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O tema da avaliação remota e as ferramentas disponíveis no mercado encerrou este ciclo de webinars da Metared Portugal diretamente associados às alterações impostas ao ensino superior pelo Covid-19, no âmbito da temática do Ensino Remoto de Emergência. Durante a sessão foi apresentado um projeto piloto desenvolvido pela FCT que está a ser testado nas instituições de ensino superior.

Assim, no âmbito do ciclo de webinars que a Metared levou a cabo durante este período de confinamento, a FCT, parceira desta iniciativa desde o primeiro momento, orientou um webinar dedicado à avaliação remota, um tema de particular relevância não só no contexto atual, mas que assume particular importância para o futuro do ensino superior face às incertezas em relação ao funcionamento do próximo ano letivo 2020/21.

Ciente da necessidade de promover soluções de avaliação remota por parte das entidades de ensino superior português, a FCT|FCCN, em linha, com a sua missão de proporcionar ferramentas e levar inovação às Instituições de Ensino Superior está a promover um Piloto de Sistemas de Avaliação Remota (Piloto SAR https://www.fccn.pt/institucional/piloto-sar/), promovendo igualmente o acesso e participação bem como a partilha de experiências e soluções já adotadas por algumas Instituições de ensino superior em Portugal.


Joaquim Godinho, Secretário Executivo da MetaRed Portugal apresentou a iniciativa, tendo-se congratulado não só com a colaboração da FCT|FCCN que tem sido importantíssima desde o início da pandemia, mas também com a participação e a adesão que este evento teve, atingindo os 447 inscritos, oriundos de 87 instituições essencialmente portuguesas, mas houve também a participação de pessoas do Brasil, México, Cabo Verde e Espanha.

De seguida interveio também Nuno Feixa Rodrigues, vogal da Fundação para a Ciência e Tecnologia que fez uma breve introdução aos Sistemas de Avaliação Remota, sublinhando a importância da imprescindível aprendizagem resultante deste processo de transição forçado para o ensino remoto, de forma a consolidar as melhores práticas para o futuro em que coexistirão ensino presencial e online.

Pedro Cabral, da Unidade de Computação Científica Nacional / FCT apresentou 

Boas Práticas de Avaliação Remota referindo o contexto completamente diferente que estamos a viver, com o ensino remoto de emergência (contexto completamente diferente do ensino on-line). Neste contexto, temos que ter em atenção:

- Barreiras tecnológicas (quer para alunos quer para docentes);

- O foco está na interação com os conteúdos, logo devemos saber quais são os objetivos a alcançar. O aluno deve conseguir fazer a autorregulação da sua aprendizagem;

- Devemos verificar se o que estamos a aplicar em termos tecnológicos está de acordo com os regulamentos académicos da instituição (ex: ligação com o Conselho Pedagógico da instituição);

- A questão do Regulamento Geral de Proteção de Dados. É necessário junto das próprias instituições perceber o que pode ou não infringir as regras do RGPD.

- É ainda aconselhável a assinatura de uma Declaração de Honra por parte do estudante. 

Recomenda-se ainda o recurso a sistemas de deteção de plágio nas questões de resposta aberta, e o recurso a soluções que passem por exemplo, por uma resposta manuscrita que é depois fotografada e carregada na plataforma, podendo ainda haver necessidade de uma breve prova oral que confirme os conhecimentos e as respostas do aluno.

A inclusão de sistemas de proctoring é uma necessidade, sendo imprescindível testar-se o sistema imediatamente antes da realização da prova.

Rui Ribeiro, da Unidade de Computação Científica Nacional / FCT, apresentou o Piloto de Sistemas de Avaliação Remota https://www.fccn.pt/institucional/piloto-sar/

Motivada pela necessidade de encontrar uma solução para a avaliação dos estudantes numa altura de ensino remoto de emergência, a Unidade FCCN da FCT desafia a comunidade do Ensino Superior a participar num estudo que ajude a encontrar a solução preferencial. Para este efeito serão disponibilizadas as seguintes plataformas: ProctorExam, ExamNet, TestWe ou Respondus. O docente tem a possibilidade de realizar um conjunto de testes de forma a avaliar estes Sistemas de Avaliação Remota (SAR), e assim identificar o que melhor cumpre com os requisitos necessários.

De seguida, foram apresentadas de forma sumária, as diferentes soluções:

- Plataforma ProctorExam - Universidade de Lisboa – Carlos Ribeiro

Há muitos aspectos a considerar quando se trata de avaliação remota. O proctor Exam é uma solução de Vigilância na Cloud. Requer uma plataforma de avaliação (ex: Moodle ou outro) que pode estar integrado com o Proctor Exam. Tratando-se de uma ferramenta bastante efetiva, é no entanto um sistema bastante intrusivo o que pode levantar questões legais. A questão da necessidade de largura de banda poderá ser um entrave.

- Plataforma TestWe - Instituto Politécnico de Bragança – Paulo Alves apresentou o link do politécnico para o Piloto de Sistemas de Avaliação Remota (www.ipb.pt/avaliaremota). Esta ferramenta, ao bloquear o computador, permite dar uma boa resposta às questões relacionadas com a falha de internet, tendo no entanto a limitação da realização de um máximo de 50 exames em simultâneo.

- Plataforma ExamNet - Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – Carlos Vaz
Trata-se de uma ferramenta fácil e intuitiva, que tem um chat incorporado que permite ao professor dar instruções específicas e individualizadas aos alunos.

- Plataforma Respondus - Universidade de Aveiro – José Vieira

Trata-se de uma ferramenta que tem a grande vantagem de ser compatível com LMS, como o Moodle.

Como conclusão, as ferramentas apresentadas têm características comuns como o Lock Down Browser que transforma o computador em modo KiosK impedindo o acesso a outros programas.

Nos tempos mais próximos urge avaliar as questões relacionadas com a GRPD e avaliar as necessidades legislativas inerentes ao uso decorrente destas ferramentas, uma vez que algumas delas são bastante intrusivas fazendo também a recolha de vários dados.


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