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Como fazer um CV para se destacar no mercado de trabalho

      
como fazer um cv
Inteligência emocional e criatividade são algumas competências que deves incluir no CV  |  Fonte: iStock

Como fazer um CV ideal em 9 etapas:

Parte I: 

  • As 12 bases para criar um currículo 100%

  • Os 15 erros que irão enviar o teu CV para o lixo

  • As competências mais valorizadas para incluir no CV

Parte II: 

  • Seleccionar a fotografia para o CV

  • As palavras-chave para dar os 10% extra ao teu currículo

Parte III: 

  • Currículos Científicos: FCT SIG

  • Currículos Científicos: CIÊNCIAVITAE e CIÊNCIA ID

Parte IV: 

  • 3 exemplos para elaborar um perfil profissional

  • Como selecionar o tipo de CV segundo o perfil profissional 


Como fazer um CV ideal em 9 etapas - Parte I


Antes de mais, considera que listar as tuas atividades e experiências anteriores não é suficiente e pode tornar-se repetitivo e monótono. O currículo é apenas a primeira fase eliminatória de um processo de selecção, pois é aqui que os candidatos começam a ser avaliados e comparados entre si pelos especialistas em recrutamento.


O currículo ideal é aquele que se consegue destacar de entre os restantes. Mas para que isso aconteça, é fundamental que esteja bem estruturado, contenha todas as informações necessárias e, acima de tudo, transmita informações de forma clara, concisa e transparente.


Mas afinal, o que é que os candidatos selecionados nesta etapa do processo de recrutamento fazem ao construir o seu currículo? Vejamos abaixo:


1. As 12 bases para criar um currículo 100%


  • FOCO NO PERFIL PROCURADO

Por mais que o currículo seja sobre as tuas competências, evita colocar tópicos que sejam sobre os teus interesses. O teu currículo deve mostrar o que trazes para a empresa e não o que ela te pode oferecer. Procura saber quais são as principais necessidades da vaga e preenche o teu currículo de acordo com essas necessidades, de forma a mostrares que o teu perfil pode preencher todos os requisitos para aquela oportunidade. No fundo, orientares o conteúdo de forma a dares a melhor resposta de oferta à necessidade da procura. 

  • SÊ CONCISO

Sê implacável na edição do teu currículo. Não coloques informações desnecessárias e procura escrever em forma de tópicos. Tudo que não te vende como um excelente candidato deve ser retirado.


  • KEYWORDS

A empresa norte-americana TalentWorks desenvolveu um estudo em que pesquisou 4068 pessoas que procuravam emprego para determinar os fatores que têm mais impacto para conseguir uma entrevista de trabalho.


Neste estudo, descobriu-se que enquanto os chavões podem ter um efeito negativo, o uso de palavras mais específicas relacionadas com a área a que te candidatas podem causar boa impressão, na medida em mostram que dominas a linguagem da vaga a que te candidatas.


Pro-tip: Adicionar 15 a 20 palavras relevantes e habilidades aumenta a probabilidade de conseguires uma entrevista de trabalho em 58,8%, segundo a mesma pesquisa da TalentWorks. Descrições mais simples e suaves são muitas vezes punidas enquanto descrições fortes e específicas são recompensadas.

  • CONECTA-TE

Cria perfis nas redes sociais e promove a tua imagem. Muitas empresas exigem que o candidato esteja nas redes sociais. Entra no LinkedIn, Facebook, Twitter e aproveita para pesquisar ofertas que são anunciadas apenas nesses meios. Certifica-te que o teu perfil está bem feito, sem fotos comprometedoras ou descrições mal feitas.


  • COLOCA O TEU OBJETIVO PROFISSIONAL

O objetivo profissional é muitas vezes ignorado no currículo, ainda que seja essencial para que os recrutadores percebam se o perfil do candidato se encaixa, ou não, nos requisitos da vaga. As pessoas parecem recear colocar o que esperam da sua carreira e da empresa para a qual se estão a candidatar, mas esquecem-se que isso é fundamental para que o candidato seja orientado para a oportunidade que deseja conquistar.


