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Metared Portugal debateu a forma como o Ensino Superior reagiu ao COVID-19

      
A Metared Portugal juntou os principais intervenientes do Ensino Superior em Portugal para debater a forma como o ensino superior tem vindo a<strong> reagir face ao Covid-19</strong>: Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e os presidentes do CRUP, CCISP, APESP, entre outros. Os responsáveis debruçaram-se sobre o processo de transição dos últimos dois meses e como estão a preparar-se para a próxima etapa. <br/><br/>Na sequência do pedido do Governo de preparação de um plano transitório de ensino misto, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, sublinhou que o Ensino Superior Português deve <strong>demonstrar agora a maturidade</strong> para saber diferenciar o que pode continuar a ser feito a distância e que tem que voltar a ser presencial. Afirmou também que o próximo ano lectivo deverá prosseguir com este modelo atípico, assegurando as novas exigências de higiene e de distanciamento social que se impõem.<br/><br/>Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora e Presidente da Metared Portugal, denota que os alunos e toda a comunidade académica reagiram muito bem a esta transição imposta mas o modelo não poderá manter-se desta forma e terá de ser revisto à medida que as instituições de ensino superior vão voltando a retomar gradualmente as atividades, para <strong>garantir a segurança de todos</strong>.<br/><br/>A sessão de abertura contou também com a intervenção de Javier Roglá, CEO do Universia, para quem esta crise evidenciou, entre outras coisas, a necessidade de <strong>se apostar decididamente na ciência e no conhecimento</strong>. Defende que Portugal deu um exemplo ao mundo a vários níveis na resposta que deu a esta pandemia e salienta também a importância da colaboração entre países, e no contexto específico da Metared, a importância da colaboração entre as instituições de ensino superior.<br/><br/>Nuno Feixa Rodrigues, Vogal da Fundação para a Ciência e Tecnologia defende que é importante percebermos que cada instituição de ensino superior terá <strong>a sua forma de trabalhar</strong>, devendo por isso haver margem para que cada uma encontre o seu próprio modelo de ensino.<br/><br/>Para o Presidente do CRUP e Reitor da UTAD, António Fontainhas Fernandes, com esta dinâmica que vivemos o ensino ganhou novas interações, <strong>envolvendo mais os estudantes nas decisões</strong>. A Universidade conseguiu criar uma rede de investigação que permitiu dar respostas a vários níveis: através da criação de testes e da partilha de equipamento e de infraestruturas, entre outras.<br/><br/>Perante o desafio do <strong>próximo ano letivo</strong>, o Presidente do CRUP ressalva que esta transição correu muito bem também porque alunos e docentes já se conheciam e tiveram tempo de se conhecer ao longo do ano, realidade que será diferente em setembro, com a entrada de novos estudantes. <br/><br/>Sobre a <strong>questão da avaliação</strong>, o representante do CRUP desdramatizou, lembrando que as provas públicas de mestrados e doutoramentos, por exemplo, se encontram a funcionar.<br/><br/>Na sua intervenção, Pedro Dominguinhos, Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal e Presidente do CCISP, destacou a capacidade das IES na sua resposta social e à comunidade através do seu <strong>conhecimento científico.</strong> À semelhança dos restantes intervenientes defende um regresso faseado, centrado em atividades essenciais para a conclusão do ano letivo, para que este possa terminar dentro do tempo razoável, alertando ainda para o facto da desmultiplicação de turmas implicar também a necessidade de duplicação do horário dos docentes. <br/><br/>Para o presidente do CCISP o <strong>blended learning</strong> passará a ser o novo normal e, como tal, terão que ser revistos os critérios de avaliação da Agência de Avaliação e de Acreditação do Ensino Superior (A3Es). Torna-se também imperativo chegar a acordo com os diferentes Ministérios e Ordens para garantir que os alunos das áreas da saúde, por exemplo, consigam terminar a sua formação.<br/><br/>Numa consulta feita aos trabalhadores estudantes da sua instituição apurou que estes se encontram <strong>satisfeitos</strong> com o atual sistema que lhes permite agora gerir melhor o tempo, podendo esta ser uma oportunidade para captar e capacitar mais estudantes.<br/><br/>Na sua intervenção, João Redondo, Presidente da APESP afirmou que “estávamos preparados e não sabíamos.” Elogiou a forma como as IES retomaram rapidamente o seu trabalho com uma qualidade adequada mas acrescentou que vê com mais dificuldade o regresso à normalidade quando comparada com a transição forçada para o <strong>ensino à distância</strong>. O Presidente da APESP considera ser fundamental a manutenção das aulas online até ao final do ano letivo para manter alguma estabilidade. Depois será possível estabelecer-se um regresso faseado das aulas práticas e dos núcleos. Nestes tempos que se avizinham importa também refletir sobre a questão da internacionalização, alertando para o facto de o ensino à distância não permitir um dos principais propósitos da mobilidade que é a aquisição de experiências presenciais.<br/><br/>João Gomes, Diretor dos Serviços Avançados da Unidade de Computação Científica Nacional / FCT apresentou as várias ferramentas disponibilizadas pela FCT às <strong>instituições de ensino superior</strong> e destacou a importância de se cumprirem medidas de segurança adequada na sua utilização. Alertou as IES para terem de repensar as suas equipas, com mais recursos dedicados às soluções de TIC que permitem o prosseguimento das aulas, avaliações, assim como o regular funcionamento de toda a estrutura de suporte administrativo, académico e científico subjacente.<br/><br/>No que respeita aos exemplos práticos partilhados pelas universidades, Paulo Sérgio Ribeiro Ferraz, Administrador da UTAD destacou a rápida resposta social que a universidade proporcionou e a importância de, no caso da UTAD, se terem envolvido outros agentes como a Associação Académica por estar mais próxima dos estudantes. A UTAD, à semelhança de outras IES disponibilizou ainda apoio psicológico e médico através de <strong>teleconsultas</strong>.<br/><br/>Maria José Fernandes, Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, partilhou a experiência da linha de apoio a idosos para temas digitais “Somos Todos Digitais” desenvolvida pelo seu politécnico, um exemplo da aproximação das IES às comunidades, para fazer face às necessidades reais locais.<br/><br/>A finalizar este Webinar, Paulo J. Pinto, Diretor do Instituto de Engenharia e Tecnologias da Universidade Lusíada de Lisboa, alertou para a grande diversidade e heterogeneidade da população docente reconhecendo que foi dado um grande salto, ao passar-se do ensino presencial para o ensino presencial remoto. No entanto, acredita que se torna imperativo criar um clima de confiança e que neste momento nem alunos nem professores têm ainda a confiança suficiente para se encontrarem presencialmente, sendo atualmente a avaliação à luz da nova realidade a grande preocupação. <strong>Termina explicando que foi um passo em frente e que nesta nova realidade o aluno deixa de ter contingências que o impeçam de participar nas aulas</strong>.<br/><br/>No dia 30 de Abril, em novo webinar, a Metared Portugal vai debater a questão da segurança.<br/><br/>O vídeo deste webinar poderá ser consultado em <a href=https://www.youtube.com/watch?v=Yb9d7hY-UOo>Youtube</a>.<br/><br/><br/><br/><br/>
A Metared Portugal juntou os principais intervenientes do Ensino Superior em Portugal para debater a forma como o ensino superior tem vindo a reagir face ao Covid-19: Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e os presidentes do CRUP, CCISP, APESP, entre outros. Os responsáveis debruçaram-se sobre o processo de transição dos últimos dois meses e como estão a preparar-se para a próxima etapa.

