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Trabalhar para uma Escola mais Inclusiva

      
Ao longo de várias décadas, investimentos têm sido feitos no sentido de oferecer uma educação inclusiva.
Ao longo de várias décadas, investimentos têm sido feitos no sentido de oferecer uma educação inclusiva.  |  Fonte: iStock

Escola Inclusiva significa também uma nova possibilidade para alunos de setores sociais desfavorecidos e que possuam características sócioemocionais que os impedem de participar e atingir o seu real potencial de aprendizagem. Estas noções têm vindo a ser trabalhadas no domínio da pedagogia e começam a ganhar terreno de aplicação prática. Ao longo de várias décadas, investimentos têm sido feitos no sentido de oferecer uma educação inclusiva – e modelos de aprendizagem foram postos em prática. Neste momento, Portugal encontra-se num ponto de mudança do paradigma de aprendizagem e capacidade inclusiva das escolas.

Estruturas de Apoio à Escola Inclusiva

No nascimento de uma escola inclusiva é necessário ter as estruturas adequadas para algumas limitações individuais que existam. Apesar de existir uma visão em que se pretende a inserção de todos os alunos num meio de aprendizagem que seja universal e inclusivo, continuam a existir estruturas que apoiam necessidades educativas especiais.

  • Centro de Apoio à Aprendizagem
  • Escolas de Referência no Domínio da Visão
  • Escolas de Referência para a Educação Bilingue
  • Escolas de Referência para a Intervenção Precoce na Infância
  • Centros de Recursos TIC para a Educação Especial
  • Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)

Mudanças recentes no âmbito de Projetos Educativos Inclusivos

O último grande avanço no domínio da Escola Inclusiva foi através da implementação de um projeto legislativo na área da educação, denominado como Decreto-Lei nº54/2018. Nele é possível antever o abandono da categorização do aluno, mas jogando com a diversidade da população estudantil, estabelecer-se um modelo de diferenciação pedagógica. Esta assenta numa abordagem “multinível” e de “desenho universal para a aprendizagem”. Isto significa um modelo de aprendizagem sistémico que contempla diferentes níveis de intervenção – na sua base de índole universal, mas crescendo para uma atuação individualizada de cada aluno. Neste modelo interventivo tem também em conta um meio de planeamento pedagógico sequente, com o objetivo de melhorar as oportunidades de desenvolvimento pedagógico, emocional e de cidadania em cada estudante. Isto significará acabar com categorizações, nomeadamente aquela que nos fala da existência de um “estudante regular”. Este projeto pedagógico permite chegar à diversidade constante e natural de cada aluno, tendo em conta o seu contexto particular, promovendo uma participação ativa no domínio da sua própria aquisição do conhecimento.

Escola Inclusiva, um futuro Utópico?

As últimas medidas políticas são o reflexo de um movimento de mudança, que pretende criar um modelo orgânico com a participação ativa dos alunos, pais e professores. Pensarmos numa escola que privilegie o domínio de capacidades emocionais, transpessoais e de contribuição cívica, parece ser o melhor caminho para a formação de uma sociedade melhor. Porém, ainda existem linhas orientadoras que parecem encarar o conhecimento técnico como aquele a ser mais importante na formação de crianças e jovens. A verdade, é que o mundo está a mudar e o acesso ao conhecimento tornou-se globalizado. Neste contexto espera-se que os adultos do futuro saibam distinguir o que é fidedigno, daquilo que não o é – e no exercício de obtenção de conhecimento científico-humanístico, estejam preparados para lidar com as demandas das novas profissões e formas de atuar em sociedade. Ainda que pareça distante, a escola inclusiva é o começo de uma resposta para este mundo novo.


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