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As principais saídas profissionais na área das Ciências da Comunicação

      
Quais as Saídas Profissionais para Ciências da Comunicação?
Quais as Saídas Profissionais para Ciências da Comunicação?  |  Fonte: iStock

O que seria de nós sem comunicação, sem relações pessoais ou de negócio? Como fenómeno globalizado, a comunicação é a base do funcionamento da sociedade como a conhecemos. O seu domínio e aplicabilidade são tão vastos que acabam por assumir uma presença transversal em todo o mercado de trabalho, abrangendo um grande número de setores e áreas profissionais. Desde o jornalismo à assessoria, do marketing à tradução e intrepretação, da produção de conteúdos televisivos e cinematográficos à gestão de recursos humanos, são inúmeras as saídas profissionais pelas quais um licenciado ou mestre em Ciências da Comunicação poderá optar. 

Com taxas de empregabilidade a rondar os 90%, em Portugal há pelo menos 12 universidades que oferecem cursos de licenciatura em Ciências da Comunicação. A maioria pede como prova de ingresso o Português. Contudo, também é possível candidatar-se com outras provas, como a História ou a Filosofia. Já para as pós-graduações e/ou mestrados, apesar das universidades darem preferência a estudantes que tenham terminado uma licenciatura em Ciências da Comunicação ou áreas afins, é também comum aceitarem outros candidatos que tenham experiência profissional relevante. 

O que esperar de uma formação de base em Ciências da Comunicação?

Estudar na área das Ciências da Comunicação pressupõe aprender a comunicar informações de forma eficaz. Uma boa comunicação - clara e acessível - revela-se essencial em quase todas as dimensões do negócio. Desde a venda de produtos e/ou serviços ao público, à manutenção e estabelecimento de relacionamentos de confiança com investidores, clientes, funcionários e equipas, é fundamental garantir que todos os envolvidos no processo, dentro e fora da empresa, partilham e/ou operam segundo os mesmos princípios, linguagem e padrões. Seja trabalhando em posições de topo, como a administração de empresas ou a gestão de recursos humanos, seja em posições criativas de produção de conteúdo, as competências dos profissionais de Ciências da Comunicação são muito procuradas.

Assim, os futuros profissionais nesta área deverão ser proficientes na utilização de conceitos, ferramentas, e metodologias necessárias para o pleno desenvolto do exercício profissional nas diferentes vertentes da comunicação. De entre o leque de competências desejadas, destacam-se a capacidade de:

  • conceção, implementação e avaliação de estratégias comunicacionais em contexto organizacional;

  • organização de eventos relacionados com os produtos ou serviços das organizações; 

  • desenvolvimento de processos criativos aplicados ao mundo organizacional; e ainda,

  • desenvolvimento de projetos radiofónicos, televisivos e editoriais impressos e digitais.

Quais as principais saídas profissionais na área das Ciências da Comunicação?

Dependendo do percurso académico, do curso e/ou instituição que decidir frequentar para obter a sua formação, poderá ficar mais ou menos especializado num determinado domínio. Há quem opte por uma vertente mais tradicional da comunicação, como a assessoria e as relações públicas, o marketing e a publicidade, ou o jornalismo e a comunicação social. Outros, por sua vez, dão preferência às indústrias criativas e a áreas mais emergentes, como a comunicação digital, a produção de conteúdos multimédia, o desenvolvimento web, ou ainda a gestão de redes sociais. À medida que a tecnologia avança, o mesmo acontece com as oportunidades para os recém-licenciados na área das Ciências da Comunicação. De entre a panóplia de saídas profissionais possíveis, iremos seguidamente descrever aquelas que consideramos mais comuns.

  • Jornalismo e Comunicação Social 

Os jornalistas são aqueles profissionais que elaboram crónicas, artigos, reportagens e noticias, realizam entrevistas e investigação, com vista à sua divulgação, e tendo por base um conjunto de informações que analisam sobre determinada evidência ou acontecimento. O seu principal objetivo é o de descrever a realidade nas suas várias dimensões, procurando informar os cidadãos da melhor forma possível. Os jornalistas trabalham em colaboração com outros profissionais, muitos deles também com formação em Ciências da Comunicação, quer na elaboração das notícias, quer na sua emissão. Nas reportagens realizadas no exterior, por exemplo, fazem-se acompanhar por operadores de câmara. Na rádio e na televisão, têm de trabalhar em coordenação com uma equipa técnica de apresentadores, produtores, operadores, e contam ainda com as orientações dadas por directores, chefes de redacção e/ou editores.

A maioria destes profissionais trabalha em empresas ligadas à comunicação social, tais como agências de notícias, emissoras de televisão e de rádio, empresas jornalísticas, ou ainda empresas de produção cinematográfica que realizam documentários de carácter informativo. Em Portugal, as empresas que mais jornalistas emprega são as ligadas à imprensa. Nos últimos anos, o sector da comunicação social tem seguido uma trajetória e extremamente positiva, com impacto direto no aumento da procura destes profissionais no mercado de trabalho. Cada vez mais se multiplicam o canais televisivos privados, as estações de rádio, os jornais, as startups, e os projetos independentes na área. O crescimento e a popularidade de redes sociais como o Youtube ou o Instagram trouxeram novas oportunidades a estes profissionais. Este fenómeno tem levado a que, por exemplo, muitos jornalistas, empregados em determinados órgãos de comunicação, prestem colaborações externas para outras entidades, ou ainda que tenham o seu próprio projeto digital a solo (podcast, videocast, talkshow, etc.). 

