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As principais saídas profissionais na área das Ciências Políticas

      
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A Ciência Política é um curso já bem estabelecido e reputado no ensino superior público e privado.  |  Fonte: iStock

Enquanto campo multidisciplinar, as Ciências Políticas apoiam-se em diversas áreas do conhecimento, como a Economia, o Direito, a Sociologia, a Filosofia, as Relações Internacionais, entre outras.

As Ciências Políticas são de extrema importância para o avanço do estudo dos mecanismos de poder. A atuação de políticos, de juristas e de economistas, ou das pessoas ligadas ao grande mercado financeiro, está diretamente associada ao poder. Entender o poder é necessário para melhorar as instituições políticas e para que se evitem abusos. Em Portugal, há pelo menos 10 universidades que oferecem cursos de licenciatura na área das Ciências Políticas. A maioria requer, como prova de ingresso, o Português ou a História. Contudo, também é possível candidatar-se com outras provas, como a Filosofia ou a Economia. Já para as pós-graduações e/ou mestrados, apesar das universidades darem preferência a licenciados em Ciências Políticas ou áreas afins, é também comum aceitarem candidatos com experiência profissional relevante. 

O que esperar de uma formação de base em Ciências Políticas?

O/a estudante que opte por uma formação base em Ciências Políticas deverá esperar adquirir conhecimentos sobre os diversos fenómenos políticos, incluindo porque é que algumas pessoas votam e outras se abstêm, o que explica a mudança de regimes políticos, ou como se avalia uma política pública. Igualmente, deverá também esperar desenvolver capacidades de comunicação oral e escrita, incluindo a construção e fundamentação de um argumento de natureza política, baseado em conhecimentos e técnicas avançadas de análise de dados. Isto é, uma formação sólida teórica (e.g. teorias políticas, sistemas políticos comparados, partidos políticos, sistemas e comportamentos eleitorais, estado e administração pública, etc), metodológica (e.g. métodos e técnicas de investigação, estatística e análise de dados), e integrada (e.g. História das Ideias Políticas, Direito Internacional e Constitucional, Economia Política e Internacional).

Assim, os futuros profissionais nesta área deverão ser proficientes na utilização de conceitos, ferramentas, e metodologias necessárias para o pleno desenvolto do exercício profissional nas diferentes vertentes da política. De entre o leque de competências desejadas, destacam-se a capacidade de:

  • Compreender a natureza, a história e a evolução das Ciências Políticas nas sociedades, tendo em conta a sua ligação com as mudanças globais decorrentes da atividade humana;

  • Compreender as estruturas, contextos e ideias instrumentais na área das Ciências Políticas;

  • Desenvolver argumentos de natureza política, relevantes e fundamentados, exercendo um julgamento crítico sobre as suas implicações económicas, sociais e éticas;

  • Identificar, recolher, avaliar e operacionalizar informação relevante com origem em fontes primárias e secundárias, procedendo à sua aplicação na solução de problemas de natureza política, com recurso a métodos de análise quantitativa e qualitativa.

Quais as principais saídas profissionais na área das Ciências Políticas?

Dependendo do percurso académico, do curso e/ou instituição que decidir frequentar para obter a sua formação, poderá ficar mais ou menos especializado num determinado domínio das Ciências Políticas. Sendo certo que a carreira diplomática é uma área particularmente elitista, que não estará ao alcance de qualquer candidato, não deixa de haver boas oportunidades de emprego em outras áreas, nomeadamente: ao nível da carreira política enquanto candidato de um partido para a autarquia, Assembleia da República, ou mesmo Comissão Europeia; ao nível da assessoria política prestada a um candidato, deputado ou ministro; ao nível do jornalismo político num órgão de comunicação social; ao nível da análise e consultadoria política para empresas e organizações de diferentes setores; ao nível das relações internacionais em empresas, instituições públicas e/ou organizações não-governamentais ligadas à cooperação internacional; entre outros. De entre a panóplia de saídas profissionais possíveis, iremos seguidamente descrever aquelas que consideramos mais comuns.

  • Candidato Político

A saída profissional mais óbvia para um recém-licenciado em Ciências Políticas será prosseguir carreira enquanto candidato político, por exemplo, como membro de um partido, deputado da assembleia, europeu, entre outros. Os deputados da assembleia representam os eleitores da sua comunidade local nos assuntos nacionais e devem primeiro fazer campanha para serem eleitos, como membro de um partido político. Para ter sucesso nessa função, os mesmos deverão ter um bom conhecimento dos problemas que afetam tanto a sua área local, quanto a nação como um todo. Devem também ser profissionais motivados, determinados, e oradores confiantes e persuasivos.

  • Assessor Político

Por norma, um assessor político presta assistência a um candidato político, deputado e/ou ministro nas mais diversas matérias - desde a parte jurídica às questões relacionadas com a comunicação com o exterior (e.g. imprensa, organizações, empresas, sindicatos). Dada à incapacidade de um político responder a toda a demanda que se espera dele, a assessoria política é fundamental para o desempenho da sua função legislativa. Um assessor político precisa de ter um conhecimento sólido sobre os vários aspetos da vida política, desde a legislação eleitoral ao conhecimento da língua portuguesa, para que saiba redigir textos sobre os mais variados temas, ou mesmo orientar o político diante das câmeras, auxiliá-lo nas articulações políticas com outros partidos e/ou organizações, aconselhá-lo nas suas decisões, entre outros. 

