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Crowdfunding: saiba como financiar a sua ideia através da internet

      
O crowdfunding ou financiamento coletivo tem sido um impulso para muitos projetos saírem do papel
O crowdfunding ou financiamento coletivo tem sido um impulso para muitos projetos saírem do papel  |  Fonte: iStock

Estamos a referir-nos ao fenómeno mundial conhecido por crowdfunding (ou financiamento colaborativo), que permite a qualquer pessoa apoiar e investir numa ideia ou projeto. Se geralmente um orçamento elevado pode estar fora do alcance de um pequeno investidor, com o crowdfundingdiferentes investidores podem unir-se, dispondo uma quantia relativamente pequena, e alcançar a meta total estabelecida pela ideia ou projeto. Desde projetos e causas sociais, à produção de produtos culturais e tecnológicos, só em Portugal, por exemplo, a PPL, uma das primeiras plataformas de crowdfunding, conta já com cerca de 4.45 milhões de euros angariados e 128 mil investidores.

Para melhor entender o fenómeno, redigimos o presente artigo segundo 4 tópicos essenciais: 

  1. O que é o crowdfunding?

  2. Qual a história do crowdfunding em Portugal?

  3. Como elaborar uma estratégia de crowdfunding eficaz? 

  4. Quais as plataformas de crowdfunding disponíveis?

     

O que é o crowdfunding?


Crowdfunding - ou financiamento colaborativo - é uma palavra originária da Língua Inglesa que deriva da junção de dois termos distintos:  Crowd (multidão) + funding (financiamento). De uma forma simples, consiste na prática de financiar um projeto ou ideia através de pequenas quantias de dinheiro provenientes de um largo número de pessoas, tipicamente através da internet. Isto é, o empreendedor (pessoa, empresa ou organização) interessado em obter financiamento, promove uma campanha online de angariação de fundos para a concretização da sua ideia de negócio, evento ou projeto. Consequentemente, o público geral pode aceder à plataforma de crowdfunding, consultar as campanhas e investir nas mesmas, seja a título gratuíto, ou em troca de uma contrapartida simbólica ou financeira.

Dependendo da contrapartida do investimento, e de acordo com a lei portuguesa em vigor, podemos identificar e classificar 4 diferentes modalidades de crowdfunding: donativos, recompensa,  capital, e empréstimo. Cada uma delas dirige-se a nichos ou investidores específicos, existindo assim plataformas para diferentes propósitos. Vejamos em que consistem estas várias modalidades:

  • Crowdfunding de Donativos

No crowdfunding de donativos, a entidade financiada recebe um donativo com ou sem a entrega de uma contrapartida não monetária aos investidores. Tratam-se habitualmente de iniciativas de cariz social promovidas por Organizações Não-Governamentais (ONG) e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Dois exemplos de plataformas usadas neste tipo de financiamentos são a eSolidar e a  Novo Banco Co-Crowdfunding

  • Crowdfunding de Recompensa

No crowdfunding de recompensa, a entidade financiada compromete-se a recompensar os investidores com o produto e/ou serviço financiado, em contrapartida do valor obtido. Neste tipo de financiamento, é comum, por exemplo, os investidores receberem o produto (aparelho tecnológico, album de música, livro, etc.) que financiaram durante a sua fase de pré-lançamento. Um exemplo de plataforma usada para crowdfunding com recompensa é a PPL.

  • Crowdfunding de Capital

No crowdfunding de capital, a entidade financiada remunera o investidor através de uma participação no respetivo capital social, distribuição de dividendos ou partilha de lucros. A Seedrs, por exemplo, é uma plataforma deste tipo. Nela são divulgados novos negócios de pequenas e médias empresas que procuram financiamento para crescer e, por sua vez, oferecem aos investidores interessados uma quota parte da sua receita. Assim, e no caso da empresa em questão ser lucrativa, cada investidor poderá receber dividendos proporcionalmente à sua participação.   

  • Crowdfunding de Empréstimo

No crowdfunding de empréstimo, a entidade financiada remunera o investidor através do pagamento de juros fixados no momento do investimento. A Raize, por exemplo, é uma plataforma de crowdfunding de empréstimo, dirigida para pequenas e médias empresas que não conseguem obter financiamento bancário. Nela poderá encontrar investimentos com juros na ordem dos 5 a 9%, no entanto o capital investido não é garantindo e será sempre necessário ponderar o risco de incumprimento por parte das empresas financiadas.