  • Assessoria e Relações Públicas

Na vertente de assessoria ou relações públicas, os profissionais são normalmente responsáveis por conceber e desenvolver atividades promotoras da sua organização junto dos seus públicos, a dois níveis distintos: interno (funcionários, colaboradores), e externo (clientes, investidores, entidades públicas, cidadãos). A nível interno, preocupam-se, sobretudo, com as estratégias e os fluxos de comunicação dentro da organização, com as perceções dos trabalhadores, com a cultura e com o clima organizacional existente. A nível externo, a sua responsabilidade passa por definir quais os valores institucionais da organização que devem ser promovidos. Para tal, estes profissionais analisam e dão pareceres sobre as formas de comunicação externa que a organização deve adotar. Participam, por isso, nos contactos com os órgãos de comunicação social e na preparação das estratégias de marketing e publicidade da organização.

A maioria destes profissionais trabalham em grandes organizações, públicas e privadas, que possuem departamentos de relações públicas, nomeadamente as instituições financeiras, as empresas produtoras de bens e serviços de utilidade pública, as câmaras municipais, etc. Algumas empresas, no entanto, não possuem departamentos nesta área, mas contratam estes profissionais para trabalhar em coordenação com outros departamentos, tais como o de marketing e o de recursos humanos. Os consulados, as embaixadas, os hotéis e os locais de diversão nocturna (bares, discotecas) oferecem também algumas oportunidades de emprego nesta área.

  • Marketing e Publicidade

É responsabilidade do profissional de marketing de uma organização criar estratégias para tornar os seus produtos ou serviços mais atraentes para os consumidores e, assim, aumentar as vendas. Para conquistar esse objetivo de forma eficaz, é necessário possuir competências muito específicas ao nível da análise e tratamento de dados relativos ao comportamento do consumidor. Sobretudo, através da realização de estudos de mercado que intentam entender e caracterizar o perfil do consumidor e, posteriormente, criar estratégias para satisfazer as suas necessidades e avaliar o seu nível de satisfação. Podemos afirmar que os profissionais nesta área trabalham para antecipar e satisfazer os desejos dos seus clientes (atuais e potenciais).

Neste contexto, os especialistas em marketing e publicidade são os responsáveis por levar a marca da empresa e/ou organização às pessoas que precisam dos seus produtos e/ou serviços. Os mesmos deverão estar aptos a desenvolver estratégias para comunicação em diferentes meios, incluindo a gestão de websites e redes sociais, a gestão de sistemas de comércio eletrónico e de relação com o cliente, a gestão de listas de discussão, etc. Estas atividades são normalmente desenvolvidas em quase todo o tipo organizações, pequenas, médias ou grandes, ou ainda em agências de comunicação e publicidade contratadas para esse efeito. Podemos afirmar que os profissionais de marketing e a publicidade são necessários em praticamente todo o local de trabalho.

  • Tradução e Interpretação

Os especialistas desta área são responsáveis pela transposição de textos ou discursos de uma língua para outra, respetivamente, permitindo que pessoas que escrevem e falam em línguas diferentes possam comunicar entre si. Os tradutores traduzem textos de livros, revistas ou documentos de diferentes géneros e naturezas (literária, técnica ou científica). Fazem também a tradução de peças de teatro, de desenhos animados, de filmes e de programas audiovisuais, para que os mesmos possam ser dobrados ou legendados. Já os intérpretes são profissionais que transpõem discursos orais, funcionando como elos de ligação entre pessoas que comunicam verbalmente entre si em idiomas diferentes nos mais variados contextos (em conferências, em situações judiciais, etc.).

De uma forma geral, os tradutores podem trabalhar em gabinetes de tradução, entidades estatais, editoras livreiras, centros de documentação, empresas ligadas à atividade turística e ao comércio internacional, orgãos de comunicação social, organizações internacionais multilingues, entre outros. Já os intérpretes são mais procurados por instituições públicas e entidades privadas que organizam conferências internacionais (empresas, ministérios, organizações e associações patronais, etc.). De entre as potenciais entidades internacionais empregadoras de tradutores e intérpretes de língua portuguesa, destacam-se as instituições da União Europeia, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Síntese

Como podemos constatar, a área das Ciências da Comunicação é uma opção de presente e de futuro, oferecendo um extenso e diversificado número de possíveis saídas profissionais nos mais variados domínios e setores profissionais.

Ser diretor de um canal televisivo, por exemplo, é uma profissão que dificilmente estará ao alcance de um recém-licenciado. Sem um extenso currículo de projetos que justifiquem a sua adequação a este cargo, será pouco provável ser chamado para exercer esta atividade, visto que é uma profissão que requer evidências de experiência consolidada na área. Por outro lado, profissões como jornalista, publicitário, assessor ou relações públicas, já são cargos nos quais qualquer recém-licenciado poderá ter uma hipótese de provar o seu valor no imediato e alcançar o sucesso profissional

Uma estratégia utilizada atualmente pelos recém-licenciados em Ciências da Comunicação é a de iniciar uma carreira de freelancer (ou trabalhador independente), consolidando uma carteira de clientes que procure um profissional para a gestão das suas redes sociais ou serviços de consultadoria de forma esporádica. Isto irá permitir-lhe pagar as contas enquanto adquire alguma experiência, ao mesmo tempo que alia a vantagem de ser uma atividade com abertura e flexibilidade para fazer a sua própria agenda e estabelecer o seu próprio horário de trabalho.

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