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Jogos didáticos para treinar os 8 tipos de inteligência

      
Os jogos didáticos podem desempenhar um papel bem amplo no desenvolvimento e aprendizagem.
Os jogos didáticos podem desempenhar um papel bem amplo no desenvolvimento e aprendizagem.  |  Fonte: iStock

Introdução aos 8 tipos de inteligência de Gardner

I - Os benefícios de aprender através de jogos

II - 13 práticas para implementar no dia-a-dia que vão ajudar a exercitar o cérebro

III - Como treinar cada um dos 8 tipos de inteligências

IV - Universidade de Coimbra defende a utilização de dispositivos móveis no ensino

V - Fica a conhecer os benefícios dos jogos de lógica

VI - Por que é que a aprendizagem e a diversão têm de estar alinhados?


Introdução aos 8 tipos de inteligência de Gardner


Quem nunca se sentiu o patinho feio a jogar ao Jogo do 24 nos campeonatos do 2º ciclo do ensino básico, está entre os invejáveis 2% da população que são afortunados com um raciocínio lógico de excelência suprema. Porém, muitos se esquecem que da mesma forma, quantos destes sobredotados do cálculo não trocariam num segundo os seus dotes numéricos por poderem conhecer-se a si próprios no oceano interior de tubarões e bioluminescências que somos todos e cada um, ou ter uma criatividade inata e espetacular, a capacidade de se relacionar com os outros mais em linha com um certo tipo de à-vontade social, ou ainda fazer a diferença nas finais do torneio de andebol do liceu, conseguir ler e executar com elegância uma pauta musical que arrebatasse um auditório em segundos, ter facilidade em línguas e viajar para qualquer lugar, ou até aquilo que só pode ser descrito como capacidades de entendimento quase telepático com animais. 


Estes são os 8 tipos de inteligência identificados por Gardner em 1980, e que desde a Grécia Antiga se procuravam trabalhar de forma equilibrada, cumprindo assim a ideia de metron - a medida certa - para que o ser humano pudesse desenvolver todas as suas potencialidades de forma equilibrada. Atualmente empresas como a Google integrarem já um conjunto de incentivos, políticas e ambientes para os seus colaboradores terem oportunidade de sentir os benefícios deste desenvolvimento integrado.


Porém, o facto de se cumprir a ideia de metron para já ainda não paga as despesas fixas nem enche o frigorífico a ninguém, e há que ter em atenção que a informação em excesso e demasiado dispersa também acaba por ter um efeito contraproducente. Desta forma, o que aconselhamos e para que possas ter uma rotina integrada de desenvolvimento contínuo, é adotar a estratégia da regra de 3 simples, na medida em que é uma regra que simplesmente observa a escolha de 3 destas inteligências no início de cada ano. 


Na verdade, acabam por ser 5, porque há duas que devem estar constantemente integradas na tua rotina - a primeira é aquela a que não podes escapar, que é o teu trabalho ou área de estudo. Ou seja, se és violinista por profissão, eventualmente o melhor será não apostar num hobby tão próximo do teu trabalho como aprender a tocar bateria, por exemplo. A segunda é praticar um desporto - ou inteligência psicomotora, também conhecida por inteligência corporal cinestésica - por um motivo muito simples: os benefícios desta prática são transversais a tudo o que é importante para a nossa saúde, tanto emocional, física, como psicológica. Por isso, se puderes, dá sempre prioridade a pelo menos 3 horas de desporto semanais.


De resto, deixamos as outras 3 ao teu critério, mas se não tiveres um primeiro instinto uma boa dica é começares sempre pelas duas em que tens mais e menos facilidade. Quanto à terceira, aposta na que te desperta mais curiosidade.