A crescente popularidade do crowdfunding deve-se especialmente aos diversos benefícios que o mesmo apresenta perante outras formas de investimento, quer para o investidor, quer para a entidade financiada. Vejamos as principais vantagens associadas ao crowdfunding:

  • Facilidade de acesso

Qualquer pessoa com acesso à internet, conta bancária ou cartão de crédito, pode alcançar uma audiência global para obter financiamento e/ou participar nesse mesmo investimento. Embora o crowdfunding de capital e o crowdfunding de empréstimo possam ser restritos a uma determinada legislação ou país, os outros tipos de crowdfunding são abertos a praticamente todos os utilizadores. Isso permite que qualquer indivíduo, empresa ou organização, possa conseguir financiamento de qualquer parte do mundo, mesmo que nunca tenha vendido um único produto ou serviço. 

  • Rapidez do feedback

Ao contrário do que até aqui acontecia no mercado, onde para testar o verdadeiro valor de uma ideia seria necessário muito tempo, no crowdfunding podemos fazer essa mesma experimentação de forma mais acelerada. Por outro lado, uma campanha de crowdfunding bem organizada pode ser lançada com um investimento de capital mínimo, ao invés do mercado tradicional, onde se necessita de um grande investimento para tal. Assim, através do crowdfunding uma ideia pode ser testada de forma rápida e sem grandes orçamentos. 

  • Criação de comunidade

Os investidores interessados ??em uma ideia podem interagir diretamente com uma marca na maioria das plataformas de crowdfunding. Eles podem fazer perguntas, analisar  o histórico de sucesso (ou fracasso) das campanhas anteriores, etc. Quando os responsáveis ??por uma campanha respondem a perguntas, fornecendo os dados necessários e as atualizações sobre a ideia que está a ser comercializada, é desenvolvido um sentimento de lealdade e transparência perante a marca, que se estende além da campanha de crowdfunding. Isso acontece mesmo que a campanha não seja bem-sucedida.

  • Geração de novas oportunidades

Costuma-se dizer que sucesso gera mais sucesso. Os investidores gostam de apoiar os vencedores no mundo do crowdfunding e, muitos deles, aparecerão depois de determinada ideia ser financiada. Esse sucesso pode levar a novas oportunidades de crowdfunding mais tarde, pelo simples facto de que a marca em questão já conquistou a credibilidade e a empatia de um grande número de apoiantes e investidores que estão envolvidos ativamente desde o seu início. 

No entanto, há também algumas desvantagens associadas ao crowdfunding. Desta forma, será igualmente importante conhecê-las:

  • Retorno não garantido

Por norma, é necessário muito trabalho para desenvolver uma campanha de crowdfunding bem sucedida. No entanto, e com a enorme competitividade que o mercado oferece, nenhum retorno é garantido. Isso significa que um empreendedor pode colocar 6 meses de trabalho numa nova campanha sem receber absolutamente nada. Algumas plataformas permitem que os empreendedores obtenham quaisquer fundos investidos. No entanto, para uma campanha baseada em recompensas isso pode ser problemático, pois os pedidos precisam de ser atendidos mesmo que o orçamento total previsto não tenha sido alcançado.

  • Taxas e implicações fiscais

As plataformas de crowdfunding cobram uma comissão pela sua capacidade de arrecadar fundos. Igualmente, existem taxas de processamento de cartão de crédito que são retiradas aquando a contribuição de um investidor numa campanha de crowdfunding. Em algumas plataformas, essa combinação de taxas pode exceder os 10%. Por outro lado, e dependendo da modalidade de crowdfunding, o dinheiro arrecadado em uma campanha pode ser considerado receita, estando naturalmente sujeito a impostos. Portanto, antes de arrecadar ou investir dinheiro, é importante saber quais serão as consequências fiscais de determinada campanha ou lucro proveniente para não se deparar com uma surpresa desagradável mais tarde.

  • Propriedade intelectual

Se um empreendedor ou entidade não protegerem a sua propriedade intelectual antes de iniciar uma campanha de crowdfunding, há uma boa hipótese de alguém tentar roubar a ideia. Basta copiar a campanha desenvolvida e publicá-la noutra plataforma, sem que se consiga provar de onde é proveniente a ideia original. A menos que haja uma monitorização constante, é muito dificíl lidar com este tipo de situações, sendo que mais vale prevenir do que remediar.