Neste item, que pode ser descrito em apenas uma linha, o candidato deve expôr os seus objetivos profissionais e os cargos que espera ocupar – especialmente na organização que está a recrutar. 


Pro-tip: procura ser coerente. Ou seja, se a tua última experiência foi como estagiário, por exemplo, o teu objetivo mais imediato não pode ser “gerente ou diretor”.


  • DESCREVE AS TUAS EXPERIÊNCIAS

Não basta colocar a tua formação académica e as competências técnicas sem as descrever de forma sucinta.


É essencial que na área referente à formação esteja escrito o nome do curso, a instituição de ensino e as datas de início e de conclusão; para as competências e qualificações, citar o nível de domínio (básico, intermediário, avançado) e, caso tenhas feito alguma formação, colocar o nome do local; já nas experiências profissionais, colocar o nome do cargo, da empresa, data de início e término e descrever, de forma resumida, habilidades e responsabilidades exercidas na função.


Muitos candidatos acabam por ser eliminados por não descreverem o que colocam no currículo. Para uma avaliação assertiva, o técnico de recrutamento vai precisar de mais pormenores.


  • A ESTRUTURA IDEAL

Um currículo ideal deve estar dividido em tópicos e conter entre uma a duas páginas. Por isso é preciso saber definir o que merece mais destaque para descrever o teu perfil profissional. Por norma, as experiências mais recentes devem ser mais detalhadas.

  • USA NÚMEROS E FACTOS CONCRETOS

Os recrutadores estão preocupados com o sucesso mensurável. Demonstrar fatos ilustrados com números permite imprimir maior credibilidade ao CV e aumenta a hipótese do candidato ser entrevistado em 49,2%, segundo o estudo da TalentWorks.


Afirmar que tens espírito de liderança não prova nada, mas explicar como conseguiste que por exemplo as vendas da tua equipa aumentassem 120% pode ter grande efeito em quem está a ler o CV.


  • COMEÇA TODAS AS FRASES COM UM VERBO ATIVO DIFERENTE

A forma mais simples de aumentar a hipótese de seres entrevistado é usares diferentes verbos na voz ativa no início de cada frase. O estudo bastante compreensivo da TalentWorks afirma ainda que neste caso a probabilidade de ser entrevistado aumenta 139,6%.


  • SEGUNDA-FEIRA É O MELHOR DIA

Segundo o mesmo estudo supramencionado, as candidaturas a um emprego recebidas à segunda-feira foram 46% mais propensas a resultar numa entrevista do que as submetidas à sexta-feira.


Além disso, as candidaturas enviadas nos primeiros quatro dias depois do anúncio de emprego têm mais probabilidades de serem selecionadas para a fase seguinte (64,7%) e as que chegam entre as 6:00 e as 10:00 da manhã resultam num aumento adicional de 89%. Em média, os recrutadores recebem 250 inscrições por vaga de emprego, o que provoca um aumento da fadiga à medida que vão chegando mais e mais candidaturas.


  • FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Investir em formação acaba por ser demorado e dispendioso. E o pior é que o estudo conclui que o retorno pode não ser tão elevado quanto seria desejável.


Todos aqueles que incluíram uma segunda licenciatura no curriculum vitae viram as hipóteses de conseguir uma entrevista de emprego aumentadas em 21,9%, uma subida modesta comparada com outros fatores que pesam no Curriculum Vitae. 


No entanto, os especialistas indicam que se a ideia é mudar de carreira obter um diploma noutra área de estudos pode ser proveitoso, mas um curso avançado do mesmo campo académico pode não ter um impacto tão grande como seria de esperar.


  • PARAR É MORRER

Se estiveres desempregado, tens mais tempo. Se tens mais tempo, sê proativo. Procura contrariar o vórtice que te enreda num chamamento sedutor para “afundares em casa” desresponsabilizando-te de uma tomada de controlo da tua vida escudada na procrastinação de loiça por lavar e burocracia para tratar. Previne a tua própria auto-sabotagem, que a todos nos fala ao ouvido de tempos a tempos, estando consciente dela e pondo acção no teu objetivo final. Podes fazê-lo, por exemplo, procurando cursos e especializações que preencham esse tempo. 


