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Guia das Saídas Profissionais na Área das Humanidades

      
Existem diversos tipos de carreira que poderás seguir com estes cursos.
Existem diversos tipos de carreira que poderás seguir com estes cursos.  |  Fonte: iStock

Esta será a principal fonte de empregabilidade, seja a que área pertenças. Por outro lado, os cursos ligados às Línguas e Humanidades, acabam muitas vezes por dotar o aluno de soft skills, como é o caso da capacidade de comunicar, de ter pensamento crítico ou possuir criatividade na resolução de problemas. Este tipo de competências são cada vez mais requisitadas nos trabalhos do futuro, existindo sempre a possibilidade de adquirires conhecimentos técnicos de maneiras menos informais.

Comunicação Social / Jornalismo / Redação e Revisão de Textos

Estas são profissões ligadas aos media e com um grande valor para a sociedade. Um aluno que siga qualquer uma destas profissões poderá sempre trabalhar como freelancer e ter a capacidade de exprimir diversas fontes de informação. De alguma forma estas também são áreas onde se pode usar alguma criatividade. Muitas empresas e instituições públicas necessitam hoje em dia de programas ligados à comunicação para que se façam notar em sociedade.

Educação / Formação de Professores

Na maior parte das áreas ligadas às humanidades existe a possibilidade de se enveredar para a pedagogia e sistemas educativos. Os cursos humanísticos possuem uma determinada tradição em formar educadores, devido à própria natureza dos métodos científicos usados para esta parte do conhecimento.

Ciências Jurídicas / Relações Internacionais

São da maior importância os cursos humanísticos que levem à aprendizagem do Direito e das Relações Internacionais. Será a formação jurídica o princípio do entendimento da convivência em sociedade e das suas regras. Ao mesmo tempo, as Relações Internacionais permitem que o conhecimento intercultural melhore as relações entre os diversos pontos do globo.

Psicologia

A Psicologia é das ciências sociais aquela que está mais próxima de produzir mudanças individuais e organizacionais para o bem comum. Os seus métodos aproximam-se muito do conhecimento técnico de algumas disciplinas ligadas às áreas das ciências, constituindo um importante ponto de apoio a áreas como a medicina (a título de exemplo).

Marketing / Relações Públicas

Os cursos Humanísticos também permitem um lado de conhecimento dos mercados e gestão de empresas. Para qualquer negócio é importante o Marketing ou as Relações públicas. Estes campos do conhecimento irão permitir o desenvolvimento de qualquer empreendedor.

História / Geografia / Antropologia / Sociologia

Por norma, o estudo de uma destas disciplinas irá conferir visões importantes acerca dos tempos, do mundo, das pessoas e sociedades. Estes cursos irão fornecer ferramentas importantes para o desenvolvimento de noções que serão muito importantes em diversos ramos profissionais. Estes são alunos especialmente dotado de soft skills que muitas empresas estão neste momento à procura.

Turismo

Este é capaz de ser um dos ramos ligados aos estudos humanísticos que mais emprego gera em Portugal. Como sabe, somos cada vez mais um destino turístico e o país sofreu nos últimos anos um grande crescimento nas indústrias ligadas à restauração, animação, hotelaria e outros empreendimentos turísticos.

Estudos Culturais e Linguísticos

Para os alunos que sonham em conhecer outras culturas, aprender línguas novas e viajar – as áreas dos estudos culturais e línguas serão de uma enorme vantagem estudar. Destacamos, a titulo de exemplo, o ensino da língua e cultura chinesa (que neste momento é uma formação muito procurada pela importância que a China está a ganhar em termos mundiais).

Formação mista entre Engenharias e Universidades

“O que faz a universidade para ensinar e transmitir aos estudantes as ferramentas e plataformas para fazer algo novo em virtude de existir uma transformação do mercado laboral, do emprego e das possibilidades e condições da empregabilidade?” A pergunta foi lançada por Henning Jensen Pennington, reitor da Universidade da Costa Rica, no IV Encontro Internacional de Reitores Universia 2018, que decorreu em maio, na Universidade de Salamanca.

Para responder aos novos desafios a “universidade tem que renovar-se e inovar-se a si mesma”, oferecendo aos estudantes formas de se adaptarem aos novos tempos. A valorização de programas de ensino que tanto poderão incluir matérias das engenharias como as humanidades pode ser um caminho.

Melhorar as competências transversais

O reitor Segundo Píriz, da Universidade da Extremadura (España) defende que devem ser melhoradas as competências transversais dos estudantes e que a universidade deve ser capaz de formar cidadãos cultos, livres, críticos e solidários.

