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Notícias

Voluntariado como recurso de mudança Pessoal e Coletiva

      
importância do voluntariado
Se nas próximas férias do Natal, tens vontade de ajudar os outros procura oportunidades para fazer voluntariado  |  Fonte: iStock

Voluntariado e desenvolvimento pessoal

O trabalho voluntário e o crescimento pessoal que este proporciona permite adquirir novas competências pessoais e profissionais, tão exigidas atualmente num mercado de trabalho cada vez mais concorrencial, globalizado e em que a diversidade de experiências são muito valorizadas. 

Existem muitos empregadores que estão interessados em candidatos com experiências de voluntariado e dão prioridade a estes jovens no momento de contratar, considerando que as pessoas que participaram nestes projetos mostram dinamismo, generosidade e boa capacidade de trabalho em equipa. Por isso, fazer voluntariado é também uma forma de ganhar novos conhecimentos, através do contacto com outras pessoas e meios.

Muitos jovens dedicam o tempo de férias em programas que têm diversas missões em nome do bem-estar de pessoas, defesa do meio ambiente ou do desenvolvimento de uma comunidade.

  • No atual contexto da sociedade moderna, o voluntariado assume cada vez mais um papel.

  • O voluntariado é uma experiência que não tem preço, contribui para desenvolver competências como a autoconfiança, responsabilidade e espírito de equipa.

  • O voluntariado é também uma forma de viver novas experiências e pode abrir portas no mercado de trabalho.

Uma descoberta de talentos e interesses

Com o voluntariado é também possível compreender talentos e interesses, é uma forma de dar um passo em frente e crescer, que se mostra valiosa para o futuro. O voluntariado se for internacional pode mesmo permitir aprender uma nova língua. Alargar horizontes é outra das vantagens para quem faz voluntariado, bem como perceber qual o caminho a seguir depois de finalizados os estudos. No terreno, existem situações para resolver, obstáculos para ultrapassar e estratégias para delinear, sendo que os jovens acabam por conviver com diversas técnicas de trabalho e essa experiência valoriza o currículo.

Mas as virtudes do voluntariado não ficam por aqui. Conhecem-se novas pessoas e aumenta-se a rede de contactos, o que pode também ser fundamental para o networking.

Quem é o voluntário?

O voluntário “é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e o seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora", segundo a Legislação Portuguesa, o Artigo 3º da Lei nº 71/98 de 3 de novembro.

Voluntário: direitos e deveres

Os direitos dos voluntários incluem (art.º 7.º, Lei n.º 71/98, 3 de Novembro): desempenhar um papel em consonância com os seus conhecimentos, experiências e motivações; ter acesso a formação; receber apoio durante o desempenho do papel com acompanhamento e avaliação especializada; ter ambiente de trabalho favorável e com condições de higiene e segurança; participar das decisões respeitantes ao seu papel; ser reconhecido pelo trabalho que desenvolve com acreditação e certificação; acordar com a organização promotora um programa de voluntariado, que regule os termos e condições do trabalho que vai realizar. Quanto aos deveres, o voluntário deve: respeitar a vida privada e a dignidade da pessoa, convicções ideológicas, religiosas e culturais; guardar sigilo sobre assuntos confidenciais; usar de bom senso na resolução de assuntos imprevistos, informando os responsáveis; actuar de forma gratuita e empenhada, sem esperar contrapartidas e compensações patrimoniais; contribuir para o desenvolvimento pessoal e integral do destinatário; garantir a regularidade do exercício do trabalho  voluntário.

Voluntariado em Portugal

Portugal tem vindo a reconhecer cada vez mais a reconhecer a importância do voluntariado, o que é visível através do crescimento do número de instituições a investir na valorização dos voluntários, no entanto o país mantém-se com uma das taxas mais baixas da Europa no que respeita à quantidade de pessoas que estão disponíveis para fazer voluntariado.

De acordo com o European Value Survey (EVS, 2008) a taxa de voluntariado em Portugal situava-se nesse mesmo ano nos 14%, embora o estudo reconheça que existe uma consciência face a esta temática. Entre 2010 e 2014 Portugal não participou nos estudos da EVS, o que impede a conclusão dos resultados relativamente ao decréscimo ou acréscimo do voluntariado no país.

Voluntariado e valorização profissional

Acredite ou não, as empresas valorizam muito o trabalho voluntário dos candidatos. Quando temos 400 candidaturas a uma vaga, muitas vezes apenas 50% cumprem com todos os requisitos exigidos. Depois desta primeira triagem os técnicos de recrutamento começam a comparar experiências, sejam elas profissionais, curriculares ou pessoais, como por exemplo experiências em Erasmus ou programas idênticos, voluntariado, movimentos associativos, etc.

As nossas experiências moldam a nossa personalidade, as nossas competências e a nossa visão sobre o mundo e a vida. A prática de voluntariado promove a nossa formação pessoal, ao mesmo tempo que nos dá bagagem para enfrentarmos os desafios do dia a dia e as exigências do mercado de trabalho e, acima de tudo, também faz parte da responsabilidade social de cada um de nós.

Quem dedica parte do seu tempo ao voluntariado, desenvolve competências muito procuradas pelas empresas como, por exemplo, responsabilidade, liderança, boa comunicação e capacidade de trabalhar em equipa. Ao dedicar-se a causas sociais, através do voluntariado social está ainda a apurar a sua sensibilidade, humanidade e proatividade – características essenciais para lidar com os problemas do dia a dia de uma empresa.

De que forma o voluntariado social me vai destacar num processo de recrutamento?

Perante dois candidatos com um perfil profissional muito idêntico, o facto de se dedicar ao voluntariado vai funcionar como forma de desempate. Regra geral, estas pessoas são mais organizadas, pois têm que saber equilibrar muitos bem as várias vertentes da sua vida pessoal e profissional para conseguirem cumprir com tudo aquilo com que se comprometem.

