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58% dos estudantes portugueses prefere trabalhar por conta de outrem a ser empresário

      
Foto: Universia
Foto: Universia

O Universia, a rede de universidades presente em 23 países ibero-americanos, e o Trabalhando.com, uma comunidade laboral formada por uma ampla rede de sites associados, divulgaram o resultado do seu 4º inquérito de Emprego de 2014. Trata-se de um estudo realizado com o objetivo de conhecer as opiniões dos universitários em relação à procura de emprego, e desta vez incidiu sobre a temática das preferências laborais.

Relativamente à questão sobre qual o tipo de trabalho que gostariam de ter, o estudo revela que mais de metade dos estudantes portugueses, ou seja, 58% dos inquiridos, prefere ser contratado por uma empresa, apesar de 31% manifestar a sua preferência pela hipótese de trabalhar na sua própria empresa, e 11% optaria por trabalhar de forma independente para terceiros (freelance).

 

 

Relativamente ao setor em que preferem trabalhar, 62% dos inquiridos optaria por trabalhar no sector privado, 27% no sector público, e apenas 11% numa ONG (Organização Não Governamental).

Para 38% dos inquiridos, a estabilidade laboral é o principal benefício apontado como razão para se ser trabalhador por conta de outrem. Por outro lado, 31% dos inquiridos considera os benefícios laborais (gratificações, liquidações, seguro médico) a principal razão para preferir trabalhar numa empresa.

 

 

Relativamente aos benefícios de ser um trabalhador independente, 36% dos inquiridos considera que o mais importante é a capacidade de desenvolver vários projetos ao mesmo tempo e de aprender com cada um. Curiosamente, a mesma percentagem (36%) considera que a flexibilidade de horário é o mais importante, 17% aponta como principal razão a conciliação entre trabalho e família e apenas 11% refere como motivo o facto de poder ser o seu próprio chefe.

 

 

Por outro lado, para 82% dos inquiridos, um trabalhador pode adquirir maior experiência laboral ao ser contratado por uma empresa. Apenas 18% considera que se pode obter maior experiência como trabalhador freelancer.

 

 

Relativamente ao que consideram que um recém-licenciado deve procurar em termos profissionais, para 57% dos inquiridos o mais importante é adquirir experiência, enquanto 30% assinala como relevante a possibilidade de trabalhar numa empresa que lhe possibilite a progressão de carreira, seguido de 8% que refere a estabilidade laboral e os benefícios profissionais como o mais importante, e apenas 5% uma remuneração que lhe permita financiar um curso de pós-graduação.

 

 

Bernardo Sá Nogueira, Diretor-geral do Universia Portugal e do trabalhando.pt, salienta a importância deste estudo porque comprova que “apesar da conjuntura económica atual caracterizada por uma escassez de emprego, particularmente evidente entre os jovens, a grande maioria continua a preferir como opção de vida trabalhar por conta de outrem. Nota-se que muitos dos jovens portugueses ainda têm algum receio em arriscar pelo caminho do empreendorismo como uma alternativa válida à procura de um emprego tradicional.”

 

Participaram neste estudo 8616 pessoas, de 10 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico e Uruguai.
Entre os inquiridos portugueses, verifica-se que a presença feminina (65%) prevalece sobre a masculina (35%). Quanto à idade, 51% tem entre 21 e 26 anos anos, seguido de 39% com mais de 27 anos. O perfil da maioria dos entrevistados é pós-graduado (32%), seguido de 30% que se encontra a frequentar um curso superior e 18% a frequentar um mestrado/pós-graduação/doutoramento.

 


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