  • Avaliação parcial e falta de responsabilização

O mercado de crowdfunding tende a fornecer uma avaliação parcial da campanha, focada no potencial da ideia, enquanto que os investidores com maior experiência tendem a analisar outros indicadores, como os ativos e vendas tangíveis. A diferença entre essas duas avaliações pode ser de dezenas de milhões de euros. Por outro lado, e mesmo considerando a modalidade de crowdfunding de capital, existe uma falta de responsabilização no mercado que exiga que os empreendedores actuem segundo as orientação daqueles que investiram o seu dinheiro. Ou seja, os próprios investidores podem não ter a capacidade de influenciar o rumo e as decisões que a empresa toma.

Qual a história do crowdfunding em Portugal?

 

Desde 2011 que o crowdfunding em Portugal é uma realidade. E, apesar de ainda existirem algumas lacunas na legislação em vigor, existe já regulamentação para o território nacional. A lei atual, publicada em Diário da República, distingue o crowdfunding através de capital ou empréstimo do crowdfunding através de donativo ou recompensa; enquanto que a regulação das primeiras duas modalidades é responsabilidade da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a fiscalização da terceira e quarta modalidade é da competência da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Ao longo dos últimos 9 anos, diferentes ideias e projetos foram financiados por milhares de apoiantes e/ou investidores. Desde a acção social, à produção musical ou cinematográfica, passando pela investigação científica, são muitas as histórias de sucesso de crowdfunding em Portugal. Seguidamente, destacamos 5 casos que vale a pena conhecer:

  • Rumo a África com uma Missão

O Grupo de Ação Social em África e Portugal (GAS’África) é constituído por jovens dos 18 aos 35 anos, maioritariamente estudantes universitários, que se disponibilizam como missionários, durante dois meses de verão, para ajudar comunidades locais em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). A missão dos grupos que partem para África visa o desenvolvimento integral das comunidades locais, através de ações de formação e outras atividades que respondam às necessidades identificadas. A sua campanha de crowdfunding, “Rumo a África com uma Missão”, angariou 2260 euros e contou com a contribuição de 56 apoiantes. O valor angariado serviu para financiar as viagens, estadia, alimentação dos missionários e o material escolar imprescindível para as formações realizadas.

  • Sempre em Movimento

A Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento (A2000) assegura a integração social, profissional e comunitária de pessoas desfavorecidas ou em risco de exclusão, contribuindo para o incremento da sua qualidade de vida. A associação dispõe de um Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade, que visa proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus clientes, nomeadamente através da atividade física. Assim, a sua campanha de crowdfunding, “Sempre em Movimento”, angariou 5050 euros e contou com a contribuição de 55 apoiantes. O valor angariado serviu para adquirir material de desporto/ginástica, proporcionando a igualdade de oportunidades e promovendo a interação e inclusão com vista à reabilitação, treino de capacidades, desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis e integração social dos seus destinatários.

  • Por Ela - O Filme

Apesar de não ter atingido o valor inicialmente proposto de 100 mil euros, esta foi talvez a campanha que angariou mais investimento numa plataforma de crowdfunding até hoje em Portugal. Intitulada de “Por Ela - O Filme”, a campanha angariou cerca de 40 mil euros em 45 dias distribuído por 1879 apoiantes, e tinha como objetivo a produção e realização de um filme escrito pelo humorista Nuno Markl. Com um elenco bastante familiar, onde constavam nomes como Ana Bacalhau (vocalista da banda Deolinda) e César Mourão (comediante e apresentador de televisão), o filme prometia comover e fazer rir os mais diversos espetadores.

  • Oitava Geração

Com o objetivo de gravar o seu novo álbum e de criar a oitava geração de fatos e material cénico, a banda Blasted Mechanism lançou a campanha de crowdfunding “Oitava Geração”. A campanha angariou um total de 8172 euros através de 1122 apoiantes. As diferentes recompensas previam desde a entrega do álbum em formato MP3 numa fase de pré-lançamento (aos que apoiaram com 5 euros ou mais), ao acesso gratuíto a todos os concertos da banda (aos que apoiaram com 100 euros ou mais).

