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Mafalda Veiga em entrevista ao Universia Portugal

      
Mafalda Veiga
Mafalda Veiga

Mafalda Veiga sobe ao palco amanhã e sexta feira com dois concertos que se prevêem muito intimistas e aos quais os fãs Universia vão poder assistir. O Universia Portugal foi tentar desvendar um pouco o véu sobre aquilo que podem esperar destes dois grandes espetáculos que prometem perpetuar na memória da cantautora portuguesa e dos nossos fãs:

A Mafalda inicia 2014 com 2 grandes concertos, dias 9 e 10 de Janeiro no CCB. Como é que considera que correu 2013?
Foi um ano difícil para toda a gente, em todas as áreas de trabalho, e é muito complicado ver o nosso país na situação em que está, com tanta gente a viver momentos tão difíceis, mas acho que os músicos portugueses têm reagido com muita capacidade de resistência, com criatividade e sensibilidade. A música e os artistas em geral têm essa função de ser um reflexo da realidade que se passa à sua volta e ao mesmo tempo uma resposta a essa realidade. Foi isso que também tentei fazer.
 
E para 2014, que expectativas tem para este ano? Muitos espectáculos já agendados? Podemos contar com novo álbum?
Há vários espetáculos agendados e vou focar-me especialmente em gravar o disco que, por vários motivos, tenho vindo a adiar. Por isso espero que sim, que 2014 seja um ano de muitos projetos.
 
O que é que a inspira?
Inspira-me viver, conversar com amigos, ver um filme, ler um livro, e muitas vezes também me inspiram coisas inesperadas que parecem muito pequeninas e insignificantes e de repente têm o poder de provocar uma canção porque fazem mudar perspetivas, formas de olhar o mundo, formas de me olhar a mim.

Porquê a escolha do CCB para palco destes concertos? E o que os fãs podem esperar destes concertos?
O espetáculo é dos espetáculos mais acústicos que já fiz em Lisboa, somos quatro músicos em palco ( o Filipe Raposo no piano, o Lars Arens no trombone,o Cláudio Silva no trompete e eu na guitarra). Pede e sugere uma intimidade, e uma intensidade ao mesmo tempo, que me parecem naturais numa sala como a do CCB. Por outro lado é uma sala emblemática para mim, fiz lá o primeiro grande espetáculo da minha vida em Lisboa, a apresentar um disco que se chama A cor da Fogueira, e gravei lá uns anos mais tarde o meu primeiro disco ao vivo, que foi disco de platina. Das duas vezes, a sala esteve esgotada, o público foi extraordinário e guardo muito, muito boas memórias. Por tudo isso, é muito especial para mim voltar a tocar lá.
 
Em que é que estes concertos se vão diferenciar dos outros?

São muito diferentes. Normalmente fiz sempre em Lisboa espetáculos de maior formato, com bandas maiores, arranjos mais cheios, estruturas muito maiores também. Este é um espetáculo onde o que interessa são mesmo e especialmente as canções, muito mais vazias do que habitualmente, e a sensibilidade e o universo de cada uma. Os arranjos estão pensados para fazer com que as palavras e as melodias de cada canção tenham todo o espaço, intimidade e sentidos que as habitam e, por isso, se aproximem o mais possível da poesia.
 

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