Lembra-te que o recrutador pode perguntar o que fizeste durante o tempo que estiveste desempregado, por isso será uma grande vantagem mostrar que estavas preocupado com a tua situação profissional e tiveste necessidade de procurar especializações. Quanto mais recursos e competências tiveres para preencheres o teu currículo, melhor.

Os 15 erros que irão enviar o teu CV para o lixo


Para que não boicotes a tua candidatura antes de começar, aqui estão 15 erros que condenaram mais de um currículo ao desperdício do cesto de lixo, e com os quais podes aprender para não os repetires em nenhuma circunstância:


1. Erratas e erros gramaticais


Se num currículo abundarem erros de ortografia e erros tipográficos e/ou gramaticais podem ser percebidos como um produto da má formação do remetente ou como uma falta de interesse que pode ser partilhada pelo responsável por ler o seu currículo e marcar uma entrevista de emprego.


2. Mentiras "piedosas"


Não te enganes: por melhor que possa ficar no currículo, incluir mais do que realmente sabemos não é conveniente, pois invariavelmente vai haver uma situação em que a verdade virá ao de cima, e será uma circunstância bastante constrangedora. O facto é que a transparência é um dos fatores mais positivos na hora da contratação; da mesma forma que a mentira é o fator que mais eliminações causa durante um processo de recrutamento. Assim, é preferível seres honesto e mostrares vontade de querer aprender e expandires a tua experiência.


3. Informações sobre o salário


Incluir informações sobre o salário dos trabalhos que desempenhaste ou realizaste é totalmente desnecessário e pode desanimar os potenciais recrutadores. Da mesma forma, também não deves adicionar as suas expectativas de salário, porque a intenção de um currículo é mostrar a tua experiência profissional e habilidades. A questão do salário poderá ser abordada na entrevista.


4. Tipografia ridícula


Deixa a criatividade para a apresentação da tua trajetória e habilidades e não tanto para os tipos de fontes do Word. Um currículo bem desenhado pode atrair a atenção da empresa, mas há quem opte por tipografias originais ou mais elegantes que perdem a legibilidade. É preferível usar as fontes simples que vêm por padrão no Word como o Arial que na dúvida é sempre uma escolha segura.


5. Não mencionar as nossas habilidades ou experiências


Parece improvável esquecer algo tão básico, mas há casos. De qualquer forma, certifique-se de que toda esta informação não vai num único bloco de texto, onde a pessoa encarregue da entrevista tem que procurar dados úteis numa sopa de letras. O ideal é estruturar as informações de forma clara, concisa e em bullet-points.


6. Incluir o que não sabemos fazer


Não devemos confundir ser honesto e  reconhecer a falta de experiência com mencionar tudo o que não sabe fazer. Não devemos ser negativos, e como o currículo será construído de acordo com a nossa vida profissional, é preferível mostrar uma predisposição para continuar a aprender ao invés de uma atitude derrotista.


7. Formato sem sentido


O formato criativo, especialmente para cargos de designers ou publicitários, pode ser um ponto a nosso favor, mas normalmente a maioria dos setores valoriza um formato padrão em que a informação é reduzida a um aspecto legível e bem estruturado.


8. Incluir experiências totalmente irrelevantes


Provavelmente o trabalho de empregado de mesa não estará relacionado às práticas do setor financeiro a que estás a candidatar-te. Adicionar experiências que não contribuem em nada para o perfil profissional da tua candidatura podem supor o envio do teu currículo para a pilha do "não".


9. Foge dos chavões 


“Como responsável pela contratação procuro razões para desqualificar os candidatos e se vejo um curriculum que fala muito de colaboração fico a pensar que a pessoa provavelmente não teve muito impacto”, explica Kushal Chakrabarti, CEO e cofundador da TalentWorks.


