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Traçar um perfil da Psicologia Forense

      
A Psicologia Forense pode ser uma opção que valha a pena investigar como possível carreira de futuro.
A Psicologia Forense pode ser uma opção que valha a pena investigar como possível carreira de futuro.  |  Fonte: iStock

Esteja preparado para receber casos com uma orquestração menos sublime por detrás do ato criminoso do que os que está habituado a assistir nas séries televisivas, e esteja também preparado para se sentir impotente perante o sistema judicial: é sabido que por vezes dificuldades técnicas impedem que a justiça possa operar a sua melhor resposta, mas é assim que o sistema funciona e terá de saber lidar com isso de maneira a não ter um esgotamento. Separar as suas emoções da sua vida profissional é uma qualidade indispensável neste meio, e às vezes é preciso saber arregaçar as mangas e seguir em frente.


A psicologia forense é a área onde a psicologia e a justiça se interceptam.  Está em constante desenvolvimento e possui elevada relevância no contexto jurídico. Um mito comum da concepção arquetípica generalizada em relação a esta área é que uma boa parte do trabalho dos psicólogos forenses é traçar perfis criminais. Perfis psicológicos: sim, perfis criminais: não. Apesar de Mentes Criminosas e Silêncio dos Inocentes transmitirem uma ideia falsa sobre esta realidade (porque afinal são objetos de entretenimento e não devem ser entendidos como fontes de informação literal), traçar perfis criminais tipicamente não integra parte do trabalho dos psicólogos forenses. Na verdade, este método não é sequer comumente utilizado pela maioria das agências para aplicação das leis devido a questões sobre a sua validade enquanto método científico, e nas raras ocasiões em que esse trabalho é efetivamente solicitado, por norma fica a encargo de um profissional com uma vasta experiência na área da aplicação das leis e não na Psicologia.

 

Quais são, então, as responsabilidades de um Psicólogo Forense? Algumas das responsabilidades inerentes ao trabalho de um profissional de psicologia forense são, por exemplo, a avaliação do estado mental dos réus em processos criminais: se estão aptos para ir a julgamento e se estão em plena posse da sua sanidade mental. Já todos ouvimos em alguma altura da vida que a definição de insanidade é repetir os mesmos atos e esperar resultados diferentes. Contudo, a definição do sistema judicial para este conceito é, por necessidade, bastante mais complexa. Em casos em que é alegada a insanidade do réu, é necessário que posteriormente se avalie a sua imputabilidade (capacidade de ser responsabilizado) - porque é possível ter por exemplo um surto psicótico (insanidade) e ainda assim manter a capacidade para distinguir o que é certo do que é errado (ser imputável). Para isso, a psicologia forense analisa o perfil psicológico do réu para determinar até que ponto o indivíduo está (ou esteve), ou não, em posse da capacidade para discernir os seus atos.


Outra das funções de um psicólogo forense é verificar a relação entre a perturbação psicológica e o crime, e avaliar o risco de comportamentos futuros potencialmente perigosos. Esta vertente do trabalho de um psicólogo forense reflete-se maioritariamente mas não se limita a processos em que são alegados riscos de violência doméstica. Neste caso, o psicólogo forense avalia a potencial vítima, o potencial agressor e eventuais testemunhas, por forma a elaborar um relatório que auxilia o juiz na decisão final, visto que estes profissionais são solicitados a dar o seu parecer ao tribunal enquanto peritos ou testemunhas especialistas, que contrariamente às testemunhas regulares podem e devem dar a sua opinião.

 

Caberá também ao psicólogo forense aferir disputas judiciais para decidir a custódia de incapazes. Aqui, o profissional irá proceder à avaliação do perfil psicológico de todas as partes envolvidas para formar um parecer sobre quem deve cuidar do indivíduo, e, novamente, auxiliar desta forma o Juiz a tomar uma decisão.


Um psicólogo forense terá também a seu cargo traduzir
informação psicológica para o enquadramento legal de uma sala de Tribunal, pelo que é indispensável ter um conhecimento abrangente da filosofia, regras, e critérios do sistema judicial.  


Finalmente, dentro das responsabilidades de um Psicólogo Forense, inclui-se ainda
a condução de entrevistas, administração de testes psicológicos, assim como a recolha de informação com relevância jurídica: nomeadamente historiais hospitalares e criminais, testemunhos judiciais e investigações de proteção.

 

Se tem interesse nesta área, poderá ver aqui informações sobre a Pós-Graduação em Psicologia Forense e Criminal da Universidade Católica Portuguesa, e também sobre o Mestrado em Psicologia Forense da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Para mais informações sobre cursos no âmbito desta área, não hesite em consultar as opções disponíveis aqui através da Pesquisa Avançada, visto que estas duas opções têm um carácter meramente informativo e cuja a ordem não está dependente de avaliações externas ou internas de qualidade.




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