I - Os benefícios de aprender através de jogos


Existem muitas maneiras de chamar a atenção do aluno, e uma delas é usando jogos educativos. Os jogos, quando bem utilizados em sala de aula, são uma ótima ferramenta de aprendizagem. Com eles o professor pode tornar as aulas mais dinâmicas e proporcionar ao aluno uma forma diferente e divertida de aprender e conquistar de vez a atenção dos seus alunos. Confere abaixo alguns dos principais benefícios que os jogos educacionais podem trazer em sala de aula:


ATUALIZAÇÃO


Com a explosão tecnológica, muitas vezes torna-se difícil para os professores encontrarem maneiras dinâmicas de chamar a atenção dos alunos. Por isso, os jogos digitais tornaram-se uma ótima ferramenta que pode ser mediada pelo professor para alcançar os objetivos de aprendizagem esperados. Além disso, o contacto direto com os jogos aproxima o professor de uma nova realidade virtual, tornando-o mais atualizado.


DESENVOLVIMENTO COGNITIVO


Os jogos proporcionam uma abordagem diferente para o desenvolvimento das competências cognitivas , através da auto- reflexão e da interação de determinados conjuntos de competências persistentes.


CONCENTRAÇÃO


O jogo deve ser resolvido de maneira rápida e eficaz, por isso a concentração é essencial para alcançar os objetivos. Trabalhar com jogos educacionais, ajuda os alunos a manterem a concentração e a renderem mais.


PLANEAMENTO DOCENTE


Inserir jogos na sala de aula pode não ser uma tarefa fácil a princípio, já que requer um planeamento e investigação sobre quais são os jogos que melhor se encaixam no contexto da sala de aula. No entanto, depois de uma longa seleção, o planeamento da aula torna-se mais prático e fácil para o professor.



II - 13 práticas para implementar no dia-a-dia que vão ajudar a exercitar o cérebro



Todas as partes do nosso corpo envelhecem, inclusive o nosso cérebro. Com o tempo, a memória começa a pregar-nos partidas, o raciocínio vai ficando cada vez mais lento e a capacidade de compreender as informações, estabelecer relações e tecer ilações também se vai perdendo. Mesmo em pessoas que não sofram nenhuma dificuldade que afecte o sistema neurológico, como o Alzheimer, é possível notar uma quebra na capacidade cerebral, com o passar dos anos. Felizmente, existem algumas atividades divertidas que podem ajudar a contrariar esse processo. Vem conhecer 13 dessas atividades e começa já a praticá-las ontem:


1 – Ler por prazer


Não importa se é uma revista, um romance do século XVIII ou uma notícia de jornal, a leitura é uma forma prazerosa de exercitar o cérebro. Estimula a formação de novas conexões cerebrais e aumenta a capacidade de absorver informações. Ler também melhora a memória e exercita as partes do cérebro associadas à imaginação.


2 – Tocar um instrumento


Há anos que os investigadores têm vindo a ressaltar os benefícios das aulas de música para o desenvolvimento a performance cognitiva. Segundo os cientistas, não só melhora a memória, como aumenta a capacidade de resolução de problemas e ajuda a regeneração de neurónios. Além disso, um estudo demonstrou que as crianças que tocam instrumentos têm melhor raciocínio lógico e mais facilidade em resolver cálculos e equações.

 3 – Praticar exercício físico com regularidade


Durante a prática de exercício físico o corpo liberta na corrente sanguínea uma proteína chamada BDNF, capaz de estimular o crescimento nervoso, melhorar a memória e a capacidade de concentração. Por isso, reserva algum tempo do teu dia para praticar qualquer tipo de atividade física. 


 4 – Aprender um novo idioma


Enquanto aprendemos um novo idioma, estamos a exercitar, simultaneamente, 4 regiões do nosso cérebro. Por esse motivo, os estudos indicam que as pessoas fluentes em mais do que uma língua têm maior volume de massa cinzenta nas regiões cerebrais responsáveis pela linguagem. Além disso, são ainda capazes de se focar em duas atividades ao mesmo tempo, têm melhor memória e maior capacidade de planeamento.