  • Diplomata

Um diplomata é um funcionário do Estado que desempenha funções de representação. Esta é uma carreira política ideal para quem se interessa por assuntos estrangeiros, cultura, ou relações internacionais. Enquanto diplomata, os profissionais em Ciências Políticas representam os interesses da sua nação e dos seus cidadãos, podendo trabalhar ao nível das embaixadas e dos consultados. Eventualmente, podem também fornecer conselhos e apoio aos ministros que desenvolvem política externa. Para ter sucesso nessa função, o recém-licenciado terá de ser um bom comunicador e capaz de se relacionar com pessoas de todas as sociedades e culturas. A competição por este tipo de cargos é afincada e a entrada geralmente envolve uma série de avaliações. Não é necessário ser fluente numa língua estrangeira para enveredar neste ramo profissional, mas será definitivamente uma vantagem. 

  • Jornalista Político

Se tiver um grande interesse em assuntos políticos nacionais e internacionais, e se deseja envolver-se na criação e comunicação de notícias e análises detalhadas sobre a atualidade política, o jornalismo político poderá ser a saída profissional mais indicada. Ser jornalista político presume analisar e comentar controvérsias, campanhas e debates políticos, oferecendo informações sobre possíveis resultados e tendências. Poderá trabalhar diretamente para um órgão de comunicação social (TV, rádio, jornal), e ser uma referência no campo. Para alcançar esse sucesso, deverá ter uma mente investigativa, ser determinado, apresentar excelentes competências ao nível da comunicação escrita e oral, sendo capaz de produzir conteúdo factualmente preciso. Para se tornar um jornalista político, é crucial ter experiência relevante, por exemplo, no escritório de um jornal local ou nacional, e fazer muito networking. Considere igualmente obter uma pós-graduação em Ciências da Comunicação ou áreas afins.

  • Analista Político

Sabendo que os licenciados em Ciências Políticas estudaram o processo de criação e avaliação de políticas públicas, a carreira de analista é uma hipótese provável enquanto especialista na área. Os analistas de políticas devem apresentar um nível satisfatório de competências de pensamento crítico, capaz de os apoiar na criação de opiniões fundamentadas sobre a natureza e o impacto das propostas de políticas públicas. Os mesmos são responsáveis por elaborar uma tese sólida e construir um argumento persuasivo a favor ou contra a adoção de uma determinada iniciativa política. Além disso, os analistas usam a sua compreensão para obter o apoio e financiamento de indivíduos, empresas e/ou organizações que possam ajudar no avanço e desenvolvimento de iniciativas políticas.

  • Consultor Político

De forma similar aos analistas, os consultores políticos usam o conhecimento do processo político, adquirido ao longo da sua formação em Ciências Políticas, para elaborar estratégias que apoiem os candidatos a influenciar os seus eleitores e a obter financiamento das suas campanhas. O consultores políticos ajudam os candidatos a construir a sua marca e reputação perante o público local, nacional e/ou internacional. Eles tentam influenciar a cobertura mediática dos candidatos, promovendo histórias favoráveis e opiniões positivas sobre o desempenho dos mesmos. Os consultores políticos podem também trabalhar para grupos de interesse público e ajudá-los a formular estratégias para promover as suas causas. Este é um cargo que abrange uma grande variedade de funções, dependendo das habilidades e áreas de especialização do consultor. 

  • Relações Internacionais

A formação adquirida em Ciências Políticas pode igualmente ser relevante na área das Relações Internacionais. Existem diversas funções que um recém-licenciado pode assumir neste âmbito. Uma delas é em agências governamentais, sendo responsável por planear ações de natureza política, social, cultural, ou mesmo de comércio entre empresas e governos de diferentes países. Outro âmbito no qual este profissional pode desempenhar a sua atividade é enquanto analista internacional, ficando responsável pela recolha de dados e elaboração de relatórios sobre a situação de determinado país, apoiando a estratégia de cooperação internacional dos órgãos governamentais, empresas e/ou organizações não-governamentais que representa. 

  • Direitos Humanos

Outras saídas profissionais para os recém-licenciados em Ciências Políticas podem ser na área dos Direitos Humanos. Nomeadamente, ao nível do governo central e local, das organizações governamentais e não-governamentais mundiais, das instituições de caridade, entre outros. Os mesmos podem trabalhar na criação e no desenvolvimento de campanhas sociais, ajudando a aumentar a consciencialização sobre questões e abusos dos direitos humanos, ou mesmo ao nível da gestão de projetos criados para melhorar as condições de diferentes grupos e minorias étnicas. Outros trabalhos podem ainda incluir o desenvolvimento de políticas públicas para a proteção dos direitos humanos, de ações de solidariedade social, entre outros.


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