do NHS Online: 111 da Babylon.

Cerca de 40.000 pessoas já optaram pela aplicação. Entre o final de janeiro e o início de outubro de 2017, 40% das pessoas que a utilizaram foram orientadas para alternativas de autocuidado em vez de procurarem um médico, aproximadamente três vezes mais do que as pessoas que falaram com um operador humano.

Clínica médica digital no Reino Unido

Agora, a Babylon também lançou a primeira clínica médica digital no Reino Unido, chamada GP at Hand. Os cidadãos de Londres podem inscrever-se para o serviço da mesma forma que fariam no seu centro médico local. Mas em vez de esperarem por um espaço para a consulta e terem de deixar o trabalho para irem ao médico pessoalmente, os pacientes podem conversar com a aplicação ou falar com um médico da GP at Hand através de um link para um vídeo. Em muitos casos a chamada não é necessária. O médico humano torna-se desta forma o último recurso, em vez de ser o primeiro.


Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.