 5 – Investir na aprendizagem acumulativa


A aprendizagem acumulativa está ligada a qualquer tarefa que exija um processo por etapas. A matemática é um exemplo de aprendizagem acumulativa, pois começa com contas básicas, passando por tópicos de nível mediano, até chegar a equações de grande complexidade. Segundo os especialistas, este método ajuda a exercitar a memória e a aumentar a capacidade de resolver problemas. Na idade adulta aprendemos menos através do método acumulativo. O truque é reservar uma pequena parte do nosso tempo livre para retomar essas atividades e voltar a exercitar o cérebro, ou então utilizar uma app especificamente destinada para cumprir esta função.


Experimentar algo novo


Quando experimentamos algo novo, estamos a estimular o cérebro. É importante não cair na rotina e inventar sempre ideias novas, por exemplo uma receita ou atividade.


Treinar a memória ativamente no dia a dia


Tentar memorizar números de telefone de cabeça, estar atento à atualidade e fazer um esforço consciente para te lembrares de outros dados importantes (que tenhas sempre apontados em local seguro para o caso de precisares, claro está) são coisas simples que te vão ajudar a treinar a memória no quotidiano. Muitos jogos e apps gratuitas também te podem ajudar neste aspecto de forma divertida e sem teres de perder muito tempo. 10 minutos 2 ou 3 vezes por semana serão mais que suficientes para sentires os efeitos.


8  Pensar positivo


O stress e ansiedade são negativos e limitam a formação de novas células cerebrais.


Descansar o suficiente


Quando dormimos é como se fizéssemos um reset do nosso sistema operativo. Têm lugar vários processos químicos e biológicos que visam o equilíbrio saudável do nosso sistema endócrino o qual por sua vez irá encarregar-se de fornecer um cocktail de hormonas personalizado diariamente para que o corpo possa funcionar da melhor maneira. Por outro lado, vale lembrar que dormir horas a mais é tão prejudicial para o cérebro como dormir horas menos. É um mistério e ainda não se sabe exatamente porque é que isto acontece, mas não há dúvidas sobre os resultados.


10  Alimentação saudável


Tirar uma fotografia com flash quando a bateria do telemóvel está no vermelho é muitas vezes uma impossibilidade, assim como ter um olhar positivo sobre o dia ou uma performance cognitiva na sua plena capacidade se estamos sem energia. Por isso faz um esforço por comer bem e saudável sempre que possível.


11  Deixar o GPS


Treinar o sentido de orientação e a leitura de mapas contribuem para motivar o cérebro a ser mais ativo.


12  Largar a calculadora


Já te aconteceu teres de parar no meio da rua para pensar 20 segundos se o troco que te deram estava ou não correto? Talvez seja um indicador de que poderias começar a utilizar a calculadora para verificar contas de operações básicas, como medições de áreas, e não como primeiro recurso.


13  Ser curioso


Pensar fora da caixa! Questionar o mundo ao nosso redor é uma excelente maneira de mantermos ativa a nossa capacidade de exercer o pensamento crítico, além de que a curiosidade ajuda o cérebro a inovar e a criar novas ideias.

 

III - Como treinar cada um dos 8 tipos de inteligências


O cérebro não é um músculo como se costuma dizer, é um órgão, o órgão mais gordo de todo o corpo na realidade - mas o pensamento sim é um músculo, e neste sentido o cérebro precisa de alimento. E não é pouco!  Apesar de equivaler a apenas 2% do peso total do corpo, o cérebro requer cerca de 20% de toda a energia que ingeres diariamente sob a forma de alimentos. Portanto, se o cérebro  pode ser equiparado a um sistema operativo biológico, irá precisar de energia para poder funcionar plenamente tanto quanto um dispositivo tecnológico precisa de uma bateria carregada. 


