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Porque é importante uma formação mista de Humanidades e Engenharia?

      
Uma formação mista de Humanidades e Engenharia pode preparar melhor os profissionais para desafios futuros
Uma formação mista de Humanidades e Engenharia pode preparar melhor os profissionais para desafios futuros
  • A universidade deve reinventar-se e estar em diálogo com as empresas e sociedade civil.
  • É importante diversificar programas de ensino e ajudar a desenvolver competências transversais nos alunos.
  • Uma formação mista de Humanidades e Engenharia pode preparar melhor os profissionais para desafios futuros.

“O que faz a universidade para ensinar e transmitir aos estudantes as ferramentas e plataformas para fazer algo novo em virtude de existir uma transformação do mercado laboral, do emprego e das possibilidades e condições da empregabilidade?” A pergunta foi lançada por Henning Jensen Pennington, reitor da Universidade da Costa Rica, no IV Encontro Internacional de Reitores Universia 2018, que decorreu em maio, na Universidade de Salamanca.

Para responder aos novos desafios a “universidade tem que renovar-se e inovar-se a si mesma”, oferecendo aos estudantes formas de se adaptarem aos novos tempos. A valorização de programas de ensino que tanto poderão incluir matérias das engenharias como as humanidades pode ser um caminho.

Melhorar as competências transversais

O reitor Segundo Píriz, da Universidade da Extremadura (España) defende que devem ser melhoradas as competências transversais dos estudantes e que a universidade deve ser capaz de formar cidadãos cultos, livres, críticos e solidários.

“No século XXI ninguém duvida da importância do ensino superior e da necessidade de contribuir para uma economia mais competitiva na era da sociedade do conhecimento incrementando o capital humano e tecnológico no sentido de alcançar uma sociedade mais justa, com mais opções de emprego estável e qualificado, com maior responsabilidade social, mais qualidade democrática, maior consciência ambiental e comportamentos mais saudáveis”.

O reitor considera que que a universidade deve ir além de uma fábrica que instrui pessoas para trabalhar em empresas. “Se fizéssemos apenas isto estaríamos a perder uma parte importante do espírito universitário, da capacidade de análise necessária para o desenvolvimento e progresso da sociedade.”

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A universidade ao longo do tempo

No mesmo encontro, Julio Fernández Techera, reitor da Universidade Católica do Uruguai, traçou um historial da forma como as universidades se têm vindo a posicionar quanto à transmissão de conhecimentos ao longo do tempo. “Os países anglo-saxónicos baseiam a educação universitária numa formação humanista integral e os países latinos são detentores de universidades que têm como objetivo formar profissionais liberais”, afirmou.

O reitor lembrou também que foi necessário esperar “até ao século XX nos EUA para encontrar um vínculo muito mais estreito entre as universidades e o mundo da produção, lamentavelmente arrastado pela guerra e melhoria das armas, em que durante as duas guerras mundiais foram utilizados muitos cientistas”.

Depois desta fase as instituições universitárias aplicaram-se no “tempo da grande indústria a todas as áreas do saber”. Como referiu Julio Fernández Techera “parecia ser um modelo linear e de continuidade até que surgem as tecnologias da informação” e se verifica uma rutura, com muitos milionários e homens de sucesso nas tecnologias a nem sequer concluírem os estudos universidades. “Face a esta nova realidade a universidade surge como uma instituição mais conservadora que tem dificuldades em acompanhar a mudança e inovação”, refere.

Novos paradigmas no ensino universitário

É por este motivo que se torna importante a invenção de novos paradigmas em que “as universidades, os governos, as empresas, a sociedade civil que se nutrem mutuamente” e uma renovação dos currículos, em que uma formação mista em engenharia e humanidades se revela produtiva.

Por um lado com a engenharia os estudantes serão capazes de responder aos novos desafios tecnológicos da sociedade, por outro com as humanidades serão capazes de desenvolver as soft skills tão necessárias num futuro que se adivinha mais robotizado. Os profissionais deverão ter amplamente desenvolvidas capacidades como a empatia ou a criatividade num mundo em que as máquinas passarão a ter inteligência artificial.

“As empresas começam a requisitar quadros diretivos inovadores e as universidades muitos anos orientadas a formar técnicos tradicionais devem incluir o espírito inovador cada vez com mais com força. No século XXI todos necessitamos de criativos e pessoas capazes de lidar com sistemas inovadores e com o risco”, afirmou o reitor Universidade Católica do Uruguai.

Para este responsável não existem dúvidas de que é necessário reformular o ensino nas universidades, sem esquecer um forte conteúdo ético e crítico para entender o impato e consequências das inovações. “O modelo tradicional profissionalizante deve ser superado, a formação não deve estar vocacionada para a hiperespecialização, mas tornar-se mais ampla de modo a que possa ser entendida a realidade social e as oportunidades de inovar e criar valor.”

Os estudantes devem estar focados em problemas reais em que o conhecimento que cria valor é fundamental para satisfazer necessidades sociais.

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