Usar chavões na carta de apresentação e no CV não vai ajudar. “Trabalho em equipa”, “colaboração” e “participação” são palavras que podem ser penalizadoras e, ao contrário do que se possa pensar, podem ter um efeito negativo no momento de conseguir uma entrevista de trabalho.


Os candidatos com mais de uma ou duas menções a essas palavras-chave nos seus currículos são 50,8% menos propensos a ser convocados para uma entrevista, segundo a pesquisa da TalentWorks.


10. Dados pessoais


A história resgata um considerável número de ocasiões em que os candidatos que se esquecem de colocar o seu próprio nome no currículo. Na verdade, ainda que se trate de um erro pouco frequente, esquecer-se de indicar o número de telefone e um e-mail de contacto é muito mais comum do que possas imaginar. Para além do nome completo e do telefone de contacto, o candidato deve ainda informar no primeiro item do currículo a sua idade e a sua morada.


Além disso, deves ainda certificar-te que o email e o telefone apresentados no currículo são válidos. Há candidatos que são eliminados porque não atendem o telefone ou não respondem a emails, muitas vezes só porque têm alguma gralha nos dados indicados. Por estes motivos recomendamos que revejas o teu CV as vezes que forem necessárias.


11. Conta de e-mail não profissional


Por mais que uses o mesmo e-mail há anos, considera mudá-lo caso não seja profissional. Procura ter uma conta em que apareça apenas o seu nome e sobrenome, excluindo apelidos ou qualquer tipo de brincadeira ou data. Este é um detalhe que pode passar uma má impressão a quem está a recrutar e fazer com que seja eliminado logo na primeira triagem de currículos.



12.   Conhecimentos de línguas se forem fracos


É importante ser autêntico no momento de incluir um idioma no currículo. O nível em que dominas o idioma é suficiente para que faça sentido que o incluas no currículo? És capaz de manter uma conversa suficientemente fluída com um nativo? Saberás ler e escrever nessa língua? Se a resposta a estas perguntas for negativa, incluir o conhecimento de uma língua estrangeira é apenas uma forma de atirares tempo à rua: tanto o teu como o do teu recrutador.


Pro-tip: Vê aqui alguns MOOCs linguísticos gratuitos de Universidades Ivy League.


13.   Conhecimentos informáticos básicos


Hoje em dia ser capaz de utilizar o Microsoft Word é mais do que básico. O mesmo acontece com o email. Já não é pertinente incluir estas capacidades no currículo. Os recrutadores procuram atualmente capacidades mais específicas relacionadas com os programas informáticos como por exemplo noções de Photoshop ou aptidão para trabalhar com o Excel. Se não tens estas competências, está na hora de começares a pensar no assunto para valorizar o currículo.


Pro-tip: Já conheces a versão online mais básica (e mais gratuita) do Photoshop, o Photopea? Se não conheces, dá uma espreitadela - pode vir a ser-te muito útil.


14. Redes sociais se apenas utilizas por divertimento


Se não trabalhaste especificamente com redes sociais, não incluas no currículo este item. Saber como conseguir mais likes ou seguidores de forma intuitiva não é suficiente. Para impulsionar um negócio nas RRSS é necessária estratégia e capacidade para analisar dados, entre outros aspetos.


15. Soft Skills em lista de supermercado


As soft skills são cada vez mais valorizadas pelos empregadores, mas é importante saber como incluí-las no currículo. Por exemplo, enumerar as soft skills numa lista é um erro, desta forma parece que apenas estão a ser mencionadas porque existe a ideia de que o recrutador gosta, não porque existam na realidade.


Em alternativa, tentar incluir no CV casos concretos que demonstrem que tem as ditas habilidades, por exemplo explicando que lideraste uma equipa de 5 pessoas num projeto relacionado com Novas Tecnologias, em vez de comentares que tens a impressão que és um bom líder.


