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Saiba quais os prós e contras de trabalhar na função pública

      
Um trabalhador do Estado conta com acesso a concursos públicos internos.
Um trabalhador do Estado conta com acesso a concursos públicos internos.  |  Fonte: iStock

Contudo, não desanime: porque tanto na entrada para o Lux como no procedimento concursal da administração pública, o segredo para conseguir entrar reside em 3 fatores: adequação, timing, e persistência. E também na sorte para que ocorra a conjugação certa destes 3 aspetos, claro está, não obstante o elemento sorte ser algo que - apesar de poder ser potencializado - não poder ser totalmente controlado. O certo é que uma vez ultrapassada a barreira inicial, tudo se torna mais fácil. 

 

Porém, as semelhanças equiparáveis desta improvável analogia entre a entrada para a administração pública e a entrada para o Lux findam-se por aqui. Se o insucesso na entrada da mais popular discoteca lisboeta repousa na mística imperturbável da equipa de seguranças, no caso dos trabalhadores do Estado o segredo já não se aflora tão enigmático, visto que os resultados dos concursos são públicos. Confira abaixo as principais vantagens e desvantagens de trabalhar para o Estado: 

Prós e contras de trabalhar na função pública - Vantagens

  • Ser beneficiário da ADSE

Ser funcionário público é indissociável de uma das vantagens que faz o setor público tão cobiçado: ter um subsistema de saúde gratuito para o próprio e respetivo agregado familiar. Aqui importa destacar que os descendentes do beneficiário podem continuar a usufruir da ADSE mesmo depois de atingida a maioridade e até aos 26 anos, desde que frequentem um curso de nível de ensino médio ou superior. Ser beneficiário da ADSE permite usufruir de um seguro de saúde que comparticipa 80% da despesa a suportar, dentro e fora da Rede ADSE, sendo que os valores não poderão exceder o montante máximo expresso na tabela correspondente a cada modalidade. 

 

  • Salário mínimo superior em ~5%

Para os profissionais que auferem o ordenado mínimo, ser trabalhador do Estado também é compensador. Enquanto que no privado o salário mínimo (valor bruto) corresponde a 600,00€ mensais, neste momento no setor público o valor encontra-se fixado em 635,07€.

 

  • Carga horária


Outro elemento muito apelativo no desempenho de funções para a Administração Pública  é sem dúvida a carga horária semanal. No setor público, está previsto na lei que o horário base não deverá exceder as 35 horas semanais - por oposição às 40 horas relativas ao setor privado. Claro está, este é o horário base, que não contempla as eventuais horas extraordinárias.

  
  • Regime de acesso à reforma antecipada

Trabalhar para o Estado permite ainda aos trabalhadores do estado aposentarem-se antecipadamente a partir dos 55 anos e com 30 anos de descontos. Já no privado a mesma situação apenas se verifica a partir dos 60 anos e com 40 anos de descontos.

 

Prós e contras de trabalhar na função pública - Desvantagens

  • Remuneração de horas extraordinárias

Se a carga horária semanal é menor, por outro lado as horas extraordinárias não são tão bem pagas como no setor privado. Os trabalhadores empregados no privado recebem mais 25% pela primeira hora extra e 37,5% a partir da segunda hora. 

Já os valores para os funcionários do setor público caem para metade nas mesmas circunstâncias, traduzindo-se num acréscimo de 12,5% na primeira hora extra e 18,75% a partir da segunda hora.

 

  • Horário fixo

É do senso-comum que numa grande percentagem do setor privado o horário também não permite muito espaço para uma dinâmica flexível da jornada de trabalho. Porém, será certamente mais fácil conseguir negociar com o seu chefe um dia/semana, ou mesmo o pleno desempenho de um cargo em full-time trabalhando a partir de casa  no caso de estar empregado no setor privado.

 

  • Progressão de carreira 

É comum ouvir-se dizer que a evolução de carreira no público faz-se por antiguidade e não por mérito - por contraste ao modelo de subida de cargo e correspondente aumento salarial no setor privado. Se por um lado este comentário não deixa de ser verdade, por outro lado esta situação reflete aquilo que se costuma chamar de uma pescadinha de rabo na boca.

Ao contrário do setor privado, no público, quer seja um talento inato ou simplesmente aceitável na execução das tarefas que lhe competem, o mais certo é subir de escalão salarial apenas dentro do espaço de tempo previsto para que tal aconteça, e mediante um desempenho responsável. Contudo, é preciso não esquecer que existe muito mérito nas qualidades da diligência, dedicação, e responsabilidade.


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