Na sua teoria, Gardner considera que existem 8 tipos diferentes de inteligências, realçando capacidades e habilidades variadas. Para aplicar a sua teoria, o ideal seria romper com todos os padrões e envolver-se numa educação personalizada. Infelizmente as ideias de Gardner ainda não foram capazes de provocar uma mudança global no sistema educativo, embora possamos afirmar que as escolas atuais dão mais atenção a todos aos aspetos defendidos nesta teoria. No entanto, ainda não podemos falar em educação personalizada.


Talvez para a concretização deste paradigma seja necessário um maior desenvolvimento das inteligências artificiais, uma vez que um dos seus propósitos parece ser precisamente o de alcançar uma educação individualizada. Aqui ficam algumas sugestões para o contexto de sala de aula e também para trabalhares em casa:


1. Inteligência linguística-verbal


Nietzche afirmou que para qualquer pessoa se tornar num grande escritor, mesmo que não tenha nenhum talento ou vocação, o que tem de fazer é todos os dias escrever uma página em que resuma o essencial de uma ideia para um romance inteiro. Não tens de ter uma inspiração das musas homéricas todos os dias, mas o objectivo é apurares de tal forma a tua capacidade de ser sucinto enquanto aperfeiçoas o teu entendimento do formato que uma obra literária deve ter, que chegará a um ponto em que vais saber que estás pronto. A leitura ou ou  aprendizagem de uma língua nova também irão potenciar esta inteligência e irás aumentar a tua capacidade de comunicação, tanto oral como escrita.


Jogos: 


  • Taboo

  • Escrever poemas

  • Debates sobre atualidade


2. Inteligência lógico-matemática


Análise de padrões abstractos e interpretação de dados são  duas áreas sob o domínio da inteligência lógico-matemática. Estes alunos pensam em termos de causa-efeito e têem um prazer enorme em trabalhar com números. Isto acontece, em grande medida, porque quando solucionamos um problema matemático há uma descarga de endorfinas no nosso sistema - pois é ativado o marcador somático num processo de comportamento-recompensa biológico e inato. Assim como ver uma imagem que consideramos bonita também ativa o marcador somático, e daí o prazer visual do belo. 


Porém a nossa percepção muda com a experiência, e é caso para dizer que de facto a beleza está sem dúvida no olhar do observador. Já com a matemática o olhar do observador não é tão relevante, uma vez que um problema estar correto ou não não é algo subjetivo. O motivo por que muitos alunos têem um certo rancor a esta disciplina, é pela frustração que associam a ficar horas a tentar resolver um exercício, e não a uma descarga quase imediata de dopamina - como acontece com os seus colegas mais vocacionados para esta área. 


Jogos: 


  • Xadrez

  • Jogo do 24

  • Desenhar códigos numéricos e alfabéticos

  • Desenvolver um software simples


3. Inteligência espacial


Este grupo é o grupo dos futuros cineastas, arquitetos e engenheiros. Pensam e processam informação na visualização de imagens mentais, tal é a facilidade e nitidez com que o conseguem fazer naturalmente. Têem excelentes capacidades ao nível da motricidade fina e entendimento visual. Ao desenvolver esta inteligência, serás capaz de entender melhor os planos e esboços, bem como desenvolver as tuas habilidades de orientação. Trabalha com cores, linhas ou figuras para fazer isso enquanto exploras os meandros da leitura de mapas e planos.


Jogos:


  • Fazer uma reportagem fotográfica

  • Desenhar uma figura no Paint 3D

  • Representar um conceito moldando uma única peça de barro/plasticina/pasta de cartão 

  • Apresentação conceptual de um tema num filme de no máximo 90 segundos 

  • Fazer puzzles


4. Inteligência musical


Se estiveres a aprender a tocar um instrumento musical, tens bastante sorte. Caso contrário, também pode ajudar-te nesta habilidade aprender a ler música ou até mesmo cantar. Aprender a expressar o ritmo e diferenciar os tons pode ser muito positivo. Se estás com falta de fundos, há bons instrumentos para principiantes no OLX por menos de 50€ (se for uma viola, certifica-te apenas que o braço não está “torto”), se fores mais da área de percussão certamente já ficaste abismado com os vídeos do Youtube onde se vêem artistas com baterias feitas de materiais encontrados no lixo a reproduzirem excertos do histórico solo de John Dunham “Moby Dick” que deixam qualquer pessoa com os olhos em bico. O que é preciso, para começar, é ter vontade.


