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Como os estudantes portugueses encaram o empreendedorismo?

      
Trabalhando.pt
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O Universia, a rede de universidades presente em 23 países ibero-americanos, e o Trabalhando.com, uma comunidade laboral formada por uma ampla rede de sites associados lançaram o 3º inquérito de Emprego de 2013.Trata-se de um estudo realizado com o objectivo de conhecer as intenções dos universitários em relação à temática do empreendedorismo e à possibilidade de trabalhar por contra própria.


O estudo revela que a maioria dos inquiridos (82%) gostaria de trabalhar de forma independente. Acreditam ser o método apropriado para ter liberdade de ação profissional (34%) e para ter contrapartidas económicas de acordo com o êxito alcançado (29%). Neste contexto, é relevante a paixão pelo que se faz: 28% gostaria de ser empreendedor simplesmente para fazer o que mais gosta.

 

 

 

Nos dias que correm, trabalhar por conta própria é associado a liberdade de ação profissional e progressão económica, de acordo com o trabalho realizado. Para atingir o sucesso pretendido é necessário estar ligado às redes sociais e ter acesso à formação dada pelas universidades.


De acordo com o segundo Inquérito de Emprego, realizado por ambos os portais, 75% dos inquiridos respondeu que aceitaria o seu chefe como contacto numa rede social. No presente estudo, apenas 9% respondeu que seria empreendedor para não ter um chefe. Ou seja, os dados apresentados neste inquérito mostram um novo paradigma na relação empregado-empregador, com tendência a romper com o mito do chefe inimigo.

A estabilidade de uma empresa encontra, contudo, adeptos (47%) em praticamente metade dos inquiridos. Os dados revelam que 18% do total de inquiridos não trabalharia de forma independente. Por outro lado, 27% argumenta que não sente capacidade para empreender, embora não descarte a possibilidade de fazê-lo no futuro, juntando-se aos 82% mencionados acima.

Saliente-se que 17% responde que não seria empreendedor por considerar que o seu país oferece condições pouco adequadas para a referida atividade. Neste contexto, do total de entrevistados, 56% indica que a principal barreira para um empreendedor no seu país é a situação económica, a carga fiscal e a falta de crédito, seguido por 21% que indicou a excessiva existência de barreiras burocráticas.

 

 
No tema do empreendedorismo, existe uma pergunta chave, sempre presente: nasce-se empreendedor ou torna-se empreendedor? Especialistas consideram que algumas pessoas transportam nos seus genes habilidades para se tornarem empreendedores, enquanto outras acreditam que é necessária formação para despertar o potencial de empreendedor que têm em si.
 
Segundo os inquiridos, 25% assinalou que a universidade que frequenta ou frequentou capacita os estudantes para que sejam empreendedores, o que demonstra um compromisso das universidades perante os novos interesses dos alunos. Para além disso, 17% considera que se incentiva os estudantes a desenvolver empresas e 10% acrescenta que a universidade possui espaços para incubar novas empresas. Saliente-se, no entanto, que o tema não está de forma alguma totalmente explorado: 44% revela que a sua universidade não tem este tipo de projetos, o que constitui um desafio das universidades a explorar esta oportunidade latente.
 
 
 
Embora não exista uma fórmula mágica para alcançar êxito, uma boa receita para encontrar o caminho de sucesso de um empreendedor inclui formação, criatividade e capital financeiro. Entre os elementos mencionados, a maioria (31%) considera que o que mais falta faz é ter capital para investir. No entanto, o dinheiro não é o único fator a ter em conta: cerca de 30% considera que é necessário ser criativo e ser capaz de vender a sua ideia. Um plano adequado para concretizar a ideia (24%), ousadia e coragem (15%) são questões importantes a ter em conta.
 
 

 

 Se estes são os requisitos necessários para percorrer o caminho de sucesso, a verdade é que podem surgir alguns medos. De acordo com o que foi atrás referido, o principal risco que se corre ao ser empreendedor (32%) é perder as poupanças ou ficar sem dinheiro. Afastados da estrutura estável de uma empresa, outros dos medos principais (21%) é o de um futuro incerto.

Com as condições necessárias e depois de superados os medos, aparecem as projeções a curto, médio e longo prazo. Qual é, para os inquiridos, o maior desafio de empreender? Conseguir clientes (34%). A exigência do mercado, e o atual panorama competitivo podem gerar alguma incerteza inicial (32%), outro desafio a superar. Contudo, o plano financeiro aparece, uma vez mais, como um dos principais desafios: obter investimento (29%) é uma questão fundamental, entre as primeiras a resolver.


Neste sentido, embora 22% dos inquiridos demonstre confiança perante as incubadoras de empresas, a maioria (35%) pensa apoiar-se na banca em caso de necessitar de financiar o seu projeto.

 

Bernardo Sá Nogueira, diretor-geral do Universia Portugal e do portal trabalhando.pt, salienta “a importância da temática do empreendedorismo como resposta aos desafios atuais e como forma de combater o desemprego. É necessário compreender que medidas são necessárias para promover e estimular o empreendedorismo, bem como quais as principais barreiras à criação de emprego próprio, principalmente junto dos jovens recém-licenciados, de forma a criar soluções capazes de dar resposta á temática do empreendedorismo ”.


Do estudo, realizado em 10 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico e Uruguai), participaram 8.170 pessoas. Entre os inquiridos surge maior relevância masculina (51%) relativamente à feminina (49%). Quanto à idade, 63% tem mais de 27 anos, seguido de 31% entre 21 e 26. O perfil da maioria dos entrevistados (35%) é universitário, seguido de 26% que indica ser universitário em curso.

Sobre a rede Universia


Universia é uma rede de 1 242 universidades que está presente em 23 países ibero-americanos, (Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, Nicarágua, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela). O Universia desenvolve ações dentro e fora do espaço virtual.


Portugal é o oitavo país onde o Portal Universia foi lançado, a 2 de maio de 2002. Atualmente o Universia Portugal integra 27 Instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, que representam no seu conjunto 70% do coletivo universitário português. A rede Universia faz parte da Responsabilidade Social Corporativa do Banco Santander.
Para mais informação visite: www.universia.pt

Sobre a rede Trabalhando


A rede Trabalhando surge em 1999 como o primeiro portal de empregos no Chile. Atualmente está presente em 11 países: Argentina, Brasil, Chile, Espanha, Portugal, Peru, Colômbia, Venezuela, Porto Rico, Uruguai e México. É a comunidade de trabalho líder na região ibero-americana. Durante estes anos consolidou-se como portal de referência nos mercados de recrutamento online, seleção de pessoal, organização de férias laborais e congressos de recursos humanos.


A rede Trabalhando é mais do que um conjunto de portais de emprego, é uma comunidade de trabalho formada por uma ampla rede de sites associados, entre os quais se encontram importantes universidades, institutos, câmaras de comércio, associações empresariais, e municípios. Recebe por mês 195 mil oportunidades de emprego, 4,1 milhões de candidaturas e conta com 5 milhões de CV's online e 600 mil empresas utilizadoras.

 

 

 


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