As competências mais valorizadas para incluir no CV


  • Inteligência emocional

A capacidade de sermos conscientes das reações dos nossos colegas, clientes e público é positivamente valorizada pelos empregadores. Nem todos os profissionais são capazes de aplicar estas informações para se anteciparem aos acontecimentos. No futuro, as habilidades sociais, como a persuasão, serão mais valiosas do que o conhecimento técnico replicável pelas máquinas.


  • Criatividade

A capacidade de inovar e pensar de forma alternativa já é uma das mais procuradas pelas empresas de vários setores. Num mundo com excesso de informação, ser criativo é essencial para se destacar e fazer bom uso das novas ferramentas digitais.


  • Capacidade de decisão

Pode soar como uma competência típica, mas a quantidade crescente de dados exige saber como analisá-los, extrair tendências e aplicá-las num mercado em constante mudança. Um profissional que seja capaz de pesar os custos e benefícios de ações potenciais terá mais sucesso no mercado de trabalho.


  • Pensamento crítico

A automatização de processos e de certos trabalhos aumentará a procura de qualidades humanas. As máquinas precisam ser direcionadas para a otimização e a ética, de modo a que as empresas terão tendência para contratar profissionais capazes de ter um apurado pensamento crítico.


  • Resolução de problemas

Como a análise e a interpretação de dados são essenciais na sociedade atual, confiar apenas nos números pode levar a soluções pouco práticas e até perigosas. As empresas precisam de perfis que possam propor soluções fundamentadas e adequadas.


  • Flexibilidade cognitiva

A flexibilidade cognitiva refere-se à capacidade de aplicar diferentes regras e regulamentos a qualquer situação, ou seja, adaptar os processos e ser flexível. Esta habilidade será mais importante do que nunca no futuro, quando as indústrias, a tecnologia e os mercados mudarem ainda mais rapidamente do que na atualidade.


Em suma, tem estas habilidades em mente por alguns anos. Adiciona estas competências ao teu currículo e enfatiza-as quando te perguntarem os teus pontos fortes numa entrevista de emprego. É aconselhável ilustrar as tuas capacidades através de exemplos e experiências para fazer a diferença face a outros candidatos.


Como fazer um CV ideal em 9 etapas - Parte II


Seleccionar a fotografia para o CV


Estes são os aspetos que deves ter em conta ao seleccionares a fotografia para o teu CV:


  • Profissionalismo

Adota uma boa postura corporal, para transmitir confiança, e escolhe roupas profissionais.

Ao colocar uma fotografia no CV, estás automaticamente a associá-la à tua reputação e, por isso, deves pensar bem antes de escolher. Outra dica é escolheres uma fotografia em que estejas a sorrir para provocar empatia na pessoa que irá ter o primeiro contacto com o teu CV.


  • Qualidade

Se escolheres uma imagem com baixa qualidade, perderás credibilidade. É tão simples quanto isso. Não te esqueças de configurar as definições da câmara e tem também em atenção a luz e o local. Ter uma parede monocromática como pano de fundo evita ruídos na imagem.


  • Foto atual

Ao colocares uma foto antiga no CV, o recrutador que te vai entrevistar perderá a credibilidade em ti quando te apresentares presencialmente. Ao usares uma foto desatualizada corres o risco de passar por “pouco transparente” e esta é uma característica altamente indesejável.


  • Olha para a câmara

Não utilizes fotos em que não estejas a olhar de frente para a câmara. O contacto direto do olhar é um elemento diferenciador, através do qual o recrutador poderá ter uma boa primeira impressão sobre a credibilidade do entrevistado.


  • Recorre a uma app de edição de imagem

Atualmente existem já uma série de ferramentas e de cursos gratuitos online que podem contribuir para que consigas passar a anexar melhores fotos aos teus processos de candidatura para ofertas de emprego.