Jogos:


  • Construir uma bateria ecológica com materiais reciclados

  • Cantar o Fantasma da Ópera

  • Escrever uma letra de uma canção

  • Escrever uma pauta musical com o teu nome e reproduzi-la com a voz


5. Inteligência corporal cinestésica


Vaslav Nijinsky e Mikhail Baryshnikov, os eternos bailarinos da Escola Russa e os grandes mestres desta arte nos seus diferentes estilos, assim como Cristiano Ronaldo na área do futebol, são exemplos de mestres da inteligência corporal cinestésica. É uma das inteligências mais primordiais no ser humano e desenvolvê-la é essencial para realizar qualquer tipo de atividade física, como foi referido no início deste artigo. Estes conhecedores da motricidade movem-se com graciosidade, assertividade e confiança, sendo por norma pessoas com um alinhamento saudável e unificado entre corpo e mente. Trabalha com exercícios de flexibilidade, coordenação ou equilíbrio para potenciares os seus efeitos benéficos.


Jogos:


  • Jogo do mata

  • Escalada

  • Voleibol

  • Representar um capítulo de um texto dramático


6. Inteligência naturalista


São estes os futuros geólogos e botânicos que se aventuram à possibilidade de serem os primeiros a pôr os pés em outro planeta. Mas antes de irmos fazer “coisas” para Marte, primeiro temos de tratar da Terra. Estes são os heróis do século XXI por vicissitudes do destino e que poderão fazer a diferença na História da Terra. E de facto, haverá uma inteligência mais urgente do que perceber o estado de emergência do nosso planeta? Poderemos compreender que muito antes de a natureza ter um lugar na nossa mundivisão, nós temos uma visão de um lugar no mundo apenas e só porque a natureza existe. Muito provavelmente, esta é neste momento a verdadeira inteligência do futuro, e podes desenvolvê-la observando e aprendendo a diferenciar e classificar animais e outros elementos do meio ambiente, como rochas e plantas.


Jogos/ Atividades:


  • Plantar e tratar de uma planta carnívora ou um Aloe

  • Planear e fazer uma pequena horta em regime de permacultura

  • Imaginar como poderia ser a vida no planeta K2-18B 

  • Fazer voluntariado no canil local (se fores ler histórias aos cães 2 ou 3 dias por semana já é uma enorme ajuda!)

  • Escrever uma petição para melhorar a cidade e conseguir 7000 assinaturas


7. Inteligência intrapessoal


Estas pessoas têm uma visão e compreensão clara dos seus sentimentos, sonhos, e objectivos. Muitas vezes são alunos que precisam de tempo sozinhos para criar e para se conseguirem ouvir pensar. Outra vantagem é o elevado nível de auto-controlo: as pessoas com  esta inteligência têm a sorte de ter um auto-controlo muito elevado e raras vezes se verem comprometidas por substâncias e comportamentos aditivos. Quando acontece, tendem a responsabilizar-se, pedir ajuda, resolver o problema com sucesso, e voltar aos seus padrões de produtividade e estabilidade emocional. Podem pegar numa mochila e viajar pelos 4 cantos do mundo em qualquer altura pois a sua estabilidade e felicidade partem verdadeiramente de onde devem: do interior.


Jogos:


  • Escrever cartas como se fossem um personagem histórico anónimo (soldados, marinheiros, dançarinas de  cabaret)

  • Escrever os seus objetivos futuros e o plano para o conseguirem em 9 etapas

  • Fazerem avaliações de 3 perfis psicológicos distintos de pessoas famosas


8. Inteligência interpessoal


Os RPs naturais da noite e do dia, onde quer que estejam, seja qual for a situação. Existem versões mais moderadas, mas de facto na nossa sociedade saber e conseguir ser empático é muito importante, pois além de muitos outros benefícios, ao desenvolveres esta capacidade podes trabalhar melhor em equipa e resolver com mais facilidade a maioria dos problemas. Aprenderás também a comunicar melhor com os outros, e tens todas as condições para te tornares um bom líder.


