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Os novos tipos de personalidade descobertos pela big-data

      
É comum ouvirmos dizer que “não se devem rotular as pessoas”. E de facto não é aconselhável.
É comum ouvirmos dizer que “não se devem rotular as pessoas”. E de facto não é aconselhável.  |  Fonte: iStock

Por que tendemos a associar os outros a um tipo de personalidade específico?


É comum ouvirmos dizer que “não se devem rotular as pessoas”. E de facto não é aconselhável, uma vez que é muito fácil enganarmo-nos: categorizar as pessoas em separadores mentais resulta invariavelmente num conjunto de conclusões bastante simplistas. Porém, convém não esquecer que esta é uma forma de o nosso cérebro conseguir operar de maneira funcional e fazer sentido do mundo que nos rodeia diariamente. 


É um traço evolutivo sem o qual os nossos antepassados dificilmente teriam tido sucesso na evolução da espécie. Imagine o que seria um homo erectus ter de fazer uma avaliação psicológica completa (diferente de testes psicotécnicos, mas por vezes também utilizadas em entrevistas de emprego) a um semelhante de outra tribo antes de poder designar se este seria amigável ou porventura um potencial inimigo. 


Provavelmente, os seus descendentes não estariam entre nós para testemunhar a História. Desta forma, é possível compreender porque tendemos a rotular as outras pessoas, mesmo que inconscientemente.


Onde está a falha na concepção do teste junguiano Myers-Briggs?


Ao contrário do recente estudo levado a cabo para a Nature Human Behaviour e que se baseia nas ferramentas de big data, o teste padrão de personalidade Myers-Briggs que identifica 16 sub tipos de personalidade, apesar da sua popularidade, não constitui abertamente uma ferramenta de aferição aceite pela comunidade científica.


Isto acontece, como relata o Washington Post, porque em meados do séc XX quando Carl Jung definiu estes 16 sub tipos arquetípicos de personalidade, fê-lo com base nas suas intuições das pessoas que conhecia e observações literárias, e não em estudos orientados pelo método científico. 


Além disto, qualquer uma das personalidades que invariavelmente lhe possa ser atribuída segundo este teste-padrão será sempre no domínio do “agradável”. As pessoas gostam de dizer eu sou um “isto” ou eu sou um “aquilo”. Trata-se de um fenómeno ao nível da identificação nas ciências esotéricas, como por exemplo na astrologia. 


Dizer que se é Escorpião com ascendente em Gémeos e Júpiter em Capricórnio, em termos objetivos, não se situa muito distante de se dizer que se pertence ao tipo de personalidade INFJ (Introvertido Intuitivo de Sentimento e Julgamento).


Os 4 tipos de personalidade descobertos através do método científico:


Neste estudo, foram descobertos 5 traços major de personalidade, chamados os Big Five. São eles: abertura, conscienciosidade, extroversão, agradabilidade, e neuroticismo. Com base na avaliação destes 5 traços, é possível inferir 4 tipos distintos de personalidade:

Exemplares - Os Exemplares têm uma pontuação alta em todos os aspetos à exceção do neuroticismo. “Estas pessoas não são más, nem rudes, mas sim educadas e tratam os outros com respeito”, relatou Luís Amaral, um dos autores do estudo e co-director do Northwestern Institute on Complex Systems.


Reservados - Os Reservados não são particularmente extrovertidos ou pessoas com uma abertura excecional, mas são pessoas mais agradáveis e conscienciosas do que a média. 


Egocêntricos - Os egocêntricos tiveram uma elevada pontuação na extroversão mas abaixo da média nas outras 4 categorias. Para perspetivar de uma maneira “não-técnica”, Amaral acrescenta: “algumas pessoas são parvas”.


Medianos - Como a designação indica, os Medianos são as pessoas que obtiveram uma pontuação dentro da média na avaliação dos 5 traços característicos. 


Revelle admite que, apesar de não ter dúvidas de que estes modelos de facto existem, não está certo sobre o que fazer com esta informação. Não para já, pelo menos. Por agora, a equipa está focada em tentar perceber (pode fazer aqui o quiz gratuitamente) se as pessoas que pertencem ao modelo “Exemplar” obtêm mais sucesso no trabalho do que os seus pares.


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