“No século XXI ninguém duvida da importância do ensino superior e da necessidade de contribuir para uma economia mais competitiva na era da sociedade do conhecimento incrementando o capital humano e tecnológico no sentido de alcançar uma sociedade mais justa, com mais opções de emprego estável e qualificado, com maior responsabilidade social, mais qualidade democrática, maior consciência ambiental e comportamentos mais saudáveis”.

O reitor considera que que a universidade deve ir além de uma fábrica que instrui pessoas para trabalhar em empresas. “Se fizéssemos apenas isto estaríamos a perder uma parte importante do espírito universitário, da capacidade de análise necessária para o desenvolvimento e progresso da sociedade.”

A universidade ao longo do tempo

No mesmo encontro, Julio Fernández Techera, reitor da Universidade Católica do Uruguai, traçou um historial da forma como as universidades se têm vindo a posicionar quanto à transmissão de conhecimentos ao longo do tempo. “Os países anglo-saxónicos baseiam a educação universitária numa formação humanista integral e os países latinos são detentores de universidades que têm como objetivo formar profissionais liberais”, afirmou.

O reitor lembrou também que foi necessário esperar “até ao século XX nos EUA para encontrar um vínculo muito mais estreito entre as universidades e o mundo da produção, lamentavelmente arrastado pela guerra e melhoria das armas, em que durante as duas guerras mundiais foram utilizados muitos cientistas”.

Depois desta fase as instituições universitárias aplicaram-se no “tempo da grande indústria a todas as áreas do saber”. Como referiu Julio Fernández Techera “parecia ser um modelo linear e de continuidade até que surgem as tecnologias da informação” e se verifica uma rutura, com muitos milionários e homens de sucesso nas tecnologias a nem sequer concluírem os estudos universidades. “Face a esta nova realidade a universidade surge como uma instituição mais conservadora que tem dificuldades em acompanhar a mudança e inovação”, refere.

Novos paradigmas no ensino universitário

É por este motivo que se torna importante a invenção de novos paradigmas em que “as universidades, os governos, as empresas, a sociedade civil que se nutrem mutuamente” e uma renovação dos currículos, em que uma formação mista em engenharia e humanidades se revela produtiva.

Por um lado com a engenharia os estudantes serão capazes de responder aos novos desafios tecnológicos da sociedade, por outro com as humanidades serão capazes de desenvolver as soft skills tão necessárias num futuro que se adivinha mais robotizado. Os profissionais deverão ter amplamente desenvolvidas capacidades como a empatia ou a criatividade num mundo em que as máquinas passarão a ter inteligência artificial.

“As empresas começam a requisitar quadros diretivos inovadores e as universidades muitos anos orientadas a formar técnicos tradicionais devem incluir o espírito inovador cada vez com mais com força. No século XXI todos necessitamos de criativos e pessoas capazes de lidar com sistemas inovadores e com o risco”, afirmou o reitor Universidade Católica do Uruguai.

Para este responsável não existem dúvidas de que é necessário reformular o ensino nas universidades, sem esquecer um forte conteúdo ético e crítico para entender o impacto e consequências das inovações. “O modelo tradicional profissionalizante deve ser superado, a formação não deve estar vocacionada para a hiperespecialização, mas tornar-se mais ampla de modo a que possa ser entendida a realidade social e as oportunidades de inovar e criar valor.”

Os estudantes devem estar focados em problemas reais em que o conhecimento que cria valor é fundamental para satisfazer necessidades sociais.

A Importância do estudo da Linguística

A área da linguística tem mais saídas profissionais do que possas imaginar, da investigação de línguas antigas até à colaboração com equipas que tratam patologias relacionadas com fala

  • A linguística estuda e analisa a língua em todos os seus aspetos como a ortografia, sintaxe, fonética, entre outras.

  • A escrita de livros, textos e publicações de todos os tipos é outro exemplo das saídas profissionais dos estudos de linguística.

  • Ao nível da Ciência Cognitiva podem contribuir para a investigação das relações entre a mente a linguagem.

Se gostas de humanidades e ciências sociais, podes orientar a tua formação para os estudos de linguística. A verdade é que as oportunidades de trabalho desta carreira são mais amplas do que imaginas.

O que estuda a linguística?

A linguística tem como objetivo o estudo e análise da língua em todos os seus aspetos: ortografia, sintaxe, análise gramatical, fonética, semiologia, sociolinguística ou filosofia da linguagem. A área da linguística inclui também o uso da língua, o estudo e interpretação dos textos antigos e a sua relação com as culturas correspondentes.

Esta campo de estudos implica a análise das manifestações linguísticas dos seres humanos, centrando-se na estrutura e evolução histórica das línguas naturais, pelo que também exige o conhecimento de história e geografia.

Quais as saídas profissionais da linguística?