Jogos:


  • Fazer uma TEDtalk sobre como ser social/ ou sobre o tema da aula

  • Entrevistar alguém para um trabalho num assunto que requeira um certo grau de expertise comunicativo

  • Fazer um teatro de marionetas sobre a matéria



IV - Universidade de Coimbra defende a utilização de dispositivos móveis no ensino



Primeiros resultados do estudo “Dos Jogos às Atividades Interativas para Mobile-Learning” em curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCE-UC), revelam o número de horas que alunos passam a jogar em dispositivos móveis.


Cerca de 9 horas (8,9h) por semana, em média, é o tempo despendido por alunos do ensino secundário, do sexo masculino, a jogar em dispositivos móveis, revelam os primeiros resultados do estudo “Dos Jogos às Atividades Interativas para Mobile-Learning” em curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCE-UC), e que envolve alunos de várias idades, desde o 2º Ciclo do Ensino Básico até ao Ensino Superior (Licenciatura e Mestrado).


Outra conclusão do estudo, coordenado pela Catedrática Ana Amélia Carvalho, evidencia o facto de os mais novos – 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico – preferirem jogos com elevado nível de violência e bastante desadequados à idade, nomeadamente jogos classificados para maiores de 18 anos (Pan-European Game Information - PEGI18), como p. ex., o “Grand Theft Auto (GTA) ”, “Counter Strike (CS) ” e “Call of Duty”. Em contrapartida, os alunos do Ensino Superior elegem jogos simples e rápidos, tipo puzzle e arcada, como " Candy Crush Saga", "Angry Birds", "Bubbles", Flow" e "Fruit Ninja" exceto no caso do “The Sims”.


De uma forma global, por género, o estudo, que visa desenhar e criar atividades educativas para dispositivos móveis com base nos jogos mais adotados pelo alunos, mostra que 81% dos alunos do género masculino jogam e 63% das alunas jogam.


Concluída a primeira fase do estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a equipa de 8 investigadores vai agora focar-se na arquitetura e posterior desenvolvimento de atividades interativas para dispositivos móveis com aplicação em contexto formal de aprendizagem. Na prática, tirando partido das características dos jogos, os investigadores pretendem «criar novas ferramentas de ensino que cativem e estimulem os alunos a aprender na sala de aula e fora dela. À questão se gostariam de utilizar jogos em atividades letivas, a grande maioria referiu que sim, sendo que as percentagens ultrapassam os 80% entre o 2º CEB e o Ensino Secundário e 78,1% no Ensino Superior», salienta a coordenadora do estudo, Ana Amélia Carvalho.


À semelhança do que já acontece em países como Inglaterra, o objetivo é «rentabilizar os dispositivos móveis para a área pedagógica. Os jogos são reconhecidos como excelentes instrumentos de aprendizagem, pelo feedback imediato, pela boa orientação (tutorial) e pela sensação de vitória que gera quando se atinge algo», afirma a especialista em Tecnologia Educativa da UC.


O estudo, cujos resultados vão ser apresentados, no próximo dia 9 de maio, em Coimbra, no decorrer do "2º Encontro sobre Jogos e Mobile Learning”, utilizou a metodologia de inquérito por questionário, aplicado em escolas de vários níveis de ensino do país, incluindo as Regiões Autónomas, e vai ao encontro das recomendações da UNESCO para a importância do uso dos dispositivos móveis em contexto educativo



V - Fica a conhecer os benefícios dos jogos de lógica

Os jogos de lógica, além de serem ótimas fontes de distração e de lazer, também são ótimos para potenciar a mente. Dois exemplos muito presentes no quotidiano são as palavras cruzadas e o sudoku. Por isso, para melhorar o desempenho cerebral, recorrer a um deles pode ser uma escolha acertada. Consulta os benefícios deste tipo de jogos na lista abaixo.


