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Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa lançado em Lisboa

      
Orientar o leitor na criação de neologismos é um dos aspectos inovadores constantes na mais completa e ambiciosa obra descritiva da Língua Portuguesa, contendo 228.500 mil entradas lexicais, 376 mil acepções e 415 mil sinónimos, em resultado de 15 anos de trabalho.

A obra chega a Portugal através do Círculo de Leitores, em seis volumes que serão vendidos ao preço unitário de 34,90 euros (o primeiro volume beneficia de um desconto de 20 por cento).

Uma vez completa a edição, no Verão de 2003, será relançada nas livrarias pela editora "Temas e Debates".

Concebido para se afirmar como expoente máximo de referência do idioma que é falado por 220 milhões de pessoas, este dicionário dito da "Lusofonia" integra vocabulário específico de todos os países lusófonos, incluindo Macau e Timor-Leste.

Na sua elaboração participaram mais de 150 especialistas.

A versão do dicionário que se apresenta em Portugal contou com um financiamento de Fundação Gulbenkian de 43.340 contos (mais de 216 mil euros), além de apoios do Instituto Português do Livro e da Biblioteca (ministério da Cultura), do Instituto Camões e da Academia de Ciências de Lisboa.

Esta é a primeira vez que um dicionário elaborado por um filólogo brasileiro é reconhecido pelo governo português como obra de referência do idioma partilhado pelos dois países.

A edição portuguesa, considerada mais actual do que aquela que foi já editada no outro lado do Atlântico, parte da base de dados brasileira mas toma em consideração a norma europeia da Língua, e nela trabalharam colaboradores do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia de Ciências, sob a coordenação científica do professor catedrático Malaca Casteleiro.

Além da sua magnitude, o Dicionário contém referências etimológicas, informação gramatical, identificação de sinónimos, antónimos e homónimos e vasta informação terminológica.

O Houaiss distingue-se ainda por aprofundar a origem de cada palavra, ao ponto de fornecer a data em que esse vocábulo foi assumido pelo idioma, e indicando a fonte usada pelos investigadores para datação.

Antônio Houaiss, falecido em 1999, foi tradutor, crítico, escritor, lexicógrafo, diplomata, membro da Academia de Ciências de Lisboa, presidente da Academia Brasileira de Letras e ministro da Cultura, sendo por alguns considerado o maior conhecedor da Língua Portuguesa na modernidade.

Com o Dicionário Houaiss a língua de Camões conquista em cerca de ano e meio duas prestigiadas obras de consulta. A 26 de Abril de 2001 foi lançado o Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa, projecto igualmente coordenado por Malaca Casteleiro.

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