Esta formação permite orientar a tua carreira profissional para o campo da docência, ensinando idiomas, mas também planeando planos ou programas de estudo, adaptando materiais de ensino às necessidades de diferentes tipos de alunos ou até mesmo avaliando os materiais usados no sistema educacional. Para além desta saída profissional, alguns licenciados em linguística, prosseguem os estudos na universidade e acabam por se dedicar à investigação.

Quem ambiciona uma carreira como escritor ou jornalista também pode escolher esta área, na medida em que esta é uma base teórica adequada para a criação literária ou para trabalhar de forma precisa com as palavras. A escrita de livros, textos e publicações de todos os tipos é um exemplo claro, assim como serviços de assessoria para outros profissionais, dentre os quais se destacam as tarefas de revisão ou correção de diferentes tipos de discursos.

Os licenciados em linguística podem trabalhar na área da consultoria linguística junto de instituições nacionais ou internacionais, bem como de empresas, em que o contacto com o público exige que se comunique de forma rigorosa e correta.

Defender o património linguístico Português

Os profissionais desta área são essenciais para o estudo do património linguístico Português, contribuindo para a análise especializada, recolha, tratamento, conservação e divulgação do repositório oral e escrito da cultura portuguesa.

Uma outra área onde podem intervir é o Direito, desenvolvendo formações no âmbito da Linguística Forense que possam funcionar em tribunal.

Ao nível da Ciência Cognitiva podem contribuir as relações entre a mente a linguagem e na saúde colaborar com equipas de investigação que se dediquem ao diagnóstico de patologias da linguagem e respetiva terapia.

No que respeita à Tecnologia, podem também fornecer instrumentos para o reconhecimento e a síntese da fala, léxicos e gramáticas computacionais bem como outras aplicações informáticas.

Agora que já aprendeste sobre todas as saídas profissionais dos estudos de linguística e se estás mais vocacionado para as humanidades e ciências sociais ponderas escolher esta área de estudos?

Transformação Digital e o Papel das Humanidades

A transformação digital coloca vários desafios à economia e à sociedade em geral. Até que ponto as Novas Tecnologias desumanizam? Para combater este efeito os especialistas falam na necessidade de humanizar o trabalho. A transformação tecnológica e digital é um desafio, mas também uma oportunidade para o progresso social, com consequências ao nível do mercado de trabalho. Atualmente os especialistas alertam que a ideia de que a tecnologia iria levar à perda de empregos não é uma verdade universal e que pelo contrário em muitos lugares do mundo está a acontecer precisamente o contrário. Mas é importante que sejam desenvolvidas habilidades complementares à mudança tecnológica como a aprendizagem de idiomas, habilidades sociais e de gestão. Estas capacidades humanas dificilmente serão imitadas pelas máquinas e por isso a inteligência emocional, bem como as chamadas soft skills serão muito necessárias no mercado de trabalho do futuro.

Sucesso da transformação digital depende do humano

O desenvolvimento da especialização tecnológica será menos efetivo se nos esquecermos que para o sucesso da transformação digital é fundamental ter em atenção o ser humano. No âmbito escolar, os professores por mais especializados que sejam devem recuperar o prazer da pedagogia, sem estarem apenas centrados nos conhecimentos técnicos.

Um outro aspeto para além da formação mista em tecnologia e humanidades, é a importância de dar os estudantes não apenas uma formação teórica, mas também prática à semelhança do sistema anglo-saxónico.

Homo tecnológico e Shakespeare

“O homo tecnológico vai mudar com a tecnologia, mas o ser humano vai continuar a ser Shakespeare”, afirmou o ex-presidente espanhol Felipe Gonzáles, durante uma intervenção num evento sobre o Futuro Digital, organizado pelo jornal El Pais, em 2017, acrescentando a este propósito que um dia conheceu um assessor de programadores informáticos que cobrava um valor altíssimo (2.000 dólares à hora) e que tinha como formação principal a literatura.

Este exemplo é importante para que os jovens estudantes comecem a abrir horizontes e a valorizar-se de forma diferente ao nível da formação para atingir um maior sucesso no mercado de trabalho do futuro em que os soft skills, como a capacidade de comunicar com os outros, serão cada vez mais valorizadas. A transversalidade dos estudos torna-se cada vez mais importante.

O reitor Segundo Píriz, da Universidade da Extremadura (España), chamou a atenção no IV Encontro Internacional de Reitores Universia 2018 para a necessidade de as competências transversais dos estudantes serem melhoradas de modo a formar cidadãos cultos, livres, críticos e solidários.

“No século XXI ninguém duvida da importância do ensino superior e da necessidade de contribuir para uma economia mais competitiva na era da sociedade do conhecimento incrementando o capital humano e tecnológico no sentido de alcançar uma sociedade mais justa, com mais opções de emprego estável e qualificado, com maior responsabilidade social, mais qualidade democrática, maior consciência ambiental e comportamentos mais saudáveis”, afirmou.


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