Na sequência do pedido do Governo de preparação de um plano transitório de ensino misto, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, sublinhou que o Ensino Superior Português deve demonstrar agora a maturidade para saber diferenciar o que pode continuar a ser feito a distância e que tem que voltar a ser presencial. Afirmou também que o próximo ano lectivo deverá prosseguir com este modelo atípico, assegurando as novas exigências de higiene e de distanciamento social que se impõem.

Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora e Presidente da Metared Portugal, denota que os alunos e toda a comunidade académica reagiram muito bem a esta transição imposta mas o modelo não poderá manter-se desta forma e terá de ser revisto à medida que as instituições de ensino superior vão voltando a retomar gradualmente as atividades, para garantir a segurança de todos.

A sessão de abertura contou também com a intervenção de Javier Roglá, CEO do Universia, para quem esta crise evidenciou, entre outras coisas, a necessidade de se apostar decididamente na ciência e no conhecimento. Defende que Portugal deu um exemplo ao mundo a vários níveis na resposta que deu a esta pandemia e salienta também a importância da colaboração entre países, e no contexto específico da Metared, a importância da colaboração entre as instituições de ensino superior.

Nuno Feixa Rodrigues, Vogal da Fundação para a Ciência e Tecnologia defende que é importante percebermos que cada instituição de ensino superior terá a sua forma de trabalhar, devendo por isso haver margem para que cada uma encontre o seu próprio modelo de ensino.

