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Tânia Morais, quimica da ULisboa, galardoada com o Portuguese Young Chemists Award

      
Inês M. Valente e Luís M. Gonçalves
Inês M. Valente e Luís M. Gonçalves  |  Fonte: Universidade de Lisboa

Tânia S. Morais, pós-doutorada da ULisboa, recebeu em Maio de 2014 o Portuguese Young Chemists Award, pelo trabalho “Novos compostos, grandes desafios” e que resume a tese de doutoramento “Síntese de novos complexos bioorganometálicos de ruténio e avaliação das suas propriedades anti tumorais”, desenvolvida no Grupo de Química Organometálica e Bioorganometálica do Centro de Ciências Moleculares e Materiais da Faculdade de Ciências da ULisboa, sob a orientação da professora Helena Garcia.

 

A aluna da Faculdade de Ciências da ULisboa identificou compostos altamente eficientes contra várias linhas celulares cancerígenas, algumas de grande agressividade, como por exemplo: mama, cólon, próstata, ovário. O trabalho premiado incluiu a realização de testes in vivo, que revelam a eficiência destes compostos no combate ao tumor primário e a grande eficiência contra o desenvolvimento de metástases, ao mesmo tempo que os órgãos principais - coração, pulmões, rins e fígado – apresentam-se saudáveis.

 

“Sinto-me naturalmente muito feliz por ver um trabalho em que tanto me empenhei ser reconhecido na comunidade científica nacional e muito motivada para continuar a trabalhar”, conta a jovem cientista de 34 anos, para quem fazer ciência significa descobrir “um fármaco que venha a ser útil à sociedade”.

 

Para a orientadora Helena Garcia, este trabalho de investigação “constitui um contributo importante na procura de potenciais metalofármacos, que constituam uma alternativa aos que se encontram em uso clínico, cujos efeitos secundários são extremamente perniciosos. Foi sintetizada uma nova família de compostos organometálicos de ruténio que se revelaram altamente eficientes contra várias linhas de células tumorais”. A orientadora de Tânia S. Morais refere ainda que “uma das grandes vantagens que estes futuros fármacos poderão apresentar é a sua eficácia contra vários tipos de cancro e em particular contra as metástases. De facto, os estudos citológicos realizados em vários órgãos de ‘ratos nude’ com cancro de mama induzido e sujeitos a esta quimioterapia, mostraram não só regressão do tumor principal mas, digno de grande relevo, que os seus principais órgãos internos se encontravam saudáveis e sem metástases”.

 

Atualmente, Tânia S. Morais dedica-se ao estudo de uma segunda geração de compostos para quimioterapia dirigida, que destrua as células cancerígenas e poupe as saudáveis, no âmbito do pós-doutoramento que está a realizar na Faculdade de Ciências da ULisboa e no Instituto de Medicina Molecular, sob a orientação de Helena Garcia e Miguel Castanho, antigo aluno e professor do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da ULisboa, atualmente docente e subdiretor da Faculdade de Medicina da ULisboa.


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