As palavras-chave para dar os 10% extra ao teu currículo


Confere algumas palavras que irão valorizar as tuas potencialidades e que darão destaque ao seu perfil. A saber:


  • Atento aos detalhes

  • Confiável

  • Dinâmico

  • Empenhado

  • Empreendedor

  • Motivado

  • Organizado

  • Persistente

  • Pontual

  • Responsável

  • Vontade de aprender


CV científico para candidatura a áreas de Investigação - Parte III


Currículos Científicos: FCT SIG

No que toca às candidaturas para as áreas de Investigação e, mais concretamente, por exemplo nos currículos científicos que visam candidatar-se a um concurso ou Doutoramento, existe um modelo padrão que tem sido utilizado amplamente no decorrer dos últimos anos, que se trata do modelo FCT SIG. Porém, este modelo tem vindo a ser descontinuado faseadamente desde 2018 dando espaço para o modelo mais recente e intuitivo, o CIÊNCIAVITAE. Este novo modelo foi desenvolvido pela FCT tendo por base a plataforma DeGóis e em parceria com o quadro técnico e normativo PTCRIS. Na prática, o que isto significa é que desde 1 de Julho de 2018 que deixou de ser possível editar os currículos FCT SIG na plataforma de consulta, e a partir do próximo ano os currículos existentes na mesma deixarão de estar acessíveis sendo substituídos totalmente pelo novo modelo CIÊNCIAVITAE.


Deves portanto proceder à atualização dos dados no novo modelo CIÊNCIAVITAE quando tiveres oportunidade o mais tardar até ao final do presente ano. No caso das candidaturas aos concursos da Faculdade de Ciências e Tecnologias [FCT], a utilização deste modelo inserido no âmbito do programa de desburocratização administrativa desenvolvido pela área da ciência, tecnologia e ensino superior em linha com a estratégia europeia de ciência aberta “Mais Ciência, Menos Burocracia”, passou a ter carácter obrigatório a partir do verão de 2019. 


Currículos Científicos: CIÊNCIAVITAE e CIÊNCIA ID


Desde 2018 que é mais fácil e imediato elaborar um CV científico em Portugal. O novo modelo padrão para os Currículos Científicos portugueses - o CIÊNCIAVITAE – e o CIÊNCIA ID – o Identificador Nacional de Ciência – foram apresentados há 2 anos no Teatro Thalia numa sessão que contou a presença de mais de 200 investigadores e gestores de Ciência e Tecnologia assim como representantes de várias instituições como a A3ES, a ANI, o CRUP, o CCISP, a DGEEC, a DGES, a PIC e o COMPETE2020. 


A enorme vantagem do CIÊNCIAVITAE é que este modelo possibilita reunir numa só plataforma toda a informação importante relativa ao utilizador para os seus projetos na área da Investigação científica, seja este estudante, investigador ou instituição, e que antes se encontravam dispersas em diversas plataformas, como por exemplo a FCT-SIG CV, DeGóis, RENATES, REBIDES, ORCID e RCAAP. 


Como fazer um CV ideal em 9 etapas - Parte IV


O perfil profissional é algo que, mais tarde ou mais cedo, todos teremos que enfrentar. É um texto, não necessariamente longo, em que explicamos aos empregadores quem somos, a nossa experiência profissional, as nossas competências e talentos. É um resumo da trajetória do candidato que deve ser adaptada à oferta de emprego.

3 exemplos para elaborar um perfil profissional


O principal documento onde encontramos um perfil profissional é no Curriculum Vitae, porque nos restantes casos estamos a falar de uma carta de apresentação. A maioria dos recrutadores gosta que se faça uma síntese geral do perfil do candidato, que serve de guia para que se possa compreender melhor os dados que vão ser apresentados. 



1. Onde colocar o perfil profissional


O perfil profissional surge normalmente logo a seguir aos dados pessoais do curriculum, mas deve igualmente ter  uma presença online. Nos últimos anos, é comum o perfil profissional ocupar destaque nas redes sociais, tanto no Linkedin como no Facebook ou outras plataformas de interação pessoal. O perfil profissional deve ser redigido de forma clara e objetiva, com um conteúdo apelativo. 



2. Apostar em poucas palavras

Neste caso estamos perante uma descrição sintética e direta, em que deves salientar a área de desempenho. “Licenciada em Gestão Hoteleira com experiência profissional em hostel da Grande Lisboa. Profissional hábil e criativa.”