Para o Presidente do CRUP e Reitor da UTAD, António Fontainhas Fernandes, com esta dinâmica que vivemos o ensino ganhou novas interações, envolvendo mais os estudantes nas decisões. A Universidade conseguiu criar uma rede de investigação que permitiu dar respostas a vários níveis: através da criação de testes e da partilha de equipamento e de infraestruturas, entre outras.

Perante o desafio do próximo ano letivo, o Presidente do CRUP ressalva que esta transição correu muito bem também porque alunos e docentes já se conheciam e tiveram tempo de se conhecer ao longo do ano, realidade que será diferente em setembro, com a entrada de novos estudantes.

Sobre a questão da avaliação, o representante do CRUP desdramatizou, lembrando que as provas públicas de mestrados e doutoramentos, por exemplo, se encontram a funcionar.

Na sua intervenção, Pedro Dominguinhos, Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal e Presidente do CCISP, destacou a capacidade das IES na sua resposta social e à comunidade através do seu conhecimento científico. À semelhança dos restantes intervenientes defende um regresso faseado, centrado em atividades essenciais para a conclusão do ano letivo, para que este possa terminar dentro do tempo razoável, alertando ainda para o facto da desmultiplicação de turmas implicar também a necessidade de duplicação do horário dos docentes.

Para o presidente do CCISP o blended learning passará a ser o novo normal e, como tal, terão que ser revistos os critérios de avaliação da Agência de Avaliação e de Acreditação do Ensino Superior (A3Es). Torna-se também imperativo chegar a acordo com os diferentes Ministérios e Ordens para garantir que os alunos das áreas da saúde, por exemplo, consigam terminar a sua formação.

Numa consulta feita aos trabalhadores estudantes da sua instituição apurou que estes se encontram satisfeitos com o atual sistema que lhes permite agora gerir melhor o tempo, podendo esta ser uma oportunidade para captar e capacitar mais estudantes.

Na sua intervenção, João Redondo, Presidente da APESP afirmou que “estávamos preparados e não sabíamos.” Elogiou a forma como as IES retomaram rapidamente o seu trabalho com uma qualidade adequada mas acrescentou que vê com mais dificuldade o regresso à normalidade quando comparada com a transição forçada para o ensino à distância. O Presidente da APESP considera ser fundamental a manutenção das aulas online até ao final do ano letivo para manter alguma estabilidade. Depois será possível estabelecer-se um regresso faseado das aulas práticas e dos núcleos. Nestes tempos que se avizinham importa também refletir sobre a questão da internacionalização, alertando para o facto de o ensino à distância não permitir um dos principais propósitos da mobilidade que é a aquisição de experiências presenciais.

João Gomes, Diretor dos Serviços Avançados da Unidade de Computação Científica Nacional / FCT apresentou as várias ferramentas disponibilizadas pela FCT às instituições de ensino superior e destacou a importância de se cumprirem medidas de segurança adequada na sua utilização. Alertou as IES para terem de repensar as suas equipas, com mais recursos dedicados às soluções de TIC que permitem o prosseguimento das aulas, avaliações, assim como o regular funcionamento de toda a estrutura de suporte administrativo, académico e científico subjacente.

No que respeita aos exemplos práticos partilhados pelas universidades, Paulo Sérgio Ribeiro Ferraz, Administrador da UTAD destacou a rápida resposta social que a universidade proporcionou e a importância de, no caso da UTAD, se terem envolvido outros agentes como a Associação Académica por estar mais próxima dos estudantes. A UTAD, à semelhança de outras IES disponibilizou ainda apoio psicológico e médico através de teleconsultas.

Maria José Fernandes, Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, partilhou a experiência da linha de apoio a idosos para temas digitais “Somos Todos Digitais” desenvolvida pelo seu politécnico, um exemplo da aproximação das IES às comunidades, para fazer face às necessidades reais locais.

A finalizar este Webinar, Paulo J. Pinto, Diretor do Instituto de Engenharia e Tecnologias da Universidade Lusíada de Lisboa, alertou para a grande diversidade e heterogeneidade da população docente reconhecendo que foi dado um grande salto, ao passar-se do ensino presencial para o ensino presencial remoto. No entanto, acredita que se torna imperativo criar um clima de confiança e que neste momento nem alunos nem professores têm ainda a confiança suficiente para se encontrarem presencialmente, sendo atualmente a avaliação à luz da nova realidade a grande preocupação. Termina explicando que foi um passo em frente e que nesta nova realidade o aluno deixa de ter contingências que o impeçam de participar nas aulas.

No dia 30 de Abril, em novo webinar, a Metared Portugal vai debater a questão da segurança.

O vídeo deste webinar poderá ser consultado em Youtube.





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