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Quais as melhores estratégias de Ensino?

      
Quais as melhores estratégias de Ensino?
Quais as melhores estratégias de Ensino?  |  Fonte: Fotolia

Estas estratégias podem ser utilizadas com estudantes que não se adequam aos métodos mais tradicionais de ensino ou simplesmente com estudantes que querem optimizar a sua aprendizagem. A maioria destas estratégias podem ser postas em prática dentro e fora da sala de aulas, tanto pelos docentes como pelos estudantes durante o tempo de estudo.

Cinco estratégias de ensino

Iremos abordar algumas das estratégias de ensino que podem ser aplicadas tanto pelo docente como pelos estudantes. Certamente que todos os métodos têm vantagens e desvantagens e também iremos abordar alguns destes aspectos.

1) Método Expositivo

A estratégia mais comum de ensino é o método expositivo, em que o docente expõe a matéria numa forma de comunicação unilateral, totalmente focada no conteúdo e o estudante tem uma participação praticamente passiva. É boa forma de apresentar os conceitos e a matéria, principalmente em turmas ou grupos de maior dimensão. Contudo, é difícil garantir a atenção dos estudantes na duração total da aula e também que haja uma compreensão da matéria exposta. Por esse motivo, o método expositivo pode ser alternado com outros métodos para exponenciar a aprendizagem e acima de tudo, a compreensão da matéria da disciplina.

2) Aprendizagem Ativa

Ao contrário do método expositivo, os estudantes tomam grande parte da iniciativa nesta estratégia de ensino. Neste caso, poderá ser trabalhada uma matéria que foi apresentada pelo docente. Para isso, os estudantes poderão resolver problemas, discutir temas em grupo, fazer questões uns aos outros ou poderão debater temas colocando-se grupos em posições opostas. Nem sempre os estudantes participam de forma voluntária e o professor terá que continuar a ter um papel muito activo de supervisão e moderação, de forma a garantir que todos aprendem os conceitos e a matéria.

3) Aprendizagem cooperativa

Esta estratégia tem como fundamento a cooperação de estudantes na resolução de um desafio ou na criação da explicação sobre um tópico. Um excelente exemplo deste género de aprendizagem seria a criação de uma sebenta de uma disciplina através da partilha de apontamentos de diversos estudantes. Outro exemplo, são os grupos de estudos em que os estudantes que se sentem mais à vontade em certos tópicos explicam os mesmos a outros colegas que não dominam da mesma forma o tema. A essência da aprendizagem cooperativa é o sentimento de que o sucesso não é individual mas sim do grupo, estabelecendo-se relações de entre-ajuda. Esta estratégia de ensino é útil não só a nível académico mas também nas relações interpessoais e em contextos profissionais, pois irá trabalhar as capacidades de comunicação e colaboração dos estudantes. 

No entanto, é necessário garantir este sentimento de cooperação e entreajuda ou então haverá alguns estudantes que trabalharão mais do que outros e consecutivamente irão aprender mais do que os outros.

4) Incorporar a tecnologia

Numa era em que estamos tão tecnologicamente avançados seria um desperdício desconsiderar a quantidade de recursos a que podemos ter acesso com facilidade. Dependendo das disciplinas poderemos encontrar filmes, animações, infografias e até jogos que poderão auxiliar o processo de aprendizagem. Esta é uma forma de quebrar a monotonia das aulas expositivas, poderá ser uma forma de colocar os estudantes a debater temas ou de praticar a aprendizagem cooperativa. No entanto, é necessário garantir que os recursos tecnológicos não eliminam totalmente os livros e o método expositivo, uma vez que a compreensão de informação escrita é uma aprendizagem essencial para a vida.

5) Criar apontamentos

Aprender a fazer ou tirar apontamentos é um dos pilares da aprendizagem, principalmente porque como já referimos o ensino tradicional foca-se muito na exposição verbal da matéria. Contudo, se os docentes falam de forma rápida e vão referindo bastante conteúdo como é que se podem fazer bons apontamentos? É necessário ter um bom poder de síntese e ter um foco grande no discurso. Para além disso, também se podem utilizar recursos visuais como esquemas, utilizar cores diferentes, escrever com tamanhos de letras distintos, sinalizar as partes mais importantes e forma a serem facilmente encontradas.

Os apontamentos podem ser completados com informações que se retira das leituras obrigatórias e complementares que fazem parte da bibliografia das disciplinas.





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