1 - Aumentam a autoconfiança

Esta característica é fundamental para que as pessoas alcancem o sucesso profissional. À medida que estão a jogar e que conseguem superar alguma das lacunas do jogo, sentem-se melhores consigo mesmas e mais capazes. Por isso, a autoconfiança aumenta, melhorando a maneira como a expressas para as outras pessoas no dia a dia.


2 - Trabalham a organização

Para conseguir solucionar os problemas propostos pelos exercícios de lógica, é necessário ter um pensamento organizado e bem estruturado. Por isso, pratica muito para que consigas desenvolver essas habilidades e as possas transferir para as atividades quotidianas, tanto profissionais como académicas.

3 - Aceleram as tomadas de decisão

Como os jogos implicam o uso intensivo da racionalidade, começarás a tomar decisões mais rapidamente. O maior benefício desta habilidade é que conseguirás ser mais assertivo, acelerando processos que podem ser rapidamente resolvidos, com base nas suas decisões.


4 - Relaxam

Ao manteres-te conectado contigo mesmo durante o jogo, conseguirás relaxar e desligar a mente dos problemas quotidianos e das aflições. Assim, se gostares da prática, reserva alguns minutos do teu dia para te dedicares ao jogo, e com vista a proporcionar também momentos de relaxamento.


5 - Aumentam o foco

À medida que te dedicas mais aos jogos de lógica, começa a focar-te melhor nas atividades que tens que cumprir. Como eles exigem muita atenção e raciocínio para serem concluídos, o jogador acaba por transportar essa capacidade para o dia a dia, mantendo-se mais focado nos projetos em que está envolvido.

VI - Por que é que a aprendizagem e a diversão têm de estar alinhados?

A tema a reter não precisa de ser algo restrito apenas à escola. Na verdade, quem se dedica a aprender fora da sala de aula tem grandes probabilidades de desenvolver uma vida feliz e saudável porque serão bem sucedidos na vida profissional. Quando aprendes sozinho, podes dedicar-te a temas que realmente te interessam. Se estás em dúvida quanto à aprendizagem por meio da diversão, fica a conhecer estes 5 pontos:


1. Quanto mais sabes, melhor te podes adaptar

Não importa se estás na faculdade ou no trabalho, todo o conhecimento que adquires fora desses ambientes pode ser útil. Quando conheces diversos temas, mais facilmente te adaptas a novas situações e mais vontade terás de aprender coisas novas.

2. Aprender mantém o teu cérebro em forma

Quando aprendes durante o teu tempo livre, fazes com que o teu cérebro fique em forma. Quanto mais divertido for o tema, maior é a probabilidade de estimulares essas atividades levando-te a construir melhores conexões neurais.

3. O que é divertido pode ser útil também

Assistir a um documentário sobre algo que achas extraordinário é um bom exemplo disso. Nunca se sabe quando podes precisar dessas informações. Persegue as coisas que gostas pela simples razão de que elas te agradam. A utilidade virá depois. 

4. Encontrar oportunidades de aprendizagem pode ser simples

Existem tantas maneiras de aprender fora da sala de aula: televisão, rádio, internet, biblioteca, jogos, etc. Não importa quais são os teus interesses, poder aprender com relativa facilidade e adquirir conhecimentos sobre algo que te agrada pode ser algo extremamente simples.

5. O conhecimento pode abrir a tua mente

As coisas que aprendemos no dia-a-dia ao trabalhar, ao lermos livros, ao viajarmos, ao vermos filmes e ao nos divertirmos expandem as nossas mentes e mudam a maneira como vemos o mundo. Está aberto a estas experiências e procure-as sempre que possível.


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