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IPLeiria contribui para a área da educação especial em Cabo Verde

      
Fonte: Instituto Politécnico de Leiria

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (CRID/ESECS/IPLeiria) estabeleceu um protocolo com a Associação Acarinhar, de Cabo Verde, que estipula formas de cooperação na área da educação especial. Célia Sousa, docente da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPLeiria e responsável pelo CRID, foi ainda convidada a intervir na Conferência Internacional sobre Paralisia Cerebral que assinalou o lançamento do “Ano das Pessoas com Paralisia Cerebral 2014”, promovido pelo governo de Cabo Verde.

 

 

«Fui apresentar uma comunicação na conferência de lançamento do ano das pessoas com paralisia cerebral, a convite do governo de Cabo Verde, e nesse âmbito o CRID formalizou um protocolo de cooperação com a Acarinhar, associação das famílias e amigos das crianças com paralisia cerebral. O CRID cumpre assim um dos seus objetivos: o de apoiar e cooperar com os PALOP na área da acessibilidade eletrónica para todos», conta Célia Sousa.

O protocolo foi formalizado no dia 19 de Julho, na Cidade da Praia em Cabo Verde, entre Célia Sousa, em representação do CRID, e Teresa Mascarenhas, presidente da Acarinhar, na presença de Janira Almada, ministra da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, de Cabo Verde.

 

 

A presidente da Acarinhar já tinha visitado o CRID anteriormente, e ambas as instituições começaram a trabalhar numa parceria que contribui para a área da educação especial com crianças e adultos em Cabo Verde. O acordo firmado inclui designadamente a avaliação da resposta mais adequada à situação de pessoas com necessidades especiais; a consultoria, orientação e apoio na aquisição e utilização de equipamentos informáticos no âmbito da comunicação aumentativa/alternativa; a prestação de serviços à comunidade, nomeadamente, traduções, serviço docente e de formação, consultoria, auditorias e trabalhos de investigação e desenvolvimento. O protocolo prevê ainda a realização de colóquios, seminários e outras ações da mesma natureza, estágios curriculares, científicos e técnicos, e o intercâmbio de informação técnica e científica.

 

 

«Ficamos muito satisfeitos em saber que também em Cabo Verde se traz ao debate público questões como estas, de inclusão, acessibilidade, igualdade de oportunidades, etc., e que o IPLeiria pode contribuir positiva e fortemente para esta missão, a que o governo de Cabo Verde se lançou e que mobilizou muitas pessoas no país. Acreditamos que estas ações vão de facto fazer a diferença na vida das pessoas com paralisia cerebral, e também contribuir para a integração de cidadãos com outro tipo de limitações, no sentido em que desmistifica e traz soluções concretas que facilitam a sua vida quotidiana, ao nível das necessidades mais básicas, como o caso da comunicação», destaca a docente do IPLeiria.

 

 

Na conferência, que decorreu nos dias 18 e 19 de julho, Célia Sousa contribuiu com uma palestra subordinada à comunicação: “comunicar é possível para todos”. «Uma das mais importantes necessidades do ser humano é o seu relacionamento com os outros», explica a responsável do CRID, «seja para a expressão das suas necessidades, da sua vontade, para a troca de pontos de vista, para um aumento do conhecimento mútuo, para fazer amigos, para a sua realização profissional, a comunicação é um factor essencial», defende.
«Estudos apontam que 10% da humanidade apresenta um qualquer tipo de deficiência. Desse grupo cerca de 0,5% é afetada por deficiências ao nível comunicativo. Muitas pessoas não são capazes de comunicar através da fala, o que nos leva necessariamente à questão: como é que alguém que não fala pode comunicar?».

 

 

Célia Sousa acrescenta ainda que «a comunicação aumentativa, aliada à tecnologia, tem como objetivo oferecer métodos de ampliação das capacidades remanescentes de comunicação, ou de substituição, no caso da ausência de qualquer forma de expressão comunicativa perceptível. E é por isso que é essencial para o desenvolvimento da comunicação nas pessoas com paralisia cerebral, especialmente as crianças, desde os primeiros meses de vida». Com o contributo desta especialista, na conferência «foi possível ainda passar alguns conhecimentos básicos relacionados com os conceitos de comunicação verbal e não verbal, a importância da comunicação aumentativa e a identificação dos sistemas aumentativos de comunicação e as respectivas tecnologias de apoio, no sentido de apontar soluções concretas para problemas concretos de pessoas reais».

 

 

Para assinalar a celebração do protocolo, Célia Sousa entregou brinquedos adaptados para crianças com paralisia cerebral à Acarinhar, no âmbito da campanha “Mil Brinquedos, Mil Sorrisos”, do IPLeiria, que anualmente recolhe brinquedos já não usados, e os adapta para poderem ser utilizados por crianças com necessidades especiais, através da colaboração voluntária de docentes e estudantes.

 

Cabo Verde dedica o ano de 2014 às pessoas com paralisia cerebral, tendo lançado no mês passado uma campanha de sensibilização cujo mote é “são mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam”, e que inaugurou a Conferência Internacional sobre Paralisia Cerebral, que contou com um painel abrangente de especialistas.

 

 

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do IPLeiria destina-se a todos os cidadãos com necessidades especiais e seus familiares, marcando a diferença a nível regional, nacional e internacional. Pretende, entre outros, fomentar a utilização das TIC por parte de todos os cidadãos; contribuir para uma sociedade inclusiva capaz de dar resposta às diferentes necessidades que a diversidade de indivíduos atualmente apresenta; disponibilizar recursos que permitam analisar problemas ligados ao processo ensino/aprendizagem, e elaborar, implementar e avaliar as soluções desses problemas pelo seu desenvolvimento e exploração; responder a determinadas necessidades da comunidade, por vezes limitadoras em múltiplos aspetos, como a conversão de textos para braille, sinalética, entre outros, no sentido de diminuir as dificuldades e privilegiar a igualdade de oportunidades; e apoiar e cooperar com os PALOP na área da acessibilidade eletrónica para todos. É o único centro com estas características no País.


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