  • 3D Antártida

Lançada pelo Grupo Polar da Universidade de Lisboa, a campanha “3D | Antártida - Monitorização 3D de Terrenos com Permafrost da Antártida” arrecadou cerca de 22 mil euros e 302 apoiantes. O seu principal objetivo foi o da compra de um drone (veículo aéreo não tripulado) totalmente especializado para a aplicação nos estudos de cartografia e monitorização dos efeitos das alterações climáticas nas áreas deglaciadas da Península Antártica e do Árctico. Como última finalidade, esta campanha permitiu apoiar a investigação e a formação de estudantes a frequentar ciclos de estudos avançados.

Como elaborar uma estratégia de crowdfunding eficaz?

 

Esta é a questão-chave que qualquer empreendedor deseja responder. A mesma leva-nos para uma outra que é: O que leva os investidores a financiarem a nossa campanha? A chave para o sucesso do crowdfunding é entender o que os investidores pensam sobre a nossa ideia ou projeto. Se soubermos o que as pessoas procuram, a nossa campanha irá certamente agradá-las.

  • Crie um projeto ou produto com valor acrescentado

Com mais de 600 plataformas de crowdfunding a nível mundial, inúmeros projetos surgem diariamente. A competição por financiamento nunca foi tão grande. Para se destacar entre a concorrência, o seu projeto ou produto precisa de acrescentar valor da seguinte forma: a) atender a uma necessidade; b) resolver um problema; e c) criar uma relação de empatia ou conexão emocional.

Para começar, construa a Proposta de Valor (PV) do seu produto. A sua PV é basicamente uma declaração que resume as razões pelas quais alguém deve comprar o seu produto ou apoiar o seu projeto. A mesma deve convencer um investidor de que a sua oferta em particular agregará mais valor do que um produto similar (compare-a com outros produtos já sujeitos a campanhas de crowdfunding, por exemplo). Crie a sua campanha em torno da PV e use-a em qualquer ocasião para descrever o seu produto ou projeto, comunicar-se com os seus apoiantes ou investidores, e demonstrar como o mesmo atende às necessidades das pessoas e resolve os seus problemas. Produtos ou projetos com um cariz social, que almejem um mundo melhor e o bem comum, terão mais probabilidade de serem financiados.

  • Planeie a sua campanha antecipadamente

O financiamento é ganho ou perdido antes do início da campanha. Depois de criar um produto ou projeto com valor acrescentado, é hora de planear e preparar a comunicação e divulgação do mesmo. Esta é sem dúvida a fase mais importante em todo o processo de crowdfunding.

O planeamento de uma campanha é complexo e dificilmente pode ser concluído num mês, muito menos em alguns dias. Dê a si mesmo o tempo suficiente para aperfeiçoá-lo. Para começar, defina qual o seu objetivo final com a campanha. Visualize o resultado perfeito e descubra exatamente o que precisa de fazer para lá chegar. Utilize um cronograma e liste etapas de acção específicas, não metas gerais. 

Uma das etapas de acção específica, que a maioria das campanhas deve prever, é a comunicação à imprensa ou o contacto com pessoas influentes na área. Escrever um comunicado e apresentar a sua campanha leva tempo, sem mencionar quanto tempo leva para jornalistas, bloguers ou youtubers responderem (ou não) e agendarem um encontro ou uma publicação nas suas plataformas. Como a maioria das campanhas de crowdfunding é limitada a um ou dois meses, não espere até que a sua campanha comece para estabelecer este tipo de contactos.

Outra das etapas é a criação de materiais promocionais, como vídeos, fotografias, infográficos, etc. É comum que as ideias de crowdfunding sejam avaliadas tanto pela sua apresentação, como pelo seu conteúdo. Materiais com qualidade abaixo da média poderá deitar tudo a perder, e aqui será necessário investir algum dinheiro para contratar uma equipa profissional (caso não tenha essa competência). Os materiais promocionais devem contar a história do projeto e das pessoas envolvidas. Seja simples, direto, apaixonado e honesto - é isso que caracteriza os empreendedores de sucesso. 

Por último, uma etapa igualmente importante é a criação de uma comunidade em torno da campanha. Desde logo, comece por criar listas de e-mails, uma página exclusiva do projeto e canais nas diferentes redes sociais, mantendo o seu público-alvo constantemente informado e despertando a sua curiosidade até à data de lançamento. Se lançar a sua campanha sem ter um público-alvo previamente trabalhado, dificilmente conseguirá financiamento. 