3. Cruzar competências com potencial humano

A descrição do perfil profissional pode ser um pouco mais longa, sem nunca exagerar na quantidade de palavras. Neste estilo, os pontos-chave estão relacionados com as competências técnicas e ao mesmo tempo com as habilidades em áreas humanas e de liderança.


“Como arquiteto, a minha formação académica, humana e laboral focou-se no desenvolvimento e implementação de propostas arquitetónicas orientadas para as energias sustentáveis. Tenho experiência no contacto com empresas internacionais. Sou um profissional comprometido com a investigação, liderança e trabalho de equipa."



4. Enfatizar as qualidades humanas

Se a tua experiência ainda não gera muita expectativa, podes optar por enfatizar qualidades humanas e um alto grau de flexibilidade para provocar um maior interesse nos empregadores. É uma aposta que funciona em empresas pouco hierarquizadas e onde a formação não é uma prioridade nem um requisito que marque a diferença.


Por fim, seja qual for o tipo de perfil profissional que escolhas para te dar a conhecer, o essencial é que incluas a tua formação, o teu campo de ação, as tuas competências técnicas, as tuas habilidades humanas, expetativas e interesses. O que vais destacar depende da tua intenção e se fores eficaz, em breve, vais obter o emprego com que sonhas.

5. Apostar no vídeo curriculum

Através do audiovisual, podemos alcançar um impacto muito mais efetivo no nosso entrevistador. Num vídeo curriculum, comunicamos a nossa mensagem através de dois sentidos diferentes: visão e audição. Este canal oferece a possibilidade de sensações estimulantes e transmissoras, algo completamente impossível no caso do CV em papel.



6. Usar figuras e infografias

Pro-tip: Experimenta o site gratuito para criação de infografias canva.


Como selecionar o tipo de CV segundo o perfil profissional 


Existem diferentes maneiras de organizar o currículo: por ordem cronológica, temática ou de forma combinada. Cada tipo de currículo destaca ou enfatiza diferentes aspectos dos estudos ou experiência do candidato. Portanto, dependendo do teu caso específico pode ser mais proveitoso optar por um ou outro modelo. Descobre abaixo o tipo de currículo que mais se adapta ao teu percurso académico e profissional.


Cenário 1: Se és recém-licenciado ou inexperiente


Deves demonstrar e provar o seu potencial, habilidades e valor em detrimento da experiência. Por isso é importante trabalhar no campo das competências, conhecimentos, realizações alcançadas, viagens, idiomas... Para este objetivo, o mais adequado é o currículo funcional ou temático.


Ao contrário do CV por ordem cronológica, este modelo distribui a informação por temas, sem dar importância à progressão cronológica dos acontecimentos, permitindo salientar pontos positivos, destacar habilidades próprias e resultados obtidos, ao mesmo tempo que se omitem outros como períodos de desemprego, mudanças frequentes de trabalho ou até falta de experiência.


Cenário 2: Se és um profissional com ampla experiência


O curriculum cronológico é um dos mais populares do mundo. Se já trabalhas há algum tempo e experimentaste uma progressão na tua carreira profissional, estarás interessado em destacá-la. Para isso, o melhor é optar por uma solução cronológica ou combinada, uma vez que esta última destaca, além dos objetivos, das conquistas e habilidades, a promoção e desenvolvimento da carreira profissional.


Cenário 3: Se és executivo ou independente


Neste caso, também está interessado no currículo funcional ou temático, pois foca e destaca os objetivos alcançados como responsável por um departamento ou empresa, os problemas resolvidos, os projetos desenvolvidos e a capacidade de liderança.


Cenário 4: Se queres realizar trabalho voluntário


Embora o trabalho voluntário geralmente não seja remunerado, os candidatos que desejam trabalhar como voluntários terão que passar por um processo de seleção. Incluir o voluntariado no curriculum corretamente e optar pelo CV funcional e temático no momento de resumir a carreira profissional, será o mais apropriado para nos diferenciar do resto dos candidatos.


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