Conquistar aptidões e conhecimentos técnicos

Durante o trabalho voluntário, aprenderá a lidar com diferentes ferramentas e metodologias de trabalho. Mas acima de tudo aprenderá a trabalhar com um sorriso e crescerá como pessoa e como profissional. Por outro lado, também terá uma ótima oportunidade de criar futuros contatos profissionais, sem mencionar os muitos amigos que levará desta experiência. Também ganhará capacidades de resolução de conflitos e organização, a colaborar em equipa e, finalmente, dependendo do trabalho voluntário que escolher, aprenderá coisas únicas e irrepetíveis.

Experiência em outras áreas diferentes ao seu ambiente

Sair da zona de conforto prova não ter medo de enfrentar novos desafios e também de gerir melhor as situações de risco. Além disso, uma experiência em voluntariado fará com que conheça novas realidades muito diferentes das suas e lhe proporcionará a capacidade de reflexão, análise e decisão, valores muito importantes para o desenvolvimento da sua vida profissional.

Ser uma pessoa comunicativa, sensível e social

Um profissional formado com uma atitude colaborativa é fundamental para qualquer empresa, mas, além disso, para alcançar o sucesso na carreira profissional é essencial ter habilidades sociais, sim, saber apresentar as suas idéias, transmiti-las à sua equipa ou clientes, e o que é mais importante, ter um certo poder de convicção. Por outro lado, com a experiência de voluntariado no seu currículo, mostrará que é uma pessoa sensível e que se preocupa com causas sociais e/ou ambientais.

Adquirir responsabilidades e aprender a gerir situações

Aprender a gerir o tempo e as atividades que quer realizar é essencial para ser um profissional de sucesso. O voluntariado o ensinará a adquirir maior responsabilidade e profissionalismo em tudo o que se envolver. Terá mais recursos para enfrentar qualquer conflito de trabalho e poderá mediar melhor com qualquer situação.

De que forma os desempregados também beneficiam ao dedicarem-se ao voluntariado?

Quando se está à espera pela primeira oportunidade de emprego, ou se teve a infelicidade de cair numa situação de desemprego, ficar parado à espera que uma oferta de emprego lhe bata à porta, não é a melhor atitude. Aposte na aquisição de novas competências, e o trabalho voluntário, além de ser uma ocupação para esse período, pode ajudá-lo na conquista de um emprego, por exemplo, através do networking que vai fazendo, ainda que muitas vezes de uma forma inconsciente.

Como posso introduzir no meu currículo o meu contributo na área do voluntariado social?

Se ainda não tem qualquer experiência profissional de relevo, como por exemplo um estágio, pode colocar os trabalhos de voluntariado, assim como eventuais projetos da faculdade e restantes atividades relacionadas com a profissão que deseja seguir.

Se já teve outras experiências profissionais, pode inserir o voluntariado no tópico “outras informações” – como dado complementar.

Não se esqueça de identificar a instituição que ajuda, colocando o nome da instituição, período de participação e principais funções e competências desenvolvidas.

Perfil profissional de um voluntário

Para o departamento de RH de uma empresa, organizar uma entrevista com um candidato que tenha sido voluntário oferece-lhe, quase automaticamente, informações e traços importantes, tanto pessoais como profissionais do candidato.

  • É uma pessoa com uma forte visão solidária e comprometida pelas causas às quais se une.

  • É um candidato maduro, com experiência organizacional, habilidades sociais e participativas no trabalho em equipa e comunicação.

  • Pessoa com versatilidade suficiente para encarar mudanças ou situações complicadas.

Prémio Voluntariado Universitário – Banco Santander Totta 

O Prémio de Voluntariado Universitário visa incentivar a cidadania ativa dos jovens do Ensino Superior, ao distinguir e apoiar o desenvolvimento dos melhores projetos de voluntariado universitário a nível local.

Na edição deste ano, como parte da estratégia de reforço do papel do Banco Santander na projeção das instituições do ensino superior enquanto atores de solidariedade social, foi criado um galardão de honra “IES + Voluntária” que será atribuído pela primeira vez à universidade com o maior número de candidaturas ao prémio.

À 3.ª edição dos Prémios de Voluntariado Universitário candidataram-se 57 projetos, um número recorde de participação, sendo que mais de metade dos projetos de voluntariado participantes se dedicam ao combate à pobreza e exclusão social.

Para além da distinção pública dos 10 melhores projetos, os três grandes vencedores recebem 3000 euros para despesas de implementação, mentoria estratégica durante um ano de um diretor sénior do Santander e apoio à comunicação. Adicionalmente será também atribuído um prémio de 1000 euros para o projeto que submeter o melhor vídeo de candidatura.

Os projetos candidatos serão avaliados com base nos seguintes critérios:

  1. Alcance da intervenção – profundidade da intervenção e contributo para a resolução das problemáticas identificadas;

  2. Contributo do projeto para reforçar o envolvimento com a comunidade – contributo do projeto apresentado para a abertura da IES à comunidade envolvente;

  3. Originalidade e inovação – valor acrescentado do projeto face ao histórico ou abordagem à problemática ou práticas comuns;

  4. Viabilidade do projeto e potencial de aplicação do prémio – potencial de aplicação do prémios e exequibilidade dos objetivos propostos;

  5. Vídeo de apresentação do projeto – capacidade de comunicação do projeto, apresentação do seu propósito e objetivos pretendidos.

Já com um longo caminho no Ensino Superior, o Santander Universidades alia-se aos compromissos sociais e ações de cidadania ativa dos jovens universitários, contribuindo para o estímulo dos projetos de voluntariado nas universidades.


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