  • Defina o tipo e a meta de financiamento

Dependendo do seu produto ou ideia, a decisão quanto ao tipo de financiamento irá variar. É importante decidir se irá optar por um financiamento fixo ou flexível. Financiamento fixo significa que só ficará com o dinheiro se alcançar em 100% a sua meta de financiamento. O financiamento flexível significa que ficará com qualquer dinheiro que arrecadar, mesmo que não atinja em 100% a sua meta. Ao decidir entre as duas opções, analise os custos gerais de produção e distribuição. 

Se não conseguir criar e distribuir o seu produto sem levantar uma certa quantia de dinheiro, será melhor optar pelo financiamento fixo. Porém, se puder concluir o seu projeto com apenas metade da quantia, ou se o produto for facilmente escalável, talvez o financiamento flexível seja igualmente viável. O mais importante é que toma uma decisão responsável e que analise todas as etapas do seu plano pós-financiamento para garantir que terá o dinheiro suficiente para trabalhar. 

Se necessário, recorra a um contabilista para garantir que não se esqueceu de nenhuma despesa ou imposto envolvido com a execução da ideia. Nesta etapa será também necessário analisar a legislação em vigor no país que pretende promover a sua campanha. A mesma varia de país para país, com diferentes limites e possibilidades de financiamento, por exemplo. 

  • Escolha uma plataforma

É hora de considerar qual a plataforma que usará para promover a sua campanha e angariar os seus fundos. Como iremos ver mais abaixo, existem inúmeras possibilidades para este propósito, sendo que todas elas oferecem diferentes serviços com base no produto ou projeto em si, na modalidade e tipo de financiamento escolhidos, nas taxas e comissões envolvidas, etc. Esta escolha dependerá muito do seu público-alvo, da proposta de valor e das metas inicialmente estabelecidas. Antes de prosseguir, leia atentamente as condições e termos da plataforma que tenciona escolher e certifique-se que está consciente dos seus direitos e obrigações.

  • Não fique na expectativa aquando o lançamento da campanha

Depois de passar por todas as etapas anteriormente apresentadas, chegou a hora de lançar a sua campanha. O primeiro dia é o mais crítico, e por isso requer mais atividade da sua parte. Incentive os seus amigos e familiares a apoiá-lo. O financiamento pode ter um efeito de bola de neve e potenciar a sua campanha se for bem-sucedida desde o início. Considere organizar um evento de lançamento para que todos possam participar.

Em seguida, e se entrou em contato com a imprensa ou pessoas influente na área, mantenha-se atento às publicações que fazem referência à sua campanha para poder compartilhá-las. Isso aumentará a sua visibilidade perante novos potenciais investidores. Independentemente de como a imprensa apresenta ou discute a sua campanha, mantenha sempre uma mensagem consistente e clara. Nunca se desvie da história do seu projeto e mantenha-se fiel à sua proposta de valor.

Por fim, o crowdfunding atrairá imensos comentários e feedback. Mantenha a sua mente aberta perante eventuais dúvidas ou mesmo críticas, e esteja disposto a conectar-se e a dialogar com as pessoas. Nunca saberá qual o valor futuro que elas poderão trazer ao projeto.

Quais as plataformas de crowdfunding disponíveis?

 

Como referido anteriormente, existem inúmeras plataformas de crowdfunding a nível mundial, sendo que todas elas variam, por exemplo, quanto ao seu propósito, público-alvo, características e serviços oferecidos. Assim, apresentaremos apenas uma lista geral com algumas das principais plataformas portuguesas e estrangeiras de crowdfunding:



Conclusão

Não existe uma fórmula secreta para ser bem sucedido com uma campanha de crowdfunding. Se tiver um produto ou projeto incrível para partilhar com o mundo, o crowdfunding pode não apenas ajudá-lo a torná-lo realidade, mas também transformar a maneira de como o coloca no mercado e interage com seu público. Para potenciar ao máximo a sua campanha, deve preparar-se com antecedência e ter em atenção os diferentes conselhos e sugestões apresentados ao longo deste artigo.

Já fez alguma campanha de crowdfunding para um projeto ou produto no passado? Se sim, que resultados obteve? Será que nos esquecemos de alguma dica fundamental? Deixe-nos saber nos comentários!


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