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Competências transversais - soft-skills, o canivete-suíço do mundo profissional na Era da Informação

      
Por norma, este tipo de competências é mais difícil de aprender do que uma competência técnica.
Por norma, este tipo de competências é mais difícil de aprender do que uma competência técnica.  |  Fonte: iStock

Mark Cuban - o carismático bilionário e titã da tecnologia conhecido do grande público como um dos 5 “Tubarões” investidores do programa Shark Tank - fez o ano passado uma previsão que deixou a controvérsia no ar, principalmente para os profissionais das áreas técnicas. Mais concretamente, Mark Cuban afirmou que, dada a transformação do mercado de trabalho devido à IA e à automação, em 10 anos “uma Licenciatura de artes liberais em Filosofia vai valer mais do que um curso de programação tradicional.” Aqui a palavra-chave para compreender o ponto de vista de Cuban é “tradicional”, e ainda que a sua previsão possa não estar 100% correta (só o tempo o dirá), esta observação categórica vem mostrar a importância que as competências transversais ocupam hoje em dia.


Por norma, este tipo de competências é mais difícil de aprender do que uma competência técnica. Por exemplo, a partir do momento em que entende como funcionam os circuitos elétricos ou o sistema penal - esse conhecimento está adquirido e estará à vontade para trabalhar com ele futuramente. Por outro lado, aprender a estabelecer uma relação de empatia pode revelar-se uma tarefa bastante mais subjetiva, e portanto sujeita a uma aprendizagem menos imediata. Contudo, não obstante existirem pessoas nascidas com o dom dos comunicadores natos nas relações interpessoais, com alguma dedicação e prática evoluir as suas competências transversais a um nível desejável mediante o cargo e profissão nos seus horizontes é com certeza um objetivo ao seu alcance. Hoje em dia existem cursos específicos para treinar este tipo de competências, assim como iniciativas como a aposta do IPS em desenvolver as soft skills dos estudantes no âmbito do programa Erasmus+, que certamente poderão ajudá-lo a maximizar as suas capacidades.


Com efeito, as competências transversais são um factor de peso que pode fazer a diferença entre conseguir ou não o emprego desejado. Desta forma, saber identificar assim como procurar desenvolver e potenciar o seu inventário de competências transversais é sem dúvida uma valiosa ferramenta que lhe permitirá acrescer uma progressiva valorização ao seu desempenho profissional e hipóteses de progressão de carreira. Vejamos como:



Competências transversais no âmbito corporativo



Relações B2B:


Não é surpreendente para ninguém que uma boa parte da arte da negociação seja a proficiência em competências transversais comunicativas, tais como:



  • dominar a comunicação não-verbal

  • estabelecer uma relação de empatia 

  • ouvir ativamente o seu interlocutor

  • saber fazer uma apresentação estratégica

  • ser persuasivo

  • ter etiqueta de negócios

  • ter presença executiva 

  • ter um discurso fluído

     

Dentro da empresa:


Também dentro do seu local de trabalho existe um determinado número de competências transversais a que deverá dedicar algum investimento consciente por forma a maximizar o seu desempenho assim como o dos que o rodeiam, e deste modo destacar-se pela positiva. Procure desenvolver os seguintes aspetos:


  • aceitar feedback

  • capacidade de liderança

  • capacidade de motivar os outros

  • capacidade de resolução de problemas

  • capacidade de trabalhar em equipa eficientemente

  • capacidade para seguir instruções

  • capacidades sociais

  • cumprir prazos

  • dominar técnicas e competências escritas

  • perseverança

  • pontualidade

  • ser um bom orador

  • ter orientação para resultados



Outras competências transversais importantes:


  • criatividade

  • estabelecer relações interpessoais

  • estar atualizado e ser “desembaraçado” nos avanços da tecnologia

  • inteligência emocional

  • networking

  • pensamento crítico

  • possuir uma boa ética de trabalho

  • ser assertivo

  • ter uma atitude positiva

  • trabalhar bem sob pressão



Dicas


  • Procure incluir competências transversais na sua carta de motivação, providencie 2 ou 3 exemplos e descreva situações concretas ilustrativas de como utilizou as soft skills mencionadas.


  • Inclua também cerca de 5 exemplos de competências transversais no seu CV, e procure que estejam o mais proximamente possível relacionadas com a área a que se está a candidatar. Por exemplo, a criatividade é sempre um asset valioso qualquer que seja o trabalho. Contudo, se vai candidatar-se a um cargo de datilógrafo talvez seja preferível mencionar que trabalha bem sob pressão.   


  • Preste especial atenção à descrição do emprego antes de comparecer à entrevista, e foque-se em ter presentes alguns exemplos de situações em que deu mostras de possuir as competências transversais procuradas pelo seu entrevistador. 



Se não tem a certeza de como pode começar a desenvolver as suas competências transversais da melhor maneira, não entre em pânico: é possível desenvolver estas capacidades à medida que se vai integrando no seu meio de trabalho. De qualquer maneira, aqui fica uma listagem de artigos que o poderão ajudar:


Aprenda a ser mais assertivo e confiante na comunicação

Competências digitais, a chave para encontrar emprego

Dicas para melhorar a comunicação em ambiente de trabalho

Liderança: 